O que me fez blogueira?

O que me fez blogueira? Recebi esse selinho que tem como regra responder à pergunta e tem ainda outras regras, que logo a seguir vou atender:

* Responder a pergunta e postar o selinho;

** Indicar a 4 amigas - isso é fácil!

- Tati, do Perguntas em Resposta  
- Lia, do 1,2,3 Saco de farinha
- Déia, do Amor de Mãe
- Pat, do Mães na Prática

*** Avisar as indicadas com um recado carinhoso.

Bem, não sei exatamente quando foi que o blog começou, mas sei que escrever sempre foi uma vontade minha e que havia deixado isso guardado há tanto tempo que cheguei a pensar que nem conseguisse mais.

Depois do trauma que foi perder mais de metade do meu trabalho de conclusão do mestrado, em 2001, quando fazia backup, para uma tela azul... travei. Escrever se tornou um problema.

Só que a escrita era minha válvula de escape, assim como uma proteção, uma defesa e uma forma de protestar, de me colocar diante do mundo, mas também de me defender no anonimato. Isso fazia tanta falta!

Da defesa do mestrado pra cá aconteceu de tudo: mudança de cidade, crises, trabalho em escola pública e faculdades, gestação da Larissa, câncer de tireóide, perda de entes queridos, quebrar a cara, vontade de voltar de SP para POA, separação, reconcilição... tanta coisa... cada vez mais me distanciei de trabalhar meus sentimentos através da escrita e acho que o blog acabou começando como uma espécie de diário, onde eu falava comigo mesma. Uma espécie de terapia.

Parece que funcionou ainda mais depois que consegui superar a depressão pós-parto após o nascimento do Caio e que descobri o motivo de tantos tratamentos que fiz não darem certo: a bipolaridade. Disso tudo tirei a lição que nunca estamos inteiras, incríveis e prontas pra tudo como parece que as exigências demandam... E que tenho meus dias de sentir que estou destruída, mas me reconstruo a cada novo tropeço e recomeço.

Daí, desconstruindo a mãe me pareceu um nome que tinha a ver comigo!

E como fui encontrando pela jornada trilhada algumas pessoas que fizeram contato... me senti motivada a continuar!

Continuo perseguindo a perfeição e cada vez mais me afasto dela, sou uma mãe bem comum. Talvez esse seja o motivo de sempre fazer contatos com outras mães e não mães pelos blogs da vida, pra continuar aprendendo e tentando melhorar, porque tenho meus dias radiantes e os de estar abaixo da crítica...

Como cantaria Elis Regina "Vivendo e aprendendo a jogar... nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas... aprendendo a jogar"!

7 pitaco(s):

Tati Pastorello disse...

kkk Ingrid, cheguei antes... Quem manda não avisar IMEDIATAMENTE amiga curiosa? kkkk
Amei, e estou levando, mas não deixe de avisar lá... Ah, avisa, vai!
Vou ler agora o que te fez blogueira. Curiosidade mata, sabia?
Beijos.

Lia disse...

Ingrid, adorei seu recado super carinhoso no meu último post. Brigadão, viu?
E quanto ao tema do selinho, interessantíssimo! Vou preparar um post caprichado...

Carol Garcia disse...

bom saber mais sobre vc ingrid...
a escrita tbm é minha valvula de escape desde a infancia.
bjocas
carol

gisele.artes disse...

Diz pra Lalá q a reza dela deu certo! Ela ganhou um livro! bjos, gi

www.kidsindoors.blogspot.com

Jane Murback disse...

Ingrid, adorei seu relato, super sincero.
Bjo

Tati Pastorello disse...

Ingrid, voltei! Faltava o texto com seus motivos. Adorei! A vida faz mesmo muitas das suas conosco. Escrever me dá esta válvula de escape também. E o blog dá uma sensação de humanidade, às vezes criando uma sensação de maior intimidade que o contato cara a cara (como pode ser assim?).
Estou neste jogo também, às vezes ganhando, muitas vezes perdendo, mas... aprendendo (juntas) a jogar! Beijos.

Coisas de mãe disse...

Pelo jeito vc está bem construida ne? Achei você super guerreira!

beijos Pati

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