Faz algum tempo que tenho pensado inúmeras coisas sobre mim, na minha busca por melhorar, ser uma pessoa mais "humana", mais serena, porque ando com a alma muito inquieta, questionadora e rebelde - que o diga a minha terapeuta.
Aí, agora mesmo, ao chegar em casa, me deparo com a seguinte figura:
A pergunta veio a calhar: quem sou eu?
Sabia que 15/7 é dia do homem?
Quais são as referências das nossas crianças?
O post que será postergado
Desde ontem estou pra escrever um post sobre como se reconhece pelos trajes e cores quem é novato em academia e os personagens que encontramos lá... eu mesma, cheia de moletons e pálida, cor de escritório como se diz... Encarando as gosotosonas de bronzeado dourado, roupas coladas ao corpo, e os tiozões da Sukita, disputando atenção com os jovens em busca dum corpo atraente pra pavonear entre as adolescentes doidas por vampiros e lobisomens da saga Crepúsculo.
Mas agora de manhã li o post da Roberta, do Piscar de Olhos, que fez parar para pensar que uma gestação, ao contrário do que pareça, não é algo assim tão fácil de acontecer, mesmo entre casais saudáveis e em condições de receber uma criança em sua vida e seu lar.
Nós mesmo ficamos 5 anos sonhando com isso, fazendo exames, descobrindo que a culpa é algo que começa a impregnar a mulher assim que ela decide ser mãe... até que descobrimos que meu marido tinha varicocele e precisamos esperar o resultado de uma cirurgia que mexeu com os sentimentos do meu marido (como assim um homem tem problemas???).
Depois de termos a Larissa, veio a depressão pós-parto ("ué, ela não queria tanto essa criança?"); ela tratada, descobrimos que eu tinha câncer de tireóide justamente quando desejávamos "encomendar" outro bebê. Vieram cirurgia, radioiodoterapia, afastamento da família, retorno e uma espera e torcida para que ao contrário do que prognosticavam, eu teria, sim, outro filho. E aconteceu, após outros 5 anos!
Para quem perde um bebê, ou fica impedido temporariamente de tentá-lo, uma série de questões passam pela cabeça: porque com a gente? É castigo? Por que famílias miseráveis têm fertilidade à beça e todo mundo nasce saudável?
Não cremos em justiça divina nesses momentos, mas os "consolos", como disse a Roberta, não consolam uma mãe, só pioram. Dizer que é aviso dos céus para que fiquemos num filho só, pior ainda! Mas uma coisa é certa: a natureza tem sua sabedoria e não estamos aptos a compreendê-la.
Por isso, está aqui minha forma de dizer que sou solidária e tento me colocar em teu lugar, Roberta. Dóem as perdas e elas marcam por muito tempo... Assim como um dia, torcemos, as alegrias ajudarão a diminuir essa dor, mas não a cicatrizar, por que "o que poderia ter sido" é um pensamento que vai acompanhar a tua trajetória.
Força, querida! Estou fazendo pensamento positivo, porque o minuto de silêncio pra mim é muito complicado... Penso que neste momento estás gestando um sonho!
Esta imagem tirei do site www.bebe.abril.com.br
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Meu pequeno há 3 semanas começou a freqüentar escolinha. Estávamos bem faceiros, comemorando a tranqüila adaptação do Caio, assim como tinha acontecido com a irmã dele.
Pois bem, passados mais alguns dias, o pequeno começou a ficar muito diferente, primeiro rejeitando o leite em casa, depois ficando muito irritadiço e até agressivo conosco.
Depois, passou a ter terrores noturnos (era o que pensávamos), aumentando a cada noite e os dias ficaram de péssimo humor, mas ficando numa boa na escola.
Conversas foram e vieram, decisão tomada: vamos dar um passo pra trás e tirar o guri da escola.
SANTO REMÉDIO. O sono normalizou, a criança voltou a ter bom humor e brincar tranqüila. Só que agora nem levar os cães pra fazer xixi, que ele me dava tchauzinho bem faceiro, tá sendo mole. Ele passa 80% do tempo grudado na minha coxa e cheirando meus peitos, que nem leite produzem mais, desde março ou abril.
Tudo bem, voltar a trabalhar vai ficar pra depois e conseguir cuidar de mim na musculação e na fisioterapeuta vai depender muito da agenda dos meus pais e marido podendo dar uma olhada no carinha do que de qualquer coisa.
Voltamos à estaca zero nesse sentido, mas não desisti dos meus projetos de desembarangamento nem de ter atividades só minhas. Eu retrocedo, mas não me rendo!




