Violência aumenta nos lares: crianças são as vítimas

Li no site do governo do estado de São Paulo que houve aumento de 36% na violência doméstica contra as crianças no primeiro trimestre de 2010... e que as mães são quem agride em 60% dos casos. De acordo com o jornal Estado de São Paulo o aumento foi de 78%.

Imagem: http://www.blogger.com/feeds/


Tão grave quanto essa informação é pensar que 60% dessas crianças voltarão a ser agredidas.

Sabemos que há dias em que as crianças estão "impossíveis" e nossa paciência muito curta. Mas há jeitos e jeitos de colocarmos limites e esse é um grande desafio para nós que viemos duma criação em que os filhos eram obrigados a sempre fazer as vontades dos pais, as ordens não vinham acompanhadas de explicação e/ou os gritos demonstravam que havia necessidade de atender urgentemente o que foi solicitado.

Ao mesmo tempo em que desejamos nos afastar desse modelo, podemos cair na armadilha de sermos permissivos e, de repente, ao nos darmos conta de que os pequenos, que são extremamente inteligentes, estão percebendo nossas inseguranças (haja livros sobre como educar crianças!) e jogando com isso, podemos recair no mesmo erro dos nossos antepassados...

A sensação que fica quando vemos uma agressão a uma criança é a de que a criança que vive em nós foi machucada, não é mesmo? - E quando estamos a ponto de cometer uma agressão verbal, a agir como não gostamos que façam com a gente, dá tempo de pensar que isso pode ser revertido!

Por isso, vamos apoiar o dia 19 de novembro: dia mundial pela prevenção da violência doméstica contra crianças e adolescentes!

Para maiores informações:



7 pitaco(s):

Nilce disse...

Oi Ingrid
A violência contra a criança tomou rumos insuportáveis. Quando eu era pequena, e acontecia um fato de os pais serem violentos com seus filhos, havia a proteção da família, da escola, dos professores, e até amigos, vizinhos.
Hoje todos se acham no direito de bater, machucar, ferir com palavras, enfim tratar mal mesmo, nossos pequenos.
Não vou dizer que nunca dei uns "tabefes" nos meus, mas nunca fui violenta. Eram tapinhas muito leves e sempre nas nádegas, como um "chamar à atenção", quando a conversa não se valia mais. Quando pequenos nunca e depois de uma certa idade também já achei não ser necessário.
Mas te confesso, eles não me respeitam como deveriam. Ainda bem que com os outros isso não acontece. Eles são muito educados e respeitosos, principalmente com os mais velhos.
Acho que sou eu mesma a culpada por me tratarem assim, sempre fui muito "galinha choca" e dei tudo o que eles queriam. Agora me cobram muito.

Excelente final de semana.

Bjs no coração!

Nilce

Mariana Hart disse...

Uma pena nos dias de hoje com tanto acesso a informação ainda sermos obrigados a ver estas tristes estatísticas. É o fim dos tempos.

Campnha extremamente necessária. Espero um dia não precisar mais.

Shilola disse...

Twittagem coletiva!!! ;)
Bjocas,

Paulo Lima disse...

Levei muitas chineladas quando pequeno, e todas com razão. Aí viro pai e cada palmada como a que a Nilce disse aí em cima (geralmente em cima da fralda, que só faz barulho), me cortam o coração. Ao mesmo tempo, vejo sempre o Caio chorando por birra, querendo algo, e quando olha a tv e se distrai, continua chorando e nos olhos dele vc pode ver claramente a mentira...A grande dúvida é: quando o limite da conversa acaba, qual o limite a impor? Nos livros é tudo muito lindo, "Quem ama educa", etc... mas vai viver o dia-a-dia com dois "pestinhas", educados na geração internet, que sabe tudo e quer tudo? Para os teóricos da pedagogia o mundo é fácil. Parece o Brasil das campanhas pra presidente: o mundo ideal...

Desconstruindo a Mãe disse...

Lembro da Larissa dizer, quando menor, que não queria mais ser inteligente, que estava cansada de sentar no banquinho pra pensar... Quer dizer, algumas regrinhas ditas pedagógicas têm seus limites e na verdade não há receitas prontas, que é o que gostaríamos de receber, de vez em quando.

Nos dias de fúria aqui em casa, fico como ontem e hoje: pra baixo, porque embora saiba que o nosso amor, de uns pelos outros, é ilimitado, minha paciência é bem mais curta do que eu gostaria. E justamente porque vi que quanto mais chilique, bronca, castigo etc. parece que menos efeito tem.

Já percebi que o pior pra Larissa é ver que não quero proximidade, que desejo ter um tempo pra digerir o acontecido. Mas às vezes o racional e o emocional se esbarram e dá uma confusão sem tamanho!!!

Agora, quando ouço no rádio a propaganda dos Alcoólicos anônimos com uma professora perguntando o que os pais dos alunos fazem e um deles responder "o meu bate na minha mãe", penso que a violência doméstica tem raízes e que elas se fixam com força. Quem dera ter em mãos a fórmula revolucionária pra resolver o problema quando ele aparece!!!

Ingrid

Beca Bricio - Mulher que pariu disse...

Eu topo!

LILIANE disse...

Ingrid
fiquei conhecendo o seu blog através da Glorinha.
Lindo.
Certamente, estou participando desta campanha a favor da paz e da criança.
um abraço enorme

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