11 de setembro de 2001 é inesquecível

Ontem, respondendo a vários amigos blogueiros, parei para pensar no 11 de setembro de 2001: - Onde eu estava?


Um deles dizia que estava na fila para comprar ingressos para o festival Porto Alegre em Cena, um dos mais bacanas de fidelização do público para o teatro. Outros, estavam trabalhando.


Vou colocar aqui, ipsis literis, o que escrevi no blog da @tukasiqueira e depois copiei no da @samegui:



Lembro de estar sozinha em casa e uma amiga colombiana me telefonar. Ela estava apavorada, falava muito rápido e liguei a TV tentando entender.


Se naquele dia me sentia sozinha morando em SP, nesse, então, foi um dos piores. A sensação angustiante de que, sim, existia uma forma de o mundo acabar, era através das mãos da intolerância. 


Seria o início de uma guerra? O que viria a seguir? 






Imagem: www.xpg.com.br


Lembro que quando liguei a TV o segundo avião colidiu com o prédio.Não foram apenas as torres gêmeas que foram atingidas, mas todo aquele sonho de que a humanidade é fundamentalmente boa que parecia estar sendo derrubado.


Todos aqueles filmes em que terroristas tinham planos de acabar com os Estados Unidos pareciam estar virando realidade. Acho que a guerra, de fato, já existia, pelo domínio dos territórios em que havia petróleo. Era velado. E os Estados Unidos tiveram, então, sua justificativa para continuar enviando agora mais ostensivamente suas tropas de jovens cheios de potencial para o Oriente Médio.


Na minha mente ficou uma frase antiga: ä semeadura pode ser aleatória, mas a colheita é certa". - Não torci nunca por isso, mas a sensação de que a gente constrói o céu e o inferno em que vive se uniu à frase.


Também desejo, como dizem as misses, "world peace". E procuro educar meus filhos pra isso. Torço pra que outras famílias tenham esse objetivo em mente.


Paz e luz, para todos nós que perdemos um pouco de nossas ilusões no 11 de setembro de 2001.


Ingrid


P.S.: O blog do estadão traz imagens do dia seguinte ao atentado e algumas reflexões bem interessantes. O banner a seguir copiei de lá:






5 pitaco(s):

Fanny Barbosa disse...

já falei p/ vc no TT q acho o foco errado! acho triste que pessoas perderam suas vidas e liberdade, mas têm números mais expressivos de perda! as pessoas lembram o 11/09 pq foi no EUA e esquecem q todos os dias em regiões da África morrem centenas de crianças q ñ atingem sequer os 3 anos de idade!

Tatiana Bonotto Cake Designer disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Carlos Augusto Normann disse...

Oi Ingrid

Me lembro bem, eu estava indo de Porto Alegre para NH, e fui surpreendido duplamente, pelo rádio e por uma amiga, que me ligara para contar a notícia. Confesso que o espanto foi grande...
Como já comentei hoje várias vezes, me solidarizo com as perdas, claro. Mas .... será que os norteamericanos nunca pararam para pensar no mal que eles fizeram a tantos outros povos? Os indígenas, escorraçados para "reservas"... os negros, até poucas décadas sujeitos a legislação segregacionista...sem falar na Baía dos Porcos, em Guantanamo, no apoio que deram às ditaduras da América do Sul - a nossa entre elas.
Será que a mesma comoção pelo 11/09 não deveria ser dirigida às nações indígenas dizimadas, aos mortos pelas ditaduras por eles apoiados, à poluição bancada pelas empresas DELES mundo afora, a tanta dor que ELES causaram a tanta gente? Fica a pergunta...

Desconstruindo a Mãe disse...

Por isso coloquei o link do Blo 7 x 7, Guto, porque acho que tem muito mais a se dizer do que o 11/9 americano.

Pouco se falou do 11/9 chileno, africano, indiano ou de qualquer outro povo que sofre as conseqüências de apenas ouvirmos uma única versão de fatos e de ignorarmos o que vai além do próprio umbigo.

Beijo!

Fabiana Alvim disse...

Ah... como falei lá na Tuka... também achei que a III GM estivesse começando ali. Deu medo... por algum tempo... de sentirmos o terror mos nossos solos.
Que tenhamos mais paz.

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