Dia do trabalho

Hoje é dia do mundial do trabalho. Além de um feriado (em 2011 caiu num domingo... pena...), temos também a oportunidade de pensar no sinificado de um dia dedicado ao "labor". 

O que significa "ganhar o pão com o suor do seu trabalho" para cada pessoa? Pode ser dar continuidade ao negócio da família; talvez o cumprimento de uma obrigação; talvez, uma tentativa de melhorar a situação atual; mas pode ser também um degrau para a realização de sonhos ou mesmo o próprio sonho sendo vivido.

Para quem tem saúde e pode trabalhar pode parecer óbvio, banal e até uma espécie de entrada na onda, algo que se faz sem pensar muito. Para quem não a tem, que vontade grande de realizar projetos!

Em muitos países as férias escolares são, para adolescentes, a entrada no mercado de trabalho. Os trabalhos temporários são incentivados pelas famílias como forma de valorização do empenho e do quanto obter o dinheiro com esforço próprio é importante para a formação do caráter de uma pessoa.
Estudantes universitários cumprem horas trabalhando em bibliotecas, lanchonetes e outros locais para subsidiar seus gastos com material escolar ou lazer.

E nós, brasileiros, como fazemos?

Quem é de família mais humilde, tem a bolsa família,  mas vemos muito trabalho infantil nas esquinas, gurizinhos e guriazinhas vendendo tranqueiras e guloseimas, ou mesmo a mendicância. Tem crianças que trabalham como guias turísticos, cortadores de cana, engraxates (ainda existem!!!), cantores em parques...



Mas essa não é a realidade dos meus filhos. E como fazer com que eles valorizem o trabalho, seja qual for?

Nós trabalhamos. Temos a satisfação de fazer com prazer, pois trabalhamos com o que gostamos e temos boas histórias para contar sobre os tempos de estudo e de prática diária.  Continuamos nos atualizando, também, e as crianças de alguma forma sabem disso. Mas isso não é suficiente. 

No momento em que as crianças têm tudo nas mãos, não conseguem visualizar que para conquistar as coisas é preciso dedicação e que leva tempo. E que não se ganha tudo o que se pede, que o que aparece na propaganda não está tão acessível quanto parece. Alé, disso, existe o merecimento...

Então, procuramos através de artifícios como um cofrinho para comprar um brinquedo no dia da criança, ou mesada - que ainda não fizemos (cada família tem seu método e estamos abertos às sugestões!!!),  ensinamos e pedimos ajuda nas tarefas de casa... pois todos fazemos parte desse ambiente, dessa pequena comunidade que, para funcionar, precisa da colaboração de todos.

Mas, se trocarmos a participação nas tarefas for trocada por prêmios, não sei se terá o mesmo efeito que desejo. A satisfação de se sentir útil, de aprender algo novo, de conversarmos enquanto um lava e outro seca a louça afim de que haja mais tempo para a família fazer outras atividades, acho que poderia bastar.

Sei que há famílias que prometem presentes, viagens, carros para quem conclui os estudos. Particularmente sou contra. Acredito, sim, que meus filhos mereçam nossa ajuda para conquistar seus sonhos, mas não desejo que só estudem se for para ganhar um carro zero quilômetro ou um apartamento.

Por isso, repasso a pergunta... como vocês abordam a questão do trabalho com suas crianças?  

*imagens: reprodução
 

5 pitaco(s):

Fabiana disse...

Nossa... escrevi um pouco sobre isso hoje também.
Cheia de perguntas...
Beijos

Fabiana
http://2-ao-quadrado.blogspot.com

Adriana disse...

oi Ingrid,

Então, a coisa aqui em casa é mais ou menos como na sua.

Mas acho importantíssimo não desperdiçar as oportunidades do dia-a-dia para ensinar as crianças sobre trabalho e dinheiro.

Afinal, são duas coisas com as quais elas vão ter que saber lidar para o resto da vida, não é mesmo!

Beijos

Rosa Lopes disse...

Poxa Ingrid, essa pergunta pergunta não pode ser respondida sem escapar de um inventário, kkk. Bem que se poderia fazer uma blogagem coletiva com o tema. Né não?
Bj

Nanci disse...

Ultimamente minha pequena tem ajudado na arrumação. Ela tem 5 anos e tem que guardar os brinquedos, mas adora passar o aspirador na sala. É lógico que só um pouquinho, né? Mas gosto do fato de ela querer ajudar, pede pra ajudar e tomo cuidado pra cultivar o hábito e elogiar. Não quero criar uma dondoca, mas não pari uma ajudante. Ela apenas fará pequenas tarefas conforme a idade e sem premios. Estarmos juntas será o premio e espero que ela entenda sempre isso. É divertido e acho que dá um pouco de responsabilidade, super necessaria hoje num mundo onde os jovens nao ligam pra nada. bjs

Vivis disse...

Como ensinar a criança a valorizar o trabalho? Difícil mesmo! Mas aqui em casa eles são bem presentes do que acontece na família, quando veem o pai trabalhando aos sábados, as vezes chegando tarde em casa. a Rafa sempre ajudou na arrumação da casa e o Italo faz questão de organizar as suas coisinhas, chega da escola guarda mochila, dobra a roupa (daquele jeito) e guarda os tenis. Até ajeita as camas as vezes, mas não dou nenhuma 'recompensa' pois não é uma rotina.

Talvez seja a hora de começar a incentivá-lo a ajudar mais,já que a Rafa com o cursinho não tem tido mto tempo de colaborar com a mãe aqui hehehe. Obrigada por me trazer a esta reflexão hoje. bjs

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