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"Você deveria abrir um consultório" e outros pequenos fatos cotidianos

Hoje dei uma fugidinha do trabalho antes que viesse o temporal prometido - que não veio - e fui fazer as unhas, pensando em estar "ajeitadinha" para amanhã, aquele grande dia em que, após 11 da defesa do mestrado, vou voltar aos bancos escolares na UFRGS.

Achei que fosse ficar extremamente nervosa por causa desse retorno, já que tive alguns problemas que me  marcaram profundamente no encerramento da dissertação e, a partir disso, nem queria pensar em voltar a isso. Era um tema que causava angústia, irritação profunda, embora todo o processo de ingresso, aprendizado, estudos do mestrado tenham sido fantásticos e tenha conhecido gente fabulosa, outras que por si só dariam uma tese sobre o ego no meio acadêmico também.

Ao contrário do que pensava, o dia de hoje, que está quase acabando, foi tranqüilo. Na verdade, está sendo um caminho bem bacana esse que começou no momento em que voltei a fazer terapia. Tem gente que acha que isso é frescura, coisa de quem não tem com o que gastar ou amigos com quem contar, mas eu garanto que minha vida está mudando muito desde que comecei a escrever este blog e com a desconstrução de forma verdadeiramente analítica, com uma profissional competente e que conseguiu perceber o que nenhum outro médico conseguiu ver antes.




Imagem: http://webmail.cook.k12.ga.us/



E com ela pude rever fatos, ter novos olhares sobre as antigas situações. O engraçado é que, falo com ela sobre tudo que, em tese, eu sei muito bem como lidar. Mas que muitas vezes embolo no meio de campo, nos pequenos fatos do dia a dia. Dramalhões sobre questões pífias, excesso de zelo com coisas banais, medos bobos, falta de coragem... Engraçado que costumo ser vista como boa conselheira e hoje até ouvi no salão de beleza que deveria abrir um consultório. Na mesma hora comentei: - Aconselhar sobre a vida alheia é uma barbada...

E meter o bedelho na vida alheia realmente parece que é a especialidade do ser humano, não é mesmo?! Mas tem algo além disso: tem gente que lucra muito com a boa-vontade dos outros. E nisso eu não cheguei a cair mais de uma vez, mas fica a dica. Dramas e campanhas estão correndo soltas por aí...




Imagem: http://www.awmueller.com


Pois bem, vou falar uma coisa e espero que não seja vista como grosseria com quem não merece: andei dando bola para pessoas que considerei boas amigas na web. Me diverti, ri e chorei com elas, da mesma forma que aconteceu com várias amigas que tive desde a infância. O negócio é que tem gente que abusou ou fui eu que baixei a guarda, com a minha porção Pollyana que insiste em se fazer presente.

Só que cansei. E acredito que uma das coisas que tenho aprendido com esse tempo de web e com o caminho rumo aos 37 anos é fazer um filtro (talvez pelas lambadas, pelos plágios), mas confesso que em alguns casos em especial fui puro coração e estou vendo que as máscaras podem cair e que isso acontece com mais facilidade do que imaginava.

Por isso, em homenagem a essas pessoas, aqui está o selo de fim de nosso contato:







Desejo sorte, luz, paz de espírito para que não vá precisar de voduzar a vida de mais ninguém...

Meu filho, você não merece nada!!!

Agradeço imensagem a Marla Gass por compartilhar esse texto tão real, atual e que me ajudou a ter ainda mais certeza de que o trabalho diário de formiguinha pode, sim, ter bons resultados...

Meu filho, você não merece nada

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada

Eliane Brum

   Divulgação
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum



Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.


Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.


Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.


Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.


Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.


É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?


Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.


Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.


Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.


A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.


Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.


Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.


Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.


Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.


O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.


Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.


Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.


Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.


Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html

Esse texto reafirmou minhas convicções de que não basta o meu amor pra que nossos filhos sejam felizes. Não basta a nossa torcida, nem todas as oportunidades que concedamos a eles a felicidade ou mesmo a capacidade de percebê-la presente.

Temos feito um trabalho de formiguinha, repensando hábitos, dialogando como casal e fazendo momentos de conversa familiar em que se trata de questões que antes me afligiam e que geram atrito, como enfrentamento e uma certa tendência a desistir de tudo facilmente, de cobrar que os pais resolvam seus problemas ou de dizer que eles são sos culpados pelo que acontece. A Lalá, #aos7, volta e meia age como teenager, de uma forma que vejo tão precoce, mas que reconheço que vivi também. 

O Caio, #aos2, andava querendo resolver tudo na bordoada, no grito, no se atirar no chão. Esses dias parecia um pano de chão se esfregando pelo piso do shopping. Deixei que gritasse, chorasse, se escabelasse (mas a Lalá ficou com pena e ele acabou vendo a loja onde entrei - acho que se não tivesse visto, teria sido mais bacana o resultado).

Sim, filhos tentam se impor e testam limites. E os limites, como dizem autores de best sellers Içami Tiba, Tania Zagury e muitos outros, os limites quando bem colocados, não geram trauma. O que gera trauma é viver achando que vieram ao mundo para ser servidos e protegidos de tudo e que são vítimas do mundo que não age como seus (esgotados) pais.

Quero que meus filhos evoluam. A evolução humana hoje se dá por empenho pessoal, trabalho e estudo. Coisas que nós podemos ensinar com exemplo e palavras de apoio. 

Lalá ontem mesmo resmungava, manhosa: "nunca vou conseguir fazer um desenho tão bonito quanto o do papai"! Era nítido que ela esperava que eu dissesse que já estava maravilhoso. E quando eu disse que sim, se ela continuasse reclamando ao invés de se esforçar pra fazer o seu melhor, não conseguiria mesmo, ela respirou fundo e afirmou: "então eu vou me esforçar muito"!

Tão bom quanto aquele cafuné, afago no momento de uma queda ou agradinho é o dizer não, vire-se e agir de acordo com as palvras ditas. Para que os filhos vejam que, sim, são capazes de se empenhar e conquistar com mérito próprio, dedicação e paciência, um progresso pessoal.

Por isso fiz questão de compartilhar esse texto com as amigas e dizer: "Eu voltei, agora pra ficar"!

Há tempo pra tudo?

Faz um bom tempo que não posto. Inicialmente porque queria pensar sobre o tema e ver qual seria a repercussão do meu último texto... E foi excelente

Me colocar no lugar de outra pessoa foi um exercício interessante. Não apenas no sentido de levantar a bandeira dos portadores de necessidades especiais, tema com que convivo desde a infância, com meu irmão apresentando distrofia muscular. Mas porque a gente costuma viver tão cheio de certezas e no ritmo de vida que nos impomos ou pelo qual nos deixamos levar, que tendemos a ficar sempre a favor de nós mesmos e achando que "são só 5 minutinhos" quando temos pressa e estacionamos nos lugares proibidos ou preferenciais, quando achamos que nossa urgência é maior que a dos outros... enfim...

Passados alguns dias, aconteceu algo inesperado: no dia 13/5 um grande amigo foi assaltado e baleado. Esse amigo é realmente grande, em estatura e tamanho de coração, em generosidade, em capacidade de batalhar belo bem da família, sendo o mais velho de 3 irmãos.
Esse amigo eu não via fazia tanto tempo... acho que o vi e sentamos para conversar animadamente pela última vez há 12 anos, perto de casar no religioso. Nos encontramos no pátio da igreja onde costumávamos cantar ao som do violão, onde organizávamos gincanas e almoços, de onde partíamos para acampamentos, onde vivemos em grupo muitas coisas saudáveis e que se tornaram base para quem sou hoje.

Desde 2007 vivia me prometendo que iria rever esse amigo, assim como os demais, de quem sentia muita falta. Dei alguns telefonemas, sempre dizíamos "precisamos marcar", "vamos combinar", "pega aí meu telefone". E o tempo se passou sem que eu concretizasse aquelas palavras.

No final de 2009, como algumas de vocês sabem, perdi um dos amigos desse grupo, em um acidente de automóvel. Nos reunimos, sim, num sentimento de profunda tristeza, de pesar, com uma dor imensa e que nos fez prometer, mais uma vez, que faríamos diferente.

O tempo passou, já faz ano e meio. E agora nos deparamos com a violência nos fazendo reunir e repensar nossos passos.

O grupo trocou e-mails e telefonemas para se comunicar, para unir esforços, pensamentos positivos, torcer para que ele sobrevivesse a perfurações em dois pulmões. Justo com ele, com o amigão, o que é como um irmão mais velho e que consegue manter um pequeno grupo ainda unido... Muitas perguntas vieram à mente de todos.

Mas dessa vez, felizmente, estamos conseguindo ver que não podemos ficar calados e acovardados diante da injustiça, da violência. Unimos esforços para que o nosso amigo, que agora já saiu da UTI e tem até perspectiva de alta, tenha uma adaptação à nova realidade, pois sua medula também foi atingida e ele passará a usar cadeira de rodas. São mutirões, orações, conversas, organização de rifas e almoços para arrecadar fundos e nos fortalecermos na fé de que as dificuldades serão superadas. De que ele não está sozinho.

Nesse momento consigo pensar que, sim, nós conseguimos ter tempo para muitas coisas. Há tempo para plantar, colher, abraçar, amar, ligar para os amigos, mas a gente se acomoda. Ou coloca outras coisas como prioridade. Mas nós podemos mudar essa realidade, sem precisar que um ato extremo nos sacuda e atinja nossas consciências...

Nunca essa canção que gostava de ouvir desde criança se fez tão oportuna:





Ciranda: "Pequenos Leitores"

Aqui estamos, ansiosos pela chegada da primeira correspondência com livrinho que circulará pelo Brasil... SIM! Nós estamos participando da Ciranda da Leitura proposta em fevereiro por mamães blogueiras e organizada pelas maravilhosas @migas da Rede Mulher e Mãe

Essa iniciativa tem como proposta que as crianças tenham incentivo para continuar lendo, coisa que essas mães todas estimulam em casa, mas também possam trocar idéias de acordo com sua interpretação dos livros ao enviar atividades deitas em família sobre o que leram. Além disso, o cartão postal enviado para seus coleguinhas do grupo - eram tantas crianças inscritas que foram divididas em subgrupos por idades - é um convite a conhecer o país, fazer turismo e novas amizades vão surgir.

O Caio enviou o livro "Brinquedos", de André Neves. Ele traz a história de brinquedos com que duas crianças são presenteadas: uma boneca e um palhacinho. Com o passar do tempo e o uso, eles ficam gastos e a grande pergunta é qual será o destino dos brinquedos.


Quando a gente pensa em conexões que pode fazer, crianças mais velhas imediatamente lembram do Toy Story 3, de situações como épocas em que as famílias separam roupas, calçados e brinquedos para doar... Mas os pequenos também conseguem ir além da leitura, porque são muito espertos!

Uma possibilidade de atividade, e foi a que o Caio quis fazer, é pensar em brinquedos bacanas, que eles gostam, e desenhar, recortar... pensar em brincadeiras divertidas. E brincar com seus brinquedos!

Já o livro que a Larissa escolheu emprestar para a Ciranda é da autora Lélia Cassol, que ela curte muito!!! As bruxas Merreca e Zamya vão para um congresso e passam por várias cidades. Uma de vassoura, outra de avião. E a filhota adorou lembrar que quando bem pequena vínhamos para o RS ver os avós, padrinhos e primos, mas que depois que voltamos a morar aqui, pouco fomos a SP rever os amigos, mas que nossa ida em novembro do ano passado foi cheia de emoção! Então escolheu desenhar uma viagem de avião e o vento que ficou lá fora... Essa atividade foi feita já faz tempo, como vocês devem ter lido, mas ela quis manter e adorou preencher o cartão postal e o envelope para envio!

Que tal, então, fazer uma atividade relembrando uma viagem que foi marcante para a família? Ou pensar em marcar num mapa quais cidades do Brasil conhecemos?




Nós acabamos não colocando nas correspondências as sugestões de atividade por distração minha e ansiedade das crianças, que estão diariamente me cobrando o recebimento dos livros dos amigos!

Estou feliz que as crianças tenham topado a idéia e aqui está nossa contribuição para a Ciranda! Pequenos Leitores em ação!!!











 

Vejo flores em você!

Imagem: Google Images
"Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você!
Isso é o que mais me agrada,                 
Isso é o que me faz dizer...
Que vejo flores em você!"

Minha gente amada, não tenho palavras pra descrever como foram importantes a participação ativa e as palavras de cada pessoa que leu o post anterior e a entrevista no blog da Patricia Viale. Sou muito grata meesssmo.


Eu vou admitir aqui: estava com medo. Medo de encarar novos desafios, de dar a cara a tapa num novo trabalho, de dizer que não sei se estou fazendo bem o suficiente. #prontofalei

E de onde vem esse medo? De estar há 7 anos envolvida plenamente com a maternidade? De ver se repetir a cena de quando voltei a trabalhar e a Larissa era bebê, ver que não foi legal pra ela eu trabalhar lecionando à noite? De ver que eu posso gostar de trabalhar tanto quanto gosto de ser mãe em tempo integral? Do bullying materno (rsrsrs)?

Pois é, eu estava amarelando. Deve ser natural, em tudo que é novo, esse receio do desconhecido, ainda que desejado e saudável processo de desacomodar as coisas.

Mas a turma do vamos colocar a mulher pra cima apareceu e mostrou sua força! E só posso dizer que estou muito grata pelas palavras de incentivo, pela torcida, pelo que disseram conhecer de mim através do blog - a gente vai criando uma intimidade absurdamente boa, não é?!  E quero dizer que meu fim de semana foi feliz.

Pude tirar uns dias com meu Mano e conversamos, rimos, falamos sério, fomos também passar a tarde de domingo na praia com os primos e recarreguei a bateria para encarar de frente os desafios, com a confiança de que tenho uma porção de amigos e bem mais forte posso cantar, mas não uma canção do Roberto Carlos, mas do Ira:






Dias corridos

Ontem estava combinado um encontro de blogueiras em Porto Alegre. Nossa iniciativa meio tímida e alguns detalhes prejudicaram o encontro, mas o que aconteceu me deixou muito feliz. Conheci uma pessoa doce e muito guerreira, a @temperosdavida. Ela saiu de outra cidade, onde trabalha, e atravessou uma cidade cheia de blitze e jogo de futebol para estar lá. Foi com maridão, filhote e distribuiu simpatia.

Pena que @inquietosblog ficou sem carregador de celular pra nos comunicarmos... E nossa fofíssima @kidsindoors foi acometida por uma conjuntivite que ninguéééém merece. 
Mas deixem estar que esse foi um pontapé inicial para continuarmos nos comunicando e tentando com afinco que novos encontros aconteçam!!!

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Já que estou falando nisso, o point era a praça de alimentação do Barra Shopping Sul, onde tinha tividade de férias. Fomos bem faceiras, eu e as crianças, pra ver o arvorismo que é indoor e nos livraria dessa maluquice climática de Porto Alegre. Chegando lá, decepção: com o Caio dormindo, fui atrás de um carrinho, coisa que não usamos mais faz 1 ano. Lá, isso não é cortesia como em outros locais... custa R$ 10,00 e fica na loja mais distante do shopping. Se não pesasse quase 15kg a minha ferinha, me recusaria pagar e ia andar com um gurizinho dormindo no colo, só que eu estou com a coluna ferrada e o ortopedista pediu PRUDÊNCIA.

Além disso, a brincadeira das férias também é cobrada... Em outros centros de compras há muitas atividades gratuítas. Juro que tão cedo não pretendo voltar lá.

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Foram também pra lá os amigos queridos de pátio de escola, pais de uma amigona da Lalá. E o lanche, as risadas, a brincadeira no parque (é assim que deve se chamar um monte de birnquedos dentro dum shopping?), foram mostrando que é bom mesmo aprofundar as amizades. Já combinamos de ver um boliche que dê pra levar a piazada, pra ter torcida organizada e muita folia!
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O desafio maior da dieta coletiva: não ingerir líquidos com sólidos... Moooorro de sede!!!

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Ah, e uma notícia bem boa: ontem fui sorteada no Twitter: ganhei uma escova marroquina + tratamento com nanoqueratina!!! Presentão do Oferta Chique!!! Amei!!!

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Sabem que descobri que a @naiara_gg foi colega do Francisco Viale e vai dar mais gás na nossa causa da Doação de Sangue nos próximos dias? Pois então acompanhem o blog Little Diva, que já é o máximo, mas que está engajado em uma causa nobre e trará uma postagem bem bacana também sobre solidariedade!

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Tem sugestão em conta, meio termo e cara, então pode caber no bolso de todo mundo: sugestões de passeios nas férias de verão. Minha contribuição está lá e vou postar sobre ela logo mais, com fotos, que lá na Rede Mulher e Mãe não estão disponíveis. E tem muita coisa mesmo, com várias opções por todo o Brasil! - Além disso a promoção que estão fazendo com a Natura aproxima pessoas e não é sorteio. Vão perder???!!!

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E tem tanta coisa acontecendo nessa semana... são cólicas pra enfrentar, donativos pra arrecadar e entregar, parcerias pra fechar - e sorteios pra organizar! - , vacinas, atividades de férias, voltar à academia, despedida de solteira da prima, desconferência amanhã... Mas tenho um pedido especial a fazer: divulguem a nossa causa: de pais participativos e filhos contentes, desenvolvendo-se seguros e felizes: www.pritt.com.br/desconstruindoamae. Clicando e divulgando nas redes, mais gente unirá forças!!!

Bora correr, que pensar em coisas menores como cólica e enxaqueca, não dá nem tempo!!!

Imagem: Google Images





Me perdoa, mas...

Tá difícil de perdoar aqueles velhos hábitos, que fingem ser de brincadeira, mas estão sempre espezinhando e comentendo injustiças. Sim, aqueles mesmos que podem parecer engraçados quando são vividos pelos outros, mas que quando cometem contigo já não são tão legais.

Imagem tirada de: http://www.apodi.info


Sabe por que é tão difícil? Porque se perdoar é esquecer, mas continuas fazendo, fico relembrando.
Pensei que com o tempo, a aprendizagem, a dedicação, a mentalização e até as tentativas de evolução, pequenas coisas passariam "batidas" por mim, mas não é bem assim.

Tenho tentado em vão engolir e calar coisas que pensei que fossem modificar-se naturalmente, com a maturidade. Mas descobri que é diferente deixar passar de reviver a todo o momento.
Por isso, peço perdão. Chegou o momento de dizer pra mim mesma, honestamente, que não vou mais calar diante das frases feitas, das poses, duma superficialidade que desqualifica as pessoas. Eu quero é mais, quero melhor e sei que mereço isso, porque não sou rasa.
Não quero ser a dona da verdade, apenas quero ser justa comigo e com os outros... Porque é dureza a gente se sentir distante, quilômetros de quem se ama e não reconhecer mais a amizade de outrora. O encanto do encontro de almas e da conversa que fluía.

Estou afim de que brotem as sementes das flores, não das ervas daninhas... Por isso, aqui estão as opções: guardar ressentimentos, ou aceitarmos, ambos, as críticas e tentarmos dar as mãos para continuarmos a trilhar nesta jornada.

Para isso são os amigos, não é mesmo? - Para dizer e ouvir as verdades uns dos outros... Topas?!  Estou de coração aberto pra essa experiência...






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Esta é minha participação atrasada até demais na blogagem coletiva Sentimentos/Emoções proposta pela Glorinha, do Café com Bolo .

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"SEJAM HONESTOS E CORRETOS E TRATEM UNS AOS OUTROS COM BONDADE E COMPAIXÃO." Zacarias 7.9

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