Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens

Violência para o mundo ver

Hoje me deparei com um vídeo no Portal Terra sobre um pai que manda o filho "destruir" um amigo em uma cena de luta. O vídeo é bem claro e tem narração informando que o pai foi preso por incitar a violência entre jovens de 16 anos. 

Infelizmente não me surpreendi... Apesar de olharmos para a história humana e dizermos que acreditamos que estamos evoluindo e nos tornando mais civilizados, comportamentos como esse continuam existindo, como em séculos bem distantes. Temos farra do boi, touradas, rinha de galos, brigas de pitbulls... Coisas que há quem diga "até aí tudo bem" por não singificarem maus tratos a seres humanos. Mas se considerarmos que as pessoas envolvidas com esse tipo de "divertimento" se excitam com cenas de violência explícita, que convidam mais pessoas para fazer parte de seu "clube"... esse é um ponto a questionar.

Mas não acaba por aí. Quem não respeita a vida em geral e se diverte em espetáculos bizarros como esse parece estar extravasando uma raiva muito grande, precisa ver sangue jorrar pra lidar com seus fantasmas, suas dores, sei lá, vira sádico invertendo os valores.

A gente se espanta com cenas de violência de noticiários e tenta proteger nossos filhos de assistir? Mas quando pensamos que no seio da família é onde ocorre todo o tipo de violência, como já citei em postagens mais antigas, acho que precisamos levar em conta que pequenos gestos do dia a dia podem ser violentos também. Palavras, críticas, certos castigos e descargas de frustrações que são a prova viva da falta de argumento, de diálogo.

Nenhuma violência tem justificativa, mas por muitas e muitas vezes reproduzimos os modelos que vivemos na infância e que víamos que não davam certo. Continuamos frustrados, mas não conseguimos superar o modelo ultrapassado... Não sou especialista, mas acho muito bacana pensar na responsabilidade que, como pais, mães, tios, tias, padrinhos e madrinhas temos com colocar limites já na criança pequena que, por não ter como explicar o que sente, arranca um brinquedo das mãos do amigo, dá um tapa na irmã poque sente ciúmes ou cospe porque se sente frustrado com uma negativa a um pedido ou porque sim, é hora de ir dormir.

Uma criança que conhece limites provavelmente vá crescer lembrando que não é a única no mundo e que outras pessoas também precisam ceder em situações. Que cada um de nós faz concessões pela harmonia da casa e de outros ambientes que freqüentamos.

Por isso estou publicando o texto que segue, um convite da nossa amiga Ana Cláudia Bessa, (@anaclaudiabessa‎) à reflexão. Chama- se Carta aberta às mães e pais:

Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter.
Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Carta escrita por:
Ana Cláudia Bessa
Cristiane Iannacconi
Letícia Dawahri
Luciana Ivanike
Monique Futscher
Renata Matteoni


 

Sustentablidade: Da utilidade dos animais

Como vocês sabem, sou professora de biologia. É um título que guardo com carinho dentro do coração, pois minha família sempre me estimulou, no contato diário, a ter respeito e atitudes que a conservem ou preservem. 

Nos últimos dias tenho participado de alguns debates a respeito da preservação da natureza e as atitudes ecologicamente corretas (sem ser eco-chatas) estão em alta nas redes sociais. Através da @samegui conheci o grupo de discussão do Facebook chamado Vida Sustentável, onde se fala sobre atitudes e conhecimentos que podem colaborar para que se chegue ao objetivo de ter uma vida que, sim, tenha conforto e satisfação, mas sem precisar degradar o meio ambiente.

Imagem: TV Ecológica

Foi pensando hoje enquanto lavava a louça que me lembrei dum texto ótimo, de Carlos Drummond de Andrade, um autor que admiro desde sempre, que pode ilustrar o quanto nosso raciocínio está pautado em um olhar sobre a natureza que precisa ser revisto, senão não haverá como desejar que nossos filhos assimilem os conceitos de sustentabilidade. Não é um problema apenas da escola, já que ela ensina o que a sociedade elege como conhecimento válido e formalmente aceitável.

Talvez muitas de vocês conheçam a coleção de onde foi retirada essa reflexão. Por isso vou compartilhá-lo com vocês e peço que dividam o que vem à mente quando lêem esse texto.

Da Utilidade dos Animais


(Carlos Drummond de Andrade)


Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios.

 
- É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca... Todos ajudam.

- Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
 
- Aquele?   É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pêlo se fazem perucas bacaninhas. E a carne, dizem que é gostosa.
 
- Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
 
- Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo.   Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
 
- Ele faz pincel, professora?
 
- Quem, o texugo? Não, só fornece o pêlo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
 
Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a
utilidade do canguru:
 
- Bolsas, malas, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente.   Não falando na carne. Canguru é utilíssimo.
 
- Vivo, fessora?
 
- A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz... produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pêlo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc.
 
- Depois a gente come a vicunha, né, fessora?
 
- Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a crescer...
 
- E a gente torna a cortar?   Ela não tem sossego, tadinha.
 
- Vejam agora como a zebra é camarada.Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem?
 
- A carne também é listrada? - pergunta que desencadeia riso geral.
 
- Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber  direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pingüim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza.Pensam que só serve para brincar?   Estão enganados.Vocês devem respeitar o bichinho.   O excremento -  não sabem o que é? O cocô do pingüim é um adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito com a gordura do pingüim...
 
- A senhora disse que a gente deve respeitar.
 
- Claro. Mas o óleo é bom.
 
- Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa.
 
Javali - imagem: http://www.culturamix.com
- Pois lucra. O pêlo dá escovas de ótima qualidade.                   
 
- E o castor?
 
- Pois quando voltar a moda do chapéu para homens, o castor vai prestar muito serviço.   Aliás, já presta,com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar um bom exemplo.
 
- Eu, hem?
 
- Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living de sua casa. Do couro da girafa, Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pêlos da cauda para Teresa fazer um bracelete genial. A tartaruga-marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam.   Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia.   O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa...  O biguá é engraçado.
 
- Engraçado, como?
 
- Apanha peixe pra gente.

- Apanha e entrega, professora?

- Não é bem assim.Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.

- Bobo que ele é.

- Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras. Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?

- Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pêlo, o couro e os ossos.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Da utilidade dos animais. In: Para Gostar de Ler - vol. 4. São Paulo: Ática, 1988.

Desconstruindo em Reforma

Oi, gente amiga e querida do meu coração, foram bem de fds?

Humm...chimarrão!
Estou retornando de verdadeiras #miniférias, como diz a nossa amiga @samshirashi. Na sexta-feira fizemos uma espécie de retiro, no melhor sentido da palavra. Saímos de casa rumo a um pedacinho do céu na terra. Foi um fds mágico pra mim, pro Alemão e pra gurizadinha.

Itapuã é um lugar muito bacana e com histórias pra contar. Além de todos os aspectos de história do nosso Estado que podem ser conferidos nos sites abaixo, tem a infância e a adolescência do Alemão que ia pro sítio da avó dele passar férias e deve ter inspirado bastante a escolha por ser biólogo. E o local não mudou muito em termos de urbanização, o que deu um ar ainda mais nostálgico ao nosso passeio. 






maps.google.com.br


Nesse sítio de amigos onde estivemos*, que fica a 54Km de casa (ou seja, praticamente dentro de POA), tivemos contato com ar puro, colocamos os pés na grama, tomamos banho de chuva e de piscina de água da fonte, vimos animais silvestres, mal tocamos em telefone, deixamos computador, DVDs e aparelho de som em casa e inventamos uma novidade que será incorporada ao blog: o Momento Desconstruindo Kids!


Despertador natural: o ronco do Bugio

As crianças vão me ajudar a contar dos programas bacanas que podemos fazer em família, o que acham?

Aproveitando que faremos mudanças no layout pra comemorar que ultrapassamos os 170 amigos que nos ajudam a desconstruir a maternidade, algumas novidades serão incorporadas e a idéia é que a gente registre e compartilhe coisas bacanas.

Gurizada faceira com o programa
Sei que agora nas férias escolares tem dias em que nos falta criatividade ou mesmo algumas das opções se aproveitadas muito próximas, acabam pesando no orçamento, ainda mais em época de compra de materiais escolares, uniformes que deixaram de servir e impostos que coincidem com início de ano e as contas do natal que começam a chegar. Então dessa vez o programa familiar foi bom, bonito e realmente em conta, pra tudo o que nos ofereceu!

Daqui a pouco entra o vídeo mostrando que é possível, sim, se divertir muito. Enquanto a Lalá observava o ninho de passarinho e bancava a repórter, o Caio entoava o refrão de "Bad Romance", da Lady Gaga, como poderão perceber. De ltapuã só trouxemos as lembranças, filmagens, fotos, e o rosto coradinho. Deixamos a amizade semeada e as pegadas, para que não esqueçamos o caminho! - Nada de levar "souvenirs" ou deixar lixo de recordação da nossa presença, por favor!!!

*Quem tiver interesse em fazer contato com o pessoal do sítio, que aluna cabana e quartos, aqui está: http://www.sitiodasgurias.com.br - e no meu FB tem mais imagens! 

Aqui é preciso saber dividir espaço

Pra quem quiser conhecer mais sobre o Parque Estadual de Itapuã, aqui estão alguns links:






Férias, pra quem?

http://www.pritt.com.br/
"Estudos independentes, feitos em diversos países, chegaram a uma importante conclusão: a participação dos pais na vida dos filhos traz inúmeras consequências positivas, como melhora do rendimento escolar e a formação de pessoas mais seguras, equilibradas e conscientes.


Os educadores concordam que essa participação é benéfica para todos, mas que ela é difícil mesmo em escolas que apoiam essa integração. Os pais, por sua vez, são unânimes em reconhecer a importância dessa participação, e gostariam, sim de participar mais.  
 
Mas não basta querer - é importante agir e fazer isso acontecer. Essa bandeira já está de pé, e agora é sua vez de agir. Seja um embaixador da causa, ajude a divulgá-la, participe das oficinas e faça ouvir a sua voz".

O texto acima é sugerido pelo site da Pritt, que tem um projeto especial de estímulo à participação dos pais na educação escolar dos seus filhos.  A madrinha do projeto, precisamos dizer, é nossa amiga e blogueira @samegui (Samantha Shirashi, do A vida como  a vida quer). O incentivo, que para alguns pode parecer até estapafúrdio para alguns, é na verdade um pedido de reflexão a respeito do quanto faz diferença na aprendizagem das crianças o empenho e o interesse dos familiares.

No dia da entrega da avaliação final da Larissa, 17/12, fui bem pimpona encontrar os amigos de pátio da escola; sim, nós somos daquele tipo de pais e mães que vão até a escola e fazem questão de estar presentes até a entrada da sala de aula, nos eventos escolares, aniversários dos colegas, enfim... podemos ser considerados o tipo de pais xaropes por alguns professores, mas não pela profe Magali.

Esta professora, a quem confesso que em muitos momentos não compreendi, mostrou de uma maneira muito tranqüila que sabia o que estava fazendo. Experiência é outra coisa, né, e cada criança é um indivíduo com necessidades e habilidades próprias. Pois foi ela quem me disse nesse último dia letivo que agradecia a nossa participação no trabalho dela em 2010.

Quando ouvi essas palavras, perguntei "como assim"? - E ela me disse que mais de 50% do trabalho dela dependia da honestidade dos pais em perceberem se seus filhos desejavam, pediam ou precisavam de mais apoio, fosse qual fosse. E que a Larissa estava lendo bem acima da média para a 1ª série por ter hábitos de leitura em casa, o que ela não precisaria de uma entrevista com a família para saber.

Ao ver a felicidade da nossa pequena em receber a carteirinha da biblioteca na primeira semana de aula e a evolução da escrita, da comunicação oral etc. ela via que isso era algo natural e que na verdade seu papel seria de facilitadora do processo, não de forçadora de barra.

Ao final do ano, alguns coleguinhas conseguiram progredir bastante porque os pais "pegaram junto" e o resultado foi plenamente satisfatório nesses casos. Mas em todas as turmas aqueles alunos cujos pais acreditam que seus filhos estão garantidos apenas pelo pagamento da mensalidade o processo foi mais árduo e o resultado nem sempre foi o desejado.

Por isso esse último momento de escola foi muito especial. Foi uma entrega da nossa avaliação, também. Claro, houve alguns aspectos a repensar, ou a precisar de maior atenção, como a competitividade da Lalá. Também apareceram o questionamento constante das regras e a liderança que salta aos olhos. E em todos os sentidos a profe reforçou que nossa participação continuará fundamental, sempre. E nunca mais nós teremos férias. Foi um projeto escolhido com carinho e que não tem mais fim!

É por isso que fiz questão de participar como embaixadora da Pritt
       

Uns dias fora e...

Chimarrão ao pôr-do-sol
...eu sei, quem é viciado em internet e especialmente em blogar se sente meio órfão quando não há atualizações, mas aqui em casa fizemos um trato: por poquíssimos dias faríamos uma pausa, por uma boa causa. Não rodaríamos 450Km até Dom Pedrito pra rever a família (não íamos até lá desde o dia da criança de 2009) pra ficar teclando e postando fotos, se poderíamos fazer isso quando chegássemos em casa.

Primos se curtindo
E foi maravilhoso fazer esse exercício! As crianças curtiram muito os primos que não conhecem tão bem, já que convivem tão pouco... Nós pudemos recordar muitas histórias de infância, adolescência e pensar com carinho em quem já não está mais desse lado da vida, mas que certamente nos abençoou com sua presença amiga enquanto aqui esteve.

Dinda e Afilhada
Papai Noel deu o ar da graça
A brincadeira de amigo-secreto foi bacanérrima, mas acho que o fato mais marcante pra mim foi ver que a Lalá conheceu um Papai Noel muito simples e com sotaque gaudério, com a máscara que permitia ver que ele era um "ajudante de Papai Noel", como ela mesma definiu e enfrentou o medo que sempre teve de alguém fantasiado, pra receber carinho, atenção e presentes muito mais simples do que o que tinha pedido numa certa listinha que escreveu algum tempo atrás... e isso foi imensamente mais gostoso do que qualquer presente caro.

Banho de chuva
Tomar banho de tanque e de chuva, ganhar colo das tias-avós e dos primos da mamãe, ver o papai feliz como pinto no lixo entre os parentes que vieram no kit do casamento, o ver o Mano chamando as tias de vovó, a mamãe pela primeira vez em 35 anos passando o natal com a família da vovó Titita e ver que cada um com seu credo, sua condição, seu entendimento, estava lá numa reunião para celebrar o amor.

Primas que se adoram
Foi por poucos dias, mas foi intenso. Talvez as fotos não consigam transmitir a emoção, mas na memória já ficou registrado... e para sempre.

Os 450Km do retorno foram leves, numa madrugada calma e cheia de bons pensamentos. Gratidão, paz, amor, boas recordações e a certeza de que outros encontros acontecerão!


Vô Rui, "francameeeente"!
As fotos virão amanhã, ou depois, já que estamos nos preparativos pro aniversário do vovô Rui. Hoje também meu coração celebra que há 6 anos a filhota começou a caminhar totalmente sozinha. Ali a pequena estava se apossando da própria autonomia. E foi lindo!

**************************************************************

Só uma menção desonrosa: @Fabi945, dita autora do www.convivendocomalergia.com.br merece ser bloqueada e denunciada.

Ela já começou a deletar os posts que plagiou da querida @GiulianaVaia, do www.lulunaodorme.blogspot.com e de várias outras blogueiras. UMA SONORA VAIA PRA ESSA PESSOA!!!




Não é só o estresse de fim de ano que faz isso

Às vésperas do natal do ano passado a imprudência de um motorista que vinha em sentido contrário tirou a vida dum amigo muito especial. Uma esposa ficou inconsolável, uma filhinha vai crescer sem a presença amorosa do papai e seus pais continuam pensando que enterrar um filho não é o curso natural da vida.
 
Essa semana por duas vezes consegui ter reflexo suficiente para evitar que a negligência de outros motoristas machucassem a mim e a meus filhos. - Alguém mais tem casos como esse pra contar? (Imagino que muita gente!!!) 
 

1430 pessoas já faleceram no RS em 2010 até agora, sendo 130 delas crianças. Dados oficiais do DETRAN. Dá pra encerrar o ano evitando que os números aumentem e tentar que 2011 comece com outra perspectiva se pensarmos que pedestres e motoristas somos responsáveis uns pelas vidas dos outros...
 
Desculpem se as imagens não são bonitas e nem falam só de felicidade, mas sou uma blogueira com os dois pés na vida real... E tenho certeza de que não é só o estresse de fim de ano que faz isso com as pessoas. A vida foi ceifada ao longo de todo o ano. Mas nessa época os dados de violência no trânsito são ainda mais alarmantes e isso tem que ter fim!
 
Se tiverem interesse em conhecer gente bacana que faz campanha educando filhos e pais por um trânsito defensivo, comportamento pacífico não apenas na direção e que sabe do que está falando, esse povo é muito especial:
http://www.vidaurgente.org.br/ (site institucional) e   
http://wp.kzuka.com.br/diariodavida/ (blog)

* Lembrando sempre que é justamente nessa época que os bancos de sangue mais precisam de nossas doações.
 
Se você tem 18 ou mais anos, está com a saúde em dia, se alimentou há cerca de 1h30min, 2hs, não ingeriu comida muito gordurosa e tem 20 minutinhos pra fazer cadastro e doar... não perca tempo! Uma bolsa de sangue doado poderá salvar até 4 pessoas!
 Gentileza gera gentileza na vida e no trânsito também!   

Karina Barum: gente como a gente

Sabem quando a gente conhece alguém e a empatia é imediata?
Foi assim comigo e não esqueço o dia até hoje. 
Já fazia algum tempo que eu ouvia falar na Karina, a prima artista do meu marido.
Ela tinha largado a faculdade de nutrição e saído cedo de casa pra tentar a carreira de atriz, talvez influenciada pela irmã mais velha, Vanessa, que é cantora e tinha trabalhado também como atriz.

  

Aí a gente foi se conhecer quando chegamos em São Paulo, com poucas referências de família e amizades. Ela abriu os braços e um sorriso especial, como se estivesse revendo uma velha amiga. E eu achei muito bom que ela fosse uma pessoa acolhedora e sem frescuras.

O tempo passou, a amizade se fortaleceu, tentamos trabalhar juntas, curtimos gestações sonhando como seriam as nossas meninas, depois as pequenas se tornaram amiguinhas inseparáveis. A Manu nos adotou como dindos, mas a vida nos tornou irmãs...
 

A Karina tinha experimentado o sabor de ser reconhecida em qualquer lugar depois de ter feito uma personagem carismática na novela Torre de Babel (Shirley), mas sabia que teria de batalhar bastante pra continuar na carreira que escolheu. E não foi simples, porque como ela, havia muitas atrizes almejando seu lugar ao sol... Mas ela não estav adisposta a vender a alma para isso. Talvez por esse motivo, tenha tido de batalhar muito mais.


Nós vimos o que isso significou: a angústia pela incerteza de trabalhos que ficaram na promessa, gente que tentou crescer usando o nome dela, a vida pessoal vasculhada (sim, porque tem gente que se tiver cólicas vai comentar isso nas revistas de fofocas, pra não se deixar esquecer pelo público), mas o negócio dela era trabalhar, não era virar celebridade.

E nós formamos uma família, nos apoiando em momentos como os que vivemos, de muito receio sobre como seria o dia seguinte. E ela não desistiu, porque tinha certeza de que semeando, com pequenos trabalhos, conseguiria continuar a atuar e bons trabalhos apareceriam.


Por coisas da vida nos afastamos. E um tempo depois, voltei pra Porto Alegre. Não sabia se ela continuava morando no mesmo lugar, como estava a minha afilhadinha, raramente tinha notícias quando falava com a mãe dela... E cada uma foi tocando sua vida.

Mas hoje, com a oportunidade de ela ter vindo com a peça pra POA, fomos atrás de conversar com ela e a reaproximação aconteceu... Foi tão bom!!! Ela continuava otimista, grata por trabalhar no que gosta e com pessoas inteligentes, queridas; falava conosco como se o tempo não tivesse passado. E choramos por tudo o que deixamos de viver juntas e pelo que ela viveu durante a infância com meu marido e minha cunhada, com quem tem uma ligação especial.

 

Por isso, Ina, quero te dizer o quanto foi especial tua passagem por aqui nesse feriadão. E dizer que apesar da distância, a amizade continua. E a admiração pelo teu talento e por manter teus valores, cada vez maior!

O importante é participar!

Ontem foi o dia da II Copa Escolar de Ginástica Rítmica do Grêmio Náutico União e, como prometi, vou postar as fotos da participação da Larissa e o vídeo beeeem legal que o marido fez duma tarde que foi especialíssima pra nós todos.

A Larissa precisou aprender um pouco sobre como lidar com a ansiedade, o medo de encarar a multidão (já que ela geralmente se fecha diante de pessoas estranhas), situação novíssima de conhecer uma competição com tantos participantes - eram 90 só na equipe dela!!! - e ver a torcida vibrando... Foi muito bacana!

A Larissa está aprendendo muitas coisas desde que começou a praticar esportes - e ela começou com 6 meses na natação, já fez capoeira na escolinha, ballet, mas este ano se apaixonou pela G.R.D. , no que recebe todo o nosso apoio. Ela está experimentando e não tem obrigação alguma de se tornar atleta, mas de aproveitar a oportunidade de conhecer esportes, pessoas, oportunidades, além de trabalhar o corpo e a mente, conhecer um pouco sobre cuidados e disciplina. Acho que esse conjunto é o grande ganho de praticar esportes.

O trabalho em equipe, então, é algo que está fazendo muita diferença, porque as crianças tendem a ser individualistas e nossa realidade colabora pra esse tipo de pensamento, embora tentemos educá-las para serem solidárias e colaborativas. No esporte, elas aprendem que o objetivo de apresentar uma coreografia, ou representar bem sua escola, marcar pontos, enfim, só pode ser alcançado se todos os membros do grupo se dedicarem e se apoiarem. Isso é viver na prática e é melhor do que qualquer sermão, não é mesmo?!

Os colegas mais queridos da Lalá estam lá, com suas famílias, vibrando, assistindo, apoiando e quando se encontraram depois da apresentação, se abraçaram e choraram de emoção juntos. Foi LINDO de ver. O Lorenzo e a Verônica inclusive ficaram tristes ao ter de deixar o ginásio antes da entrega de medalhas pela participação no evento... 

Nós, familiares, vimos o quanto o apoio faz diferença para que as crianças continuem lá, contentes, integradas, torcendo pelo sucesso de seus companheiros e de crianças que ainda nem conheciam, porque o importante era estar lá para participar.

Dinda Celi, Mamãe e a atleta Lalá






O pediatra vai até você?

Essa semana, quando estava saindo do supermercado, vi que havia um estande da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul e alguns médicos meio sem-graça, tímidos mesmo, perto dum bonecão chamado Gauchito por lá. Destoavam do ambiente, embora estivessem num local onde costumeiramente temos Papai Noel, Coelho da Páscoa e demais figuras simpáticas a todos nós, adultos e crianças, que circulamos pelo local.

Fui atrás de saber do que significava aquilo. E fiquei sabendo que a SPRS está tentando aproximar os médicos de seus pacientes através da Campanha de Valorização do Pediatra.
Engraçado pensar sobre isso se tratando de um profissional que não apenas tem um destacado status na sociedade, mas também cuja importância parece óbvia para quem tem filhos.
O pediatra é o médico que estuda, além do tempo de curso básico de medicina, a saúde da criança e do adolescente. Ele é familiarizado com vacinas, doenças, além de lidar com a inexperiência de mamães e papais de primeira e múltiplas viagens.

Puericultura é a parte da medicina preventiva, então nela o pediatra é fundamental: aleitamento materno, orientações sobre como proceder diante de acidentes, orienta comportamentos para que haja um desenvolvimento pelo e saudável. E no trabalho curativo, é a ele que devemos procurar. Até porque auto-medicação as crianças não fazem, somos nós que bancamos os médicos, de vez em quando.

O grande diferencial de um pediatra é que diferentemente de outros especialistas, ele não olha para conjuntos de órgãos separadamente; o indivíduo, criança ou adolescente, é visto como um organismo completo e singular, sendo tratado como um todo e diferente dum corpo adulto.
Um pediatra de confiança é um grande aliado. E não existe profissional perfeito, assim como não devem existir pacientes perfeitos. Mas unidos, podemos tirar melhor proveito de todos os cuidados e consultas que temos.

Antigamente a postura dos médicos em geral era de autoridade diante do paciente. Hoje em dia o seu comportamento é de escutar atentamente o que a família leva e o pediatra une esforços  com a gente para que o principal interessado seja atendido da melhor maneira possível: com qualidade de vida como objetivo.

Não basta mais conhecer doenças e medicamentos; isso tem no Google, não é mesmo?!

A visita ao pediatra é o estabelecimento de um relacionamento; e se isso não está satisfazendo, assim como em qualquer outro relacionamento, ele pode ser rompido e procura-se outro que realize o desejo de contar com alguém de confiança. Assim, como encontrar um bom pediatra?

- Indicações de amigos e parentes: pergunte por que confiam no médico.

- Procure o site da Sociedade Brasileira de Pediatria, para ver se o doutor é especialista (título obtido através da prova realizada por esta sociedade), após ter feito residência ou pós-graduação.

- Veja se o plano de saúde o tem na rede credenciada. Facilita muito, já que médicos não credenciados significam um incômodo de ter de correr atrás de reembolso.

........................................................................................................

Faz tempo que quero dizer isso: mais do que apóio a campanha abaixo. Assine o Manifesto pela Valorização da Maternidade.
Acesse Grupo cria






Somos todos loucos, uns pelos outros

Acordei prensada como um queijo em misto quente. Só não amoleci, até pelo contrário, fiquei meio duranga e estalando a cada novo movimento. Desta vez nem percebi que tinha havido uma troca: um marido por dois filhos. Cada um de um lado, me apertando.

Mal acordo e já vem o Bob Esponja me seguir até o banheiro, porque esse é um dos sinais de que quer ir duma vez fazer xixi. O Patrick fica confortavelmente na caminha, só de canto de olho observando a movimentação, pra ver se vale a pena sair de onde está.
Enquanto me visto, passa uma ambulância pela avenida e o Caio se espreguiça, mas já sai disparando, atropelando a irmã e tudo. Já pula no meu colo e pede pra fazer nebulização, como se fosse ir prum parque de diversões.

Filho atendido, vou me trocando, pra sair com os cães. Nisso o marido desperta e já estamos em pleno funcionamento quando resolvo descer com os cães.

Já na saída do prédio o Patrick late enlouquecido prum senhor. Infelizmente começo a pensar que, assim como o filhote dele que é da minha mãe, ele pode ser preconceituso contra pobres, pretos e phumantes, porque ele implica. Ou, simplesmente está chegando aos 9 anos cheio de manias.

O Bob Esponja, por sua vez, dessa vez não quis latir pra ninguém, ele só tem preconceito contra cachorros maiores do que ele, mesmo. Mas hoje ele empacou, não quis caminhar muito, volta no quarteirão, nem pensar! Na volta, ele resolveu fazer cocô no quarto das crianças!!!

Bom, o marido e a filha estão tentando ser folgados e estou tendo de educar os dois, mas acho que é xxxxoda ter de ser mãe do marido e ficar explicando que podem colocar a cadeira de volta ao lugar se não vão sentar, desligar a TV se não vão assistir... E que se chegaram até a pia da cozinha é bom colocar os pratos para lavar dentro da cuba da pia. E os papéis podem entrar no cesto do lixo seco, ao invés de serem largados em cima da tampa.
Mas também aqui sempre rola um som, seja do violão do marido, da filha embromando Bon Jovi ou Shania Twain, o filho fazendo "tantantam" em ritmos diferentes ou rádio, dvd, cd... às vezes tudo isso ao mesmo tempo...

Eu também faço das minhas, não pensem que não tenho autocrítica!!!! Sempre esqueço onde coloco as chaves da casa da minha mãe, posso ter as coisas diante do nariz que não percebo e fico procurando, acho que um espírito zombeteiro me roubou (dã!), sem me dar conta vou me espraiando pela mesa da sala com as milhares de coisas que pretendo fazer nos intervalos entre os cuidados com a casa, a família e o trabalho...

Enfim, a minha casa tem seus dias de parecer a gaiola das loucas. Mas não a trocaria por qualquer outra! A-MO MUITO TUDO ISSO!

Mas somos assim mesmo, todos loucos, uns pelos outros.

OBS: nessa foto o Caio estava na barriga, é óbvio, mas as fotos em que todos estão juntos são raras porque alguém é o fotógrafo oficial, sempre, né?!


Fui!

DR: detonar ou discutir a relação?

Diálogo não me parece algo difícil, mas vejo que sempre é complicado pra muita gente, especialmente pra minha família. É um tal de "fala pro fulano", "diz pra ela que...", "quem sabe tu, que tens mais jeito, faz o meio de campo"... Affe!

Eu, que gosto de falar pra caramba, detesto ser intermediária, já me conformei em ouvir essas coisas e fazer o papel de moleque de recado de vez em quando, mas as coisas não aprecem evoluir muito.

Só que quando as coisas são comigo, tipo falar das coisas que me incomodam, estou tentando (não necessariamente conseguindo) me policiar pra fazer as DRs mais eficientes, não apenas no casamento. Porque descambar e virar mágoa eu sei fazer bem, infelizmente. Quem não sabe?



Já saíram manuais sobre como devemos dialogar com pais, filhos, maridos e animais de estimação e a receita parece ser muito semelhante para todos os casos: ser objetivo, não partir pra acusações, elogiar as coisas boas e aí dizer o que realmente quer... Quem consegue sempre fazer isso? - Acho que bem poucos têm essa "sabedoria" toda.

Engraçado, mas raramente chamamos alguém pruma conversa assim "precisamos conversar" se for pra dizer EU TE AMO, elogiar, mas quando a coisa começa assim, todo mundo se posiciona na defensiva, porque sabe que lá vem bomba.

O dedo em riste, a acusação, o falatório podem começar e não ter mais fim, especialmente se não estamos prontos pra ouvir, já que diálogo pressupõe a participação de pelo menos 2 partes. Também complica se batemos sempre na mesma tecla... Porque alguém fica falando sem parar (geralmente, nós, mulheres) e o outro se limita a ficar com olhar de peixe morto, sem saber como aquela avalanche de desabafos começou e nem onde vai parar.

Daí vem aquele silêncio incômodo, às vezes um choro de raiva por não conseguir retorno, o tirar coisas do baú, ou o medo de dizer o que sente, a falta de disposição para a conversa, por sentir que conflitos não se resolvem.

Já vivi tudo isso e ouve um grande hiato entre mim e meu marido, mas também vejo acontecer em outras relações, não apenas as minhas. E acumular só leva a uma provável explosão, onde cobranças, chatices e atitudes mais radicais levam a uma ruptura que nem sempre tem volta.

Por isso mesmo, tenho tentado resgatar coisasbacanas nas minhas amizades, no namoro com meu marido e com as crianças e comigo mesma, pra não cair no niilismo, mas conseguir sempre ser mais otimista e feliz.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...