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Crônicas do cotidiano

Gurizada no laboratório fiscalizando atentamente o exame de sangue da mamãe...

(Larissa) - Moça, se eu me comportar bem, ganho balão do laboratório?
(Caio) - Gol?

(Larissa) - Eu não estou nem como NOOOJO, porque nem estou olhando!
(Caio) - Aiai? (= Dói?)

E a mamãe na maior cara de serenidade, dizendo que é tranqüilo, que é pra doutora ver que tá tudo bem com a saúde dela, aí vem correndo uma funcionária do laboratório com uma mocinha de 15 anos caindo pelas tabelas, sem cor nos lábios, porque viu sangue e precisou deitar no sofá-cama da sala onde coletavam o sangue.


(Larissa) - Mamãe, tu também vai ficar assim????   
(Caio) - Aiaiaiaiaiai!!! (Desesperado)

Todo o psicologismo foi por água abaixo... nos próximos exames da gurizada eles não vão lembrar da mãe sorrindo, plácida... mas da adolescente sendo carregada. #PUFF!

Perigo está mais perto do que pensamos

Sabe aqueles momentos em que estamos tentando passar desodorante e aí a filha grita que a água do banho dela está muito quente? Nesse instante, tem um pretendente a gurizinho (1 ano e 9 meses) com a máscara do Batman correndo atrás, marido chamando porque está revendo instantes decisivo dos candidatos a presidência e comentando algo... Tudo assim, junto-ao mesmo tempo- agora?!

Pois aqui em casa acontece direto. E foi nesse exato momento, em que eu estava tentando melhorar a temperatura do banho da Larissa quando me dei conta do silêncio no ambiente... E silêncio, se tratando do Caio, é sinônimo de ESTAR APRONTANDO! 

E era verdade: ele abriu a tampa de rosca do desodorante e estava passando nas bochechinhas, bem sorridente... e se assustou porque a mãe descabelada disse NÃO (num tom meio alto) e tomou de suas mãozinhas, já saiu lavando o rostinho...

Mas quem tem crianças e vive na correria (alguém não vive?) tem dessas coisas. E, por mais cuidadosa que eu seja, acidentes acontecem. Esses dias mesmo, uma coisa péssima aconteceu: num dia de fúria porque a gengiva está rasgando graças aos novos dentinhos, o Caio saiu colocando na boca tudo o que podia alcançar. Nisso, conseguiu pegar uma caixa de remédio que julguei ter colocado (às pressas) num lugar seguro.
Ledo engano... Quando cheguei em casa, tomei um "presta" do maridão, com toda a razão: o medonho tinha não apenas pego, como também comido uma parte da caixa de remédios e... tchantachantachan... COMIDO MEIO COMPRIMIDO ou, caso não tenha engolido, tinha experimentado, porque tinha apenas metade dele no blister aberto... E acho que ele não gostou do sabor mesmo, pois dias depois encontrei (sorte!) o pedaço que faltava!!!

CULPA, MINHA MÁXIMA CULPA!!!! Dias de tortura mental... "Mas eu deixo os remédios numa altura que ele não alcança... Os produtos de limpeza numa estante alta, num cômodo que ele mal chega perto!"

E aí, hoje pensava sobre costumar ser cuidadosa, porém não estar livre de acidentes domésticos...  Chegou uma newsletter do Jornal de Pediatria, com esse artigo, que quero compartilhar: Fatores de risco que contribuem para o envenenamento pediátrico .

Vale a pena!!!

Notícia: Mamadeira dos Bebês versus Obesidade

Imagem: profertilidade.org.br
Compilado do Estado de São Paulo online

Bebês alimentados com mamadeira correm mais risco de se tornarem obesos

Efe
LONDRES - Os bebês que tomam mamadeira têm maior probabilidade de se tornarem obesas quando adultos, segundo demonstra um novo estudo. 

Pelo menos 20 % da obesidade em adultos é causada por um excesso de alimentação durante a infância, de acordo com o especialista Atul Singhal, do Centro de Pesquisa de Nutrição na Infância do Instituto da Saúde da Criança, em Londres. 

Enquanto os bebês que são aleitados com leite materno limitam seu consumo próprio de leite, pois eles têm que fazer esforços para obtê-lo, aqueles que tomam a garrafa estão deitados e consomem a quantidade que lhes é determinada. 

De acordo com um estudo de Singhal publicado nesta quinta-feira, 30, pela "American Journal of Clinical Nutrition", e que reflete, por sua vez, o jornal britânico "The Guardian", há o perigo de que a essas crianças são oferecido mais leite do que precisam , o que iria abrir o apetite para o futuro. 

Os especialistas citados afirmam que quando esses bebês "são expostos a alimentos ricos em proteínas e gorduras, são mais propensos a se tornarem obesos." 

Desta forma, é desaconselhado os pais e profissionais de saúde sobre-alimentar seu bebê enquanto ele está saudável. 

Com essa constatação, Singhal estabelece pela primeira vez um fato cientificamente comprovado e anteriormente observado em animais e seres humanos: que a supernutrição no início da vida leva a problemas relacionados com sobrepeso na idade adulta.

Saúde: como andam cuidando da sua?

Olá, prezadas amigas... e amigos!

Não tenho escrito tanto quanto gostaria, tenho até uma lista mental do que abordar aqui no Desconstruindo, mas hoje começo a colocar em dia!

Um dos motivos pra não estar tão presente é que estou fazendo várias revisões de saúde, algumas delas até meio forçadas. Esse clima nefasto...

Mas o negócio é que fiquei pensando: se os médicos pedissem todos os exames necessários para um CHECK UP decente, os planos de saúde faliriam. Sim, verdade.

Vamos pensar juntas(os)?

  • Papanicolau
  • Ultrassom de mamas ou mamografia, dependendo da idade e presença ou não de prótese de silicone
  • IMC = peso X altura = obesidade?
  • Eco transvaginal
  • Eco abdominal total  
  • Raio-x de pulmão, para fumantes e não fumantes é preventivo, sabia? Detecta infecções não curadas, fibroses, enfisema
  • Raio-x de coluna
  • Exame de urina- urocultura, uréia e creatinina
  • Ácido úrico
  • Parasitológico de fezes (poucos médicos solicitam!)
  • Hemograma
  • Tempo de coagulação (geralmente pedem antes de algum procedimento cirúrgico)
  • Colesterol total e fracionado
  • Homocisteína - para verificar risco de coágulos e vasos sangüíneos entupidos
  • Glicose
  • Triglicerídios
  • Sódio, Potássio, Cálcio e Fósforo = qualidade de nutrição
  • Albumina
  • TGO e TGP - funções hepáticas 
  • Sorologias - deveriam ser anuais, para verificar a presença de anticorpos ou vírus como da hepatite, HIV, mononucleose, toxoplasmose, rubéola
  • Paratormônio
  • TSH, T3, T4 (tireóide)
  • Ultrassom de tireóide
  • Mesmo "sem motivos", endo e colonoscopia deveriam ser rotineiros!!!
  • Teste de esforço (ergométrico)
  •  VHS, VS ou PCR - para verificar doenças auto-imunes e infecções/inflamações
  • Espermograma - é um exame pré-nupcial que poucos homens realizam porque sempre se fala em infertilidade feminina e homens não têm cultura de se examinarem principalmente na região genital. Evitaria vários estresses... 
  • PSA - se elevado, indica alteração na próstata; após os 40 anos, o exame de toque é recomendado, ainda que o exame de sangue não mostre alterações.
Bom, uma questão a se pensar é que planos de saúde recomendam que a maioria desses exames somente sejam solicitados se há indícios de doenças no histórico familiar do paciente. Sendo assim, crianças quase não realizam exames investigatórios após o teste do pezinho!

Já adolescentes, a não ser quando começam a freqüentar ginecologista, não realizam muito além do hemograma, pelo que tenho conversado com amigas que têm filhos nessa faixa etária. Já os meninos, não freqüentam o consultório do urologista, o que é uma tremenda falha, já que doenças como varicocele, fimose e outras podem ser identificadas e resolvidas antes de começarem a vida sexual e, assim, prevenir outros problemas decorrentes.
Estou escrevendo tudo isso não por ser compulsiva por doenças, mas porque alguns desses exames por nunca terem sido solicitados poderiam ter feito diferença na minha saúde e na de várias pessoas que conheço. Minha médica nunca desconfiou que pudesse ter qualquer problema na tireóide porque os exames de sangue davam resultados normais!

Seus médicos costumam pedir quais desses exames? E para seus filhos?
Fico especialmente incomodada quando um pediatra não solicita exames parasitológicos por achar que basta saber que temos água tratada em casa e que meus filhos não convivem com porcos ou andam descalços em áreas sem saneamento. - Esquecem que nos alimentos também é possível se contaminar?

Há ainda os médicos que nunca solicitam análise de se há secreção de origem bacteriana e metem um monte de antibiótico na criança (e no adulto também).  

Essem comportamentos, eu acho, comprometem a saúde e não mostram seriedade do seu trabalho. Mostram mais comprometimento em não gerar gastos pros planos de saúde, que vivem fazendo pressão nos profissionais da saúde!

Mas eu não fico esperando, costumo questionar alguns procedimentos e digo o que penso sobre não investigar a minha saúde. Não respiro aliviada ao sair de uma consulta 10 minutos após ter entrado. Mas também não sou hipocondríaca. Sou apenas questionadora. E isso já foi comprovado que fez diferença na minha vida. Hoje tenho 5 anos livre de um tumor que ninguém nunca investigou, mas eu descobri apalpando e exigindo que fosse analisado a fundo.

Vocês conhecem histórias como essa?

 

#doepalavras - Blogagem coletiva: Auto-estima/Amor próprio

Como anda sua auto-estima?  Em alta ou em baixa?
E qual o motivo? Pequenas coisas fazem toda a diferença para massagear ou detonar um ego, não é mesmo, fazendo-nos ter a sensação de ganhar o dia ou que não valeu a pena ter saído da cama.


Hoje não quero falar da minha auto-estima, mas do sentimento de amor que é próprio, mas do que pode chegar até os outros, que neste exato momento estão precisando, como nunca, de uma alavancada nos sentimentos positivos pra desejar continuar lutando e superando cada novo dia.


Quando uma pessoa passa por um momento difícil como a luta pela vida, por vezes ela pensa que é árdua a jornada, que cansa, que tá complicado e que talvez seja momento de se render. Pra quem convive com uma doença degenerativa ou com câncer, isso é muito forte. A cabeça não descansa, enquanto o mundo lá fora teima em dizer que a vida é bonita apenas por ver através da janela que existe um céu azul que alterna com outro cinza.

Imagem do site http://articulosdemedicina.com


Lutar pela vida parece algo inato, que nasce com a gente, mas em alguns momentos simplesmente é f***... Há livros dizendo que quem ama não adoece, que raiva "dá" câncer e muitas outras idéias circulando e que nem sempre são as mais benéficas para quem quer mais sair do hospital e viver o que de melhor a vida tem a oferecer! Há, inclusive, quem diga que doenças como essas são castigo, uma punição por algo que a pessoa fez.


A radio e a quimioterapia interferem na digestão, na imunidade e na imagem que a pessoa faz de si mesma. Elas mexem com a auto-estima, já que fraqueza, enjôo e perda de cabelos são comuns nesses casos.


Por isso, uso esse momento da blogagem coletiva sobre auto-estima/amor próprio pra pedir que entrem numa corrente muito bacana que conheci pela internet. É o #doepalavras, um movimento em busca de elevar as esperanças, as chances e a vontade de viver de quem está num momento difícil. Como diz o site do projeto, muitas vezes do que os pacientes mais precisam é de escutar (ou ler) as palavras certas para acreditar na cura. E nós podemos fazer toda a diferença com uma mensagem pelo twitter com hashtag #doepalavras ou através do site http://www.doepalavras.com.br/.



Mas como elevar a auto-estima alheia? 


Quem nunca disse a um amigo que ele merece conquistar uma vitória? Que a amiga está linda, quando ela se sente insegura? Que o filho pode fazer melhor, quando vê que por medo de errar, deixa de tentar algo que deseja muito?


É a mesma coisa: colocar o amor que a vida e as pessoas que fazem parte da sua história inspiraram para que você tivesse essa boa imagem de si mesma em palavras para pessoas que você ainda não conhece, mas que ficarão felizes em conhecer o que há de bom dentro de você!


Já ouviu falar na terapia do elogio, na terapia do abraço, no telefone sem fio, no amigo secreto, aquilo tudo que soa como brincadeira e que é capaz de mudar o dia de alguém? Que faz algum ser humano mais feliz? Você é capaz de fazer isso em poucas palavras.


Garanto que seu coração vai ficar mais leve e sua auto-estima chegará às nuvens!

The Big C

Quando um fantasma aparece, de repente, pode ser ignorado ou acolhido. Hoje um deles me visitou e sem que me desse conta, rapidamente mexeu com minhas emoções. Foi o sufciente pra que uma insegurança se abatesse, trazendo de volta o medo de que The Big C, aquele C de câncer, estivesse de volta.


Bastou o silêncio da médica que fazia a ultrassonografia da cervical, a que me diria se estava livre de pensar em câncer de tireóide, ficando mais detida em uma parte do pescoço que em outros anos não foi muito examinada.


Após 5 anos sem sinais de retorno, posso estar curada. No local da tireóide, continua a cicatriz, aparentemente intacta. Agora, os linfonodos, que sempre me perguntaram se haviam sido esvaziados na cirurgia, resolveram dar as caras, foram melhor observados. AFFFF!


 Até falar com a endócrino amanhã pela manhã (a consulta só tinha conseguido para 10/09 por causa da greve dos médicos residentes em todo o país), o coração vai ficar apertado.

Pode parecer bobagem, mas parecia que o Faustão tinha vindo dar uma cochichadinha aqui no meu ouvido: "passou um filme na sua cabeça?"



AHAM, passou. Neura total. 


Imagens: Ultradownloads e Espaço Imoral

Saúde: no inverno, todo cuidado é pouco!


O inverno é uma época meio estranha: o frio faz a gente querer se recolher, ficar mais em casa encolhida, preguiçosa mesmo. O clima, aqui no Sul, é meio nojento. Quem gosta pra caramba é o povo que trabalha com turismo, porque vem gente de todos os lados na esperança de conseguir ver uma neve cair.

Umidade, gente encerrada em casa, ou escola, escritório, automóvel... Mudanças bruscas de temperatura na saída do banho e as soluções criativas como espiriteiras, aquecedores dentro dos banheiros que os riscos acompanham.

Nasci no inverno e fico pensando no quanto deve ser complicado dar banho num serzinho pequeno e que perde calorias facilmente. Como meus filhotes já estavam mais "taludinhos" nos invernos, resistiram melhor, mas sofrem com as temperaturas variando tanto.

Ontem chegamos a Porto Alegre e estava marcando 28°C no termômetro da rua. Hoje, deve estar uns 15°C... O Caio está ranhento. O termo é esse mesmo. Sai muco pra caramba pra quem quiser ver. O pediatra é supercriterioso, não dá remédios à toa. Mas é tanto ranho, tanto, que acabamos entrando nos malditos corticóides.

Agora alguns cuidados que nossos avós costumavam ter e repetem até hoje estão sendo questionados; pés descalços, por exemplo, não são tidos mais como vilões e pegar a famosa "friagem" nem é tão problemático assim.

Já notei que quando o clima está meio malucão como agora, as crianças sofrem mais com isso, ficam com olheiras, congestionadas e tossem, com reação alérgica. Já se a temperatura é continuamente fria ou quente, ficam bem.

O que fazer com isso?

# Arejar a casa pra evitar a umidade e a concentração de ácaros é uma dica que todos os médicos dão. Usar roupas de cama após lavar, se ficaram muito tempo guardadas, é interessante.

# Evitar ambientes úmidos e o uso dos famosos vaporizadores também é importante, porque a umidade se concentre depois é difícil secar as paredes dos quartos.

#Brincar no vento não é problema, dizia a pediatra de SP, desde que as crianças estejam com extremidades protegidas e não sintam frio.

# Ficar com o corpo suado de tanta roupa é muito ruim; o negócio é agasalhar para ficar confortável, e não gotejando.

# As dicas que foram dadas para prevenção da gripe A no ano passado continuam valendo para que outras doenças como conjuntivite, resfriado,gripe comum e outras não passem tão perto de todos nós continuam valendo: lavar as mãos com cuidado, evitar espirrar sobre as mãos, mas caso aconteça, lavar as mãos em seguida é fundamental. Também cuidar para não esfregar os olhos e nariz, mas limpá-los com papel absorvente ao invés disso.

# Finalmente, alimentos ricos em vegetais como sopas são uma boa pedida pra aquecer o corpo e repôr as calorias gastas pra manter o corpo inteiro diante das baixas temperaturas. E uma forma gostosa de introduzir alimentos mais nutritivos na dieta da família.

* A foto foi copiada de www.gramado.rs.gov.br

Operação Biquini - o desembarangamento continua!


Gentemmm, que coisammm... Ontem fui dar a continuidade à avaliação física que comecei já faz mais de um mês no clube (sim, lá o médico não examina apenas os dedos pra ver se tenho pé-de-atleta). O início foi com avaliação ergométrica por lá mezzzzmo, mas como eu andava meio guenza, a médica pediu uma análise mais completa da coluna.

Lá fui eu pro ortopedista e ele me analisa, conversa, explica (o Dr. Moretto é um queriiido!) que eu ganhei peso com 2 gestações e a coisa de adaptação dos hormônios após retirada total de tireóide, então fico nesse efeito sanfona (leia-se velha e flácida!!!), pareço andar com uma bóia de patinho (furada) na cintura, enfim... que ele recomenda natação por não ter impacto nas articulações e musculação desde que seja com baixa carga e muita repetição porque não quer que eu fique inchada, mas "longínea" - e eu fiz questão de entender SÓ VOLTAR QUANDO ESTIVER GOSTOSA, MINHA FILHA!

Aff... Ele disse que mãe tem que ser em forma também - e eu não sei? - porque tem uma demanda física e tal... Mas fiquei revoltada porque com tudo que corri e me empenhoo diariamente, meu fôlego no ergométrico tive uma avaliação tida como RAZOÁVEL, mas depois respirava disfarçando, só que quando saí da sala, me sentia praticamente uma asmática.

Ontem fiquei presa no trânsito porque fomos levar a melhor amiga da Larissa em casa, e precisava pegar leite no "super(mercado)", mas o trânsito em dia de chuva, aqui em POA, tá parecendo a Rebouças (SP), na hora do rush. Assim, minha aula experimental de Pilates com o maridex foi pro espaço...

Meu consolo é que o doutor disse que estou mais flácida agora do que na avaliação de dezembro porque perdi mais peso... eu procuro acreditar nele, na Xuxa e os duendes...

Mortalidade materna



Li no http://www.delas.ig.com.br/ que a mortalidade entre mães diminuiu, de acordo com o Ministério da Saúde. A discrepância entre as regiões é tanta que dá vergonha... Em Curitiba, há 12 mortes para cada 100 mil nascimentos (região Sul:189/100.000), enquanto na região Nordeste é de 543 para o mesmo número de partos.

É chocante, mas ainda tem lugares onde o SUSto não cobre partos, nem pré-natais. E tem gente que tem uma cidade com bons recursos na saúde pública, como aqui em Porto Alegre, mas não faz pré-natal, achando que basta comer por duas pessoas que "não dá nada".

Mais do que criticar a falta de informação ou de responsabilidade, penso na quantidade de dinheiro arrecadada em impostos - em SP o impostômetro contabiliza mais dinheiro do que o PIB deste país! - e nas pessoas que elegemos para gerir nossa saúde, nossa distribuição de renda, nossa educação e na diferença que tudo isso faz na vida duma pessoa.

Me sinto privilegiada por brigar com o plano de saúde para que cubram algo que é de direito, como realização de exames e terapia, por exemplo. Mas essa é a realidade de quantas pessoas???

Sou daquelas que acreditam que a forma pela qual se chega ao mundo é determinante para como será a vida de uma pessoa. Por isso sempre achei o máximo partos na água, pais que assistem e filmam ou até desmaiam diante dum parto (soube que tem gente cobrando pela presença paterna na sala de parto, coisa absuuurda!), parto humanizado, doulas, assim como invejei as amigas que conseguiram passar pelo parto natural em questão de segundos, quando fiquei hoooras em trabalho, mas o parto acabou sendo a cesariana.

O direito à saúde não deveria estar à mercê de gente que não se importa. Estudar deveria ser prioridade, porque povo informado tem saúde melhor, trabalha melhor, faz escolhas diferentes,cria opções. Mas como crer que o povo fará boas escolhas se deixa pra fazer o título eleitoral no plantão de domingo, último dia para ter em mãos algo que vejo como um passaporte para dias melhores?



["Pregnant Barbie" é um produto da Mattel.]

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Obrigada pelo selinho, nova amiga MOCHILEIRA! É um estímulo poder pensar que do turbilhão que me vem à mente diariamente algo pode ser útil, divertido ou fazer pensar...
Então, indico este selo para quem???
Beijos às "contempladas"! Elas são pessoas que merecem ser visitadas!


Revisando

Depois de anos de maternidade, má postura graças ao computador, mudanças no peso devido aos hormônios e suas dosagens malucas (principalmente não tendo mais tireóide) e relaxamento nas atividades físicas, minha coluna pede socorro.

Ontem fui fazer revisão com ortopedista e todos os demais médicos também estão recebendo minha valorosa visita.
Vou fazer ressonância magnética, radiografias etc. embora estas últimas não sejam ideais para quem continua amamentando... fazer o que? Dói!!!!

O Caio está pesado, a Larissa nem se fala, pois com quase 6 anos é imensa e adora um colo (quem não gosta?)...

Mas preciso pensar em mim, antes que fique literalmente sem eixo. Assim que o médico me liberar, vou voltar a fazer pilates, hidro ou algo do tipo. Tem horas em que até namorar dói, mas espero que seja apenas uma fase...

Estou tentando me reconstruir fisicamente, porque emocionalmente todo dia me desconstruo e reconstruo, como o cubo mágico, sempre tentando acertar em cheio. - Nem sempre é possível, verdade seja dita!

Cada vez me sinto menos sabedora das coisas, cada vez me questiono mais. Não em busca de uma perfeição que estou convicta de não ter, mas parece que quanto mais me informo, mais questões surgem.

E eu gosto muito disso!

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