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Marido não é filho, graças a Deus! Ou: "não era amor, era cilada"!

Cenário 1: me despeço do marido e do filhote para ir ao happy-hour que começou às 21hs com as mães de amiguinhas da Lalá. Ela, por sinal, passou a noite em casa de uma dessas amigas. Os dois "meninos" da casa ficam ótimos, claro, aproveitando a noite como gostam: vendo filmes, jogando no iPad, tendo seu momento juntos. 


Cenário 2: Em uma loja de roupas masculinas, dá-se a cena: boa parte dos homens perdidos no meio de araras, enquanto algumas mães (algumas idosas, de filhos mais que barbados), esposas e namoradas aguardavam que seus acompanhantes experimentassem as roupas  e se decidissem sobre o que levariam (ou não). Muitos não pareciam ter ideia do que faziam ali, se sentiam embaraçados ou, pelo menos, desconfortáveis. Alguns esboçavam vergonha depender desse aval ou pressão para comprar as próprias roupas. - Sim, sei que existe uma fama de que homens não gostam de sair para fazer compras. Mas... Nem para si mesmos???






Imagem: http://economia.ig.com.br/




E aí foi que parei para pensar como muitas dessas mulheres, que lá estavam, tomavam decisões por esses homens: cor, modelo, a camisa certa para tal ocasião, enfim, faziam aquilo que hoje faço pelo Caio, que tem 3 anos, mas que já faz tempo que tem seus momentos de escolher que roupa usar e sabe dizer na ponta da língua que sua roupa preferida é a fantasia do Batman, que insiste em levar às terças-feiras para a escola porque é dia de brinquedoteca e lá é permitido trocar o uniforme pela fantasia e tem até um cabideiro cheio de opções.


Teria muitos cenários a relatar, mas... Algo do que falei aqui é estranho à mulherada?


Nesse universo de "criar uma criança" (estranho, as palavras parecem dizer que se trata de alguém sem personalidade nenhuma, mas desde o primeiro dia já foi despontando a de cada filho, não sente-se assim?), muitas vezes fazemos diferença na forma como direcionamos e ensinamos uma menina e um menino quanto às suas responsabilidades, aos seus limites e ao que lhes é permitido fazer. Por isso, juro que tento que o Caio tenha noção de que a roupa que ele tira para tomar banho precisa ser lavada e que, então, nada mais justo que, assim como a Larissa, pode levá-la ao cesto na área de serviço do apartamento, por exemplo. 


Histórias como a da Branca de Neve, que chega para organizar a vida dos sete anões, não é nada sutil em dizer qual deve ser o papel de uma mulher na vida de um homem; ela não apenas é protegida pela presença masculina, posteriormente salva pelo príncipe, mas é ela quem vai fazer a sopa e a torta, encantar com sua beleza, arrumar a casa... E isso não é o que desejo para a minha filha! E vale o mesmo para o Caio! Não desejo que ele apenas entenda de futebol e carros, embora sejam os temas que o interessam agora. - Claro, ela precisará saber se virar, se alimentar, organizar a casa dela para viver num ambiente "habitável", mas terá opções além dessas de quais papéis deseja viver na sociedade em que é membro importante para o funcionamento. E, caso escolha ser dona de casa e mãe em tempo integral, será apoiada, se for um desejo verdadeiro.


Imagem: http://blog.death-animes.com/archives/9788




Vejo que é comum também o comentário entre amigas sobre sogras que ficam pitacando sobre como "adestrar", ou conduzir o relacionamento com seus filhos, a pretexto de que o entendimento do casal seja perfeito. Ora essa: elas querem é que o esquema em que os acostumaram continue o mesmo, pois não gostam de ser questionadas sobre como os educaram! Daí muitas as piadas sobre a disputa entre noras e sogras! Graças a Deus, maridos não são filhos (nossos), são adultos criados e que têm muito potencial para continuar se desenvolvendo, aprendendo nas trocas e com o relacionamento conosco e com o mundo!


Imagem: http://pt.dreamstime.com/




Por isso, posso dizer com alegria que abri espaço para que a frase "tu não és a minha mãe" não volte a ser repetida em minha vida. Porque estou falando de coisas que eu fazia até pouco tempo atrás! Aí faria sentido dizer que aquela música "não era amor: era cilada (cilada, cilada, cilada!)", fazia sentido, não pode-se dizer que sufocar o outro dizendo através de gestos que ele é incapaz ou que deve se acomodar é sinônimo de amor. Porque estou deixando que ele pense sobre o que gosta ou não em muitos aspectos, tome decisões e sinta-se à vontade para diversas coisas. Mas como sou ansiosa e me acostumei a sair fazendo diversas coisas, é uma tentação difícil de suportar. Mas quando conseguimos avançar e dizer que fomos mais fortes que ela, é tããão bom!!!



57ª Feira do Livro de Porto Alegre

E aí que o dia de finados foi lindo... Acho que o nome do feriado de finados deveria mudar. Não querem mudar o dia do Halloween para Dia do Saci? Então sugiro que alterem o dia de finados para dia de todos os apaixonados pela vida!


Respeito a tradição de relembrarmos os nossos antepassados e entes queridos que desencarnaram, mas o cultivo de uma tristeza ou de uma melancolia com data programada sempre achei um exagero. Sou a favor das demonstrações afetivas em vida. E orações sempre, para quem não temos mais em nosso convívio. 




Dinda Lu e o Guri da Unha Azul
Por isso hoje nosso dia foi programado para estarmos juntos, em convívio com pessoas queridas. Começamos esse dia ensolarado nos curtindo em casa, brincando de fazer diferentes chocalhos com alimentos (milho, feijão e arroz) e comparando sons. As crianças queriam brincar por aqui, pois estava meio friozinho e queriam também desenhar.




Depois um churrasquinho com uma amiga que posso dizer que é uma irmã caçula. Fomos conhecer sua casa e estavam também os padrinhos do Caio e o esposo da aniversariante. Muita conversa, risadas... e o sol convidativo foi tratando de nos chamar para algo que nós não queríamos perder: a 57ª Feira do Livro de Porto Alegre.




A vista é linda do Cais do Porto!


   





A programação é intensa e as opções são muitas: oficinas, palestras, sessões de autógrafos, apresentações de alunos, distribuição de livros, stand dos menores livros do mundo etc. Ainda bem que há mais de uma semana para podermos aproveitar tudo que ela oferece!


Menores Livros do Mundo



Tivemos a felicidade de chegar no fim da tarde, perto das 18hs, então boa parte das 200 mil pessoas que se calcula que tenham passado pela feira já tinham ido embora, nos dando um bocado de espaço para percorrer a área a que hoje nos dedicamos: o setor Infantil e Juvenil.


A Antiga Alfândega é agora
um dos locais que abrigam a Feira do Livro


Tinha de tudo no Cais do Porto, onde fica esse setor específico: homem com cabeça de abóbora (sim, Halloween nem esfriou ainda!), Alice (sim, a do País das Maravilhas), a Princesa e o Sapo todos caminhando e confraternizando entre si e com os transeuntes. Tinha contação de histórias, tinha ofertas e outros livros nem tão em conta assim... Mas a feira, que está perto de se tornar uma sexagenária, continua produzindo coisas lindas e divulgando projetos interessantes, alguns sofisticados mas outros que nos fazem pensar em como não se faz muitos mais como os que estão sendo exibidos, de tão simples que são. A Larissa foi presenteada, no stand da Secretaria de Educação, com um livro de textos produzidos por crianças do ensino fundamental em escolas públicas. Mas tinha também literatura de cordel sendo apresentada.


Intimidade com os livros:
a gente vê por aqui!


Nesse mesmo stand havia também um outro projeto em evidência: valorização de produções e cultura dos idosos. Isso é uma coisa de que pouco se fala, talvez só me lembre de algo "grande" naquela campanha que passava na TV, dos "talentos da maturidade".  Esse é um tema sobre o qual não discorro neste momento, mas que não vou esquecer. 



Projeto de valorização da terceira idade


Nossos pequenos aproveitaram bastante e o consumismo dos nossos ávidos leitores dava a impressão de que não haveria dinheiro suficiente para tudo. Então foi momento de aprendizado para todos nós, pais que precisamos dizer não em alguns momentos e nos segurarmos também porque eles, os filhos, sabem do nosso gosto por investir nos livros, mas também precisam entender que temos outras prioridades. E nós compramos 5 bons livros mais 1 gibi da Turma da Mônica Jovem!


Essa fotografia tem autorização da escritora
Léia Cassol para ser divulgada
Assim fica ainda mais divertido ler!
Mas o ápice do nosso pôr-do-sol às margens do Rio Guaiba foi um encontro inesperado. Lalá estava do outro lado do setor quando eu estava garimpando um livro que enviamos para uma experiência de compartilhar leituras e nunca retornou, quando me dei conta de quem estava diante de mim: a autora Léia Cassol, que a Lalá ADORA! Ela tem os livros Homero, Um Passarinho Chamado Mário,  e vários outros, mas os que ela ama são os das Bruxas Merreca e Zamya! E hoje a própria autora, além de autografar o livro "resgatado", contou a história do Aniversário da Bruxa Kika cantando um rock! Imaginam a emoção? 





Não é que a tia Gi fez a Léia igualzinha?
Tem um detalhe ainda tão saboroso quanto esse nesse encontro: olha só as ilustrações da nossa amigona Gisele, do Kidsindoors ao nosso alcance!


Manipular e poder escolher desde cedo:
formação de um público leitor


O Caio já adora nossos momentos de contação de histórias ou em que ele mesmo tenta nos contar suas versões de fatos ou de livros que escolhe, mas acho que é válido indicar para as amigas que querem um auxílio para os momentos de pouca criatividade os kits de leitura em que há um livro (claro), o cenário e os personagens, que podem ser animais, veículos etc. Como o Caio fala demais em meios de transporte, dessa vez trouxemos animais, outro tema pelo qual ele se interessa bastante. Nesse kit há sugestões de atividades, como perguntinhas e música para cantarmos com as crianças. Imaginam se ele curtiu?  




Óbvio, logo entrou em cena um
 Relâmpago McQueen para interagir!


Nosso dia foi realmente muito especial... E esse post foi escrito para estimular que quem puder, prestigie esse evento, pois ainda muita coisa está por vir e não tem que pagar ingresso para poder participar. Além disso, bem pertinho dali continua acontecendo a Bienal do Mercosul e há vários museus no nosso centro da cidade, prédios históricos que estão sendo preservados... E quem não tem o hábito de fazer programas culturais vai se surpreender com o quanto eles são interessantes, divertidos e nos enriquecem!


E para retomarmos as atividades após o feriado, umas palavras do Mário Quintana que estampavam o stand do Fundo Nacional da Educação:



Dia do trabalho

Hoje é dia do mundial do trabalho. Além de um feriado (em 2011 caiu num domingo... pena...), temos também a oportunidade de pensar no sinificado de um dia dedicado ao "labor". 

O que significa "ganhar o pão com o suor do seu trabalho" para cada pessoa? Pode ser dar continuidade ao negócio da família; talvez o cumprimento de uma obrigação; talvez, uma tentativa de melhorar a situação atual; mas pode ser também um degrau para a realização de sonhos ou mesmo o próprio sonho sendo vivido.

Para quem tem saúde e pode trabalhar pode parecer óbvio, banal e até uma espécie de entrada na onda, algo que se faz sem pensar muito. Para quem não a tem, que vontade grande de realizar projetos!

Em muitos países as férias escolares são, para adolescentes, a entrada no mercado de trabalho. Os trabalhos temporários são incentivados pelas famílias como forma de valorização do empenho e do quanto obter o dinheiro com esforço próprio é importante para a formação do caráter de uma pessoa.
Estudantes universitários cumprem horas trabalhando em bibliotecas, lanchonetes e outros locais para subsidiar seus gastos com material escolar ou lazer.

E nós, brasileiros, como fazemos?

Quem é de família mais humilde, tem a bolsa família,  mas vemos muito trabalho infantil nas esquinas, gurizinhos e guriazinhas vendendo tranqueiras e guloseimas, ou mesmo a mendicância. Tem crianças que trabalham como guias turísticos, cortadores de cana, engraxates (ainda existem!!!), cantores em parques...



Mas essa não é a realidade dos meus filhos. E como fazer com que eles valorizem o trabalho, seja qual for?

Nós trabalhamos. Temos a satisfação de fazer com prazer, pois trabalhamos com o que gostamos e temos boas histórias para contar sobre os tempos de estudo e de prática diária.  Continuamos nos atualizando, também, e as crianças de alguma forma sabem disso. Mas isso não é suficiente. 

No momento em que as crianças têm tudo nas mãos, não conseguem visualizar que para conquistar as coisas é preciso dedicação e que leva tempo. E que não se ganha tudo o que se pede, que o que aparece na propaganda não está tão acessível quanto parece. Alé, disso, existe o merecimento...

Então, procuramos através de artifícios como um cofrinho para comprar um brinquedo no dia da criança, ou mesada - que ainda não fizemos (cada família tem seu método e estamos abertos às sugestões!!!),  ensinamos e pedimos ajuda nas tarefas de casa... pois todos fazemos parte desse ambiente, dessa pequena comunidade que, para funcionar, precisa da colaboração de todos.

Mas, se trocarmos a participação nas tarefas for trocada por prêmios, não sei se terá o mesmo efeito que desejo. A satisfação de se sentir útil, de aprender algo novo, de conversarmos enquanto um lava e outro seca a louça afim de que haja mais tempo para a família fazer outras atividades, acho que poderia bastar.

Sei que há famílias que prometem presentes, viagens, carros para quem conclui os estudos. Particularmente sou contra. Acredito, sim, que meus filhos mereçam nossa ajuda para conquistar seus sonhos, mas não desejo que só estudem se for para ganhar um carro zero quilômetro ou um apartamento.

Por isso, repasso a pergunta... como vocês abordam a questão do trabalho com suas crianças?  

*imagens: reprodução
 

O REIZINHO MANDÃO

Era uma vez um rei muito popular e justo para o seu povo, um dia o rei morreu e assumiu o trono seu filho um menino muito chato e mandão.

Ele queria mandar em todas as coisas do seu reino, fez leis absurdas como dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês e outras tantas tolices.

O tempo todo ele mandava todo mundo calar a boca, até de seus conselheiros.
O povo ficou com tanto medo dele que ninguém mais no reino sabia falar.
Quando todas as pessoas pararam de falar, ele ficou entediado.

Então resolveu ir ao reino vizinho procurar um sábio para fazer seu povo voltar a falar.
Esse sábio explicou que, para o seu reino voltar a falar era preciso achar uma criança que soubesse falar, e essa criança quebraria a maldição.

E então o Reizinho Mandão saiu em busca da criança, e acabou por encontra-lá. E ela falou: "-- Cala a boca já morreu! Quem manda aqui sou eu!".

Nesse instante o reino voltou ao normal com todos falando e alegres.

O Reizinho, dizem, foi embora na forma de sapo, esperando que uma princesa o encontre, e o transforme em um príncipe.

(Ruth Rocha, em: O Reiinho Mandão. 
Ed. FTD)                                                                                               

Que tipo de reizinhos governarão nosso mundo? Que filhos deixaremos para um mundo que pretendemos que seja sempre melhor?

Essa pergunta tem me assaltado a cada novo teste, nova tentativa de alargar os limites e de controlar os pais que vejo os meus filhos e as crianças dos outros fazerem.

Acho natural que os filhos questionem nossos motivos, nosso jeito de educar, mas acho também que precisamos manter nossos princípios em muitos momentos sem radicalismos, claro, mas deixando claro que temos objetivos com a educação que estamos dando.

Desejo que, de fato, ao persistir em não deixar para a escola que assuma o meu papel, em me escabelar muitas vezes por conta dos desafios diários que são colocados, esteja plantando os pés dos meus filhos no chão. Na realidade, onde não haverá servos a todo o momento fazendo suas vontades e baixando a cabeça dizendo amém para tudo o que eles mandarem e desmandarem.

Por isso, gente amiga... continuo engajada. Lotada de vontade de que o meu projeto dê certo, com toda a minha dedicação!!!




Violência para o mundo ver

Hoje me deparei com um vídeo no Portal Terra sobre um pai que manda o filho "destruir" um amigo em uma cena de luta. O vídeo é bem claro e tem narração informando que o pai foi preso por incitar a violência entre jovens de 16 anos. 

Infelizmente não me surpreendi... Apesar de olharmos para a história humana e dizermos que acreditamos que estamos evoluindo e nos tornando mais civilizados, comportamentos como esse continuam existindo, como em séculos bem distantes. Temos farra do boi, touradas, rinha de galos, brigas de pitbulls... Coisas que há quem diga "até aí tudo bem" por não singificarem maus tratos a seres humanos. Mas se considerarmos que as pessoas envolvidas com esse tipo de "divertimento" se excitam com cenas de violência explícita, que convidam mais pessoas para fazer parte de seu "clube"... esse é um ponto a questionar.

Mas não acaba por aí. Quem não respeita a vida em geral e se diverte em espetáculos bizarros como esse parece estar extravasando uma raiva muito grande, precisa ver sangue jorrar pra lidar com seus fantasmas, suas dores, sei lá, vira sádico invertendo os valores.

A gente se espanta com cenas de violência de noticiários e tenta proteger nossos filhos de assistir? Mas quando pensamos que no seio da família é onde ocorre todo o tipo de violência, como já citei em postagens mais antigas, acho que precisamos levar em conta que pequenos gestos do dia a dia podem ser violentos também. Palavras, críticas, certos castigos e descargas de frustrações que são a prova viva da falta de argumento, de diálogo.

Nenhuma violência tem justificativa, mas por muitas e muitas vezes reproduzimos os modelos que vivemos na infância e que víamos que não davam certo. Continuamos frustrados, mas não conseguimos superar o modelo ultrapassado... Não sou especialista, mas acho muito bacana pensar na responsabilidade que, como pais, mães, tios, tias, padrinhos e madrinhas temos com colocar limites já na criança pequena que, por não ter como explicar o que sente, arranca um brinquedo das mãos do amigo, dá um tapa na irmã poque sente ciúmes ou cospe porque se sente frustrado com uma negativa a um pedido ou porque sim, é hora de ir dormir.

Uma criança que conhece limites provavelmente vá crescer lembrando que não é a única no mundo e que outras pessoas também precisam ceder em situações. Que cada um de nós faz concessões pela harmonia da casa e de outros ambientes que freqüentamos.

Por isso estou publicando o texto que segue, um convite da nossa amiga Ana Cláudia Bessa, (@anaclaudiabessa‎) à reflexão. Chama- se Carta aberta às mães e pais:

Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter.
Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Carta escrita por:
Ana Cláudia Bessa
Cristiane Iannacconi
Letícia Dawahri
Luciana Ivanike
Monique Futscher
Renata Matteoni


 

Papai do Céu

"Papai o Cééu, Pai o Cé-éu, obiga-go, obiga-go
um linchiinho, um linchiinho a-amém, a-amém"

Caio encontra-se em plena adaptação à nova escolinha. Essa música é cantada com alegria em casa, lembrando como é bom estar na escola e que ele internalizou uma rotina e quer dividir conosco. Como já falei (muito) anteriormente, a primeira experiência parecia que seria muito bacana. Não foi. Precisamos agir e acabar com 10 noites seguidas de choro sem parar, de 19hs até praticamente o meio dia seguinte. E agora ele está tinindo na escola, adora ir... mas recomeçou a chorar na entrada. Acho que ele não está muito bom. Muita tosse, muita secreção e chegando a vomitar à noite...

Mas o que mais tenho gostado de ouvir é o pequeno se preparando pra dormir e começando a pedir: - Nanar, mamãe! - seguido de "Papai o céu (e eu pergunto pelo que o Caio quer agradecer no dia de hoje? E ele diz:) o Nuni (namorado da prima mais velha!), o Papai, a Mamãe, a Lalá, a Fôfis (profes) Nana e Léli" e assim por diante. Ele agradece pelo papá, pelo "inchinho" (lanchinho), pelo gagau (mingau), pelo mamá (leite) e isso me faz pensar que a espiritualidade do meu pequeno está indo por um bom caminho. 

Ser grato e reconhecer o que se tem, o que se conquista e não apenas esperar da Divindade que resolva seus problemas pode ser um caminho bem bom de encarar a vida. Não fui educada assim. Acho que, como muitos que estudaram em escolas confessionais aprendeu a fazer rezas e a pedir, mas bem pouco a se relacionar com Deus.

Independente da religião, acho que é papel dos pais tirar Deus do altar e aproximá-lo de nós e da mesma forma tirar da criança essa distância e de um certo temor que não significa respeito, como se apresentassem dois dos seus melhores amigos, torcendo pra que se dêem muito bem.

Se tem algo em que posso me apoiar nessa semana difícil pra cacete é que vejo que a Larissa já conquistou isso e tem vivido diariamente essa fé. E que o Caio está indo pelo mesmo caminho.

Crianças entediadas - o tema está rendendo!

http://www.hpackids.com

Gente... quando postei sobre tédio infantil, não imaginava que fosse receber tantas visitas. Nem todas comentaram, mas os comentários e e-mails que chegaram foram muito bons, me fizeram pensar bastante.

Há uma linha de pensamento que defende que nossas crianças são muito mais inteligentes que as da nossa geração e que, por isso, precisam constantemente desafios, para não ficarem entediadas.

Será que as crianças entediadas estão mesmo entediadas? Será que estão apenas pedindo atenção?  Será que precisam de mais espaço? De mais autonomia? De menos atividades extracurriculares e mais tempo para serem crianças? De que pensemos menos por elas e, então, elas sejam chamadas para usar a criatividade? 

http://article.wn.com
Será que somos obrigados a responder por elas o que fazer? Que tal se devolvêssemos a elas a pergunta "o que você acha que seria legal fazer agora" - imagino que a imensa lista de idéias viria depois de um "eu não sei" - ou "quem sabe aquele brinquedo que está guardado a gente volta a brincar com ele"? - Aqui às vezes faço rodízio de brinquedos, acho que isso ajuda bastante

Agora que as aulas voltaram, as livrarias também retomaram as atividades de contação de histórias, que gosto muito porque acabam favorecendo que crianças se conheçam e que a fantasia, a literatura e  diversão se reúnam num ambiente bem interessante. 

Bastante inspirada no que vejo no blog da minha amiga Gisele, tenho guardado sucata para aproveitarmos bastante nos dias chuvosos. Tenho muitas idéias, mas nem sempre tenho conseguido organizar meu tempo, agora que voltei a trabalhar. E também a agenda de aniversários nos finais de semana começou a bombar!

Por isso é que também fico pensando no que a Adriana falou, de que falta tempo pra curtir o ócio e a contemplação. E que disso todos aqui em casa estamos precisando.

Então convidei a Adriana pra que exponha de um modo bem como ela entende o que tem aprendido com a experiência de ter seu filho acompanhado pelo Dr. Henrique Klajner, que defende a autoestimulação precoce de bebês, crianças e adolescentes. Eu já li a respeito, mas não tenho muito conhecimento e acho que ela poderá nos ensinar bastante.


Assim, quando ela puder, vai enviar um link do post que fará sobre o tema e vou compartilhar com vocês, Ok?!


Beijo, bom domingo! 

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Só pra finalizar... esses posts surgiram porque não desejo cair no niilismo, achar que não tem como fugir de entrar na onda de todo mundo. Aí hoje me deparo com essa citação no Facbook (quem diz que ele só serve pra dizer besteira?): 


A autenticidade morreu? Morreu nada. Me recuso a acreditar que está todo mundo burro. Não estou idealizando uma sociedade heterogênea: ela é heterogênea de fato. Chega de insistir nessa ideia que todos são fúteis, que a sociedade apodreceu. Há muita gente por aí, uma infinidade de cabeças boas que curtem um pôr do sol, que estão se lixando para prazeres falsificados e que valorizam a paz de espírito antes de qualquer coisa. Chega desses desenganos públicos que viram pauta jornalística, chega desse apocalipse moral vendido como regra. Há muitos estúpidos entre nós, mas eles ainda não são ´todo mundo´.

(Martha Medeiros) 

Como assim, crianças entediadas?

Nossa semana pós-carnaval começou com uma entrevista com a professora da Larissa. Uma conversa informal, mas bastante importante para o seguimento do ano escolar. Afinal, segunda série é coisa séria!

http://durangoheraldmedia.com
Um assunto que acabou aparecendo, por minha preocupação e também porque a professora queria saber com o que a Lalá gosta de ocupar o tempo que não está em aula, foi uma coisa que me incomoda bastante: minha filha fica entediada facilmente. Sim, você entendeu corretamente: ela vem me perguntar o que fazer, apesar de muitos livros estarem disponíveis, de ter brinquedos, irmão e principalmente quando tem amiguinhos junto (!) ela reclama que não tem nada pra fazer.  
                                                    
Analisando mais a fundo, comentávamos que nós vivíamos quando crianas, uma época em que brinquedos não eram tão fáceis de comprar (nem existiam as lojas de $R 1,99), em que nossos pais viviam duros, em que as opções de programação na TV não eram muitas e que na rua, ah... era lá que nos sentíamos em casa!

Nós conseguíamos sumir em questão de segundos e só aparecíamos em casa quando famintos, apertados pra fazer cocô, exaustos ou se conseguissem nos catar antes que uma das opções anteriores acontecesse.

Nós armávamos piqueniques no gramado do prédio, brincávamos nas escadas quando chovia, fazíamos encontros em que cada amiga levava uma bonequinha (chás das bonecas), colecionávamos tampinhas de refrigerante - que era uma coisa rara de entrar em casa! -, ou alguém tinha uma lousa e nós adorávamos brincar de escolinha... Nunca precisamos de colônia de férias e nossas mães, que lidavam com fraldas de pano, faxina, filhos, não brincavam conosco como nós brincamos com nossos pequenos, não é verdade?!


Playmobyl antigo, imagem: mercado livre


Com o tempo, apareceram o playmobil, o Manequinho, mas nada no mundo substituiria um amigo real, com quem pudéssemos andar de bicicleta ou carrinho de lomba, jogar bola ou taco, enfim, a gente até tinha um ou outro momento de se entediar, mas isso começava a ficar mais freqüente quando já estávamos iniciando a adolescência e falar ao telefone sem parar com amigos de quem a recém tínhamos nos despedido parecia urgente.

Já entre os colegas da Larissa, o tédio é uma constante. Em conversas pelo pátio da escola ou nos encontros em aniversários, visitas... muitas mães se queixam de que as crianças não desgrudam do videogame e que, sem ele, não sabem o que fazer.

http://www.cartoonstock.com


Aqui em casa nós não compramos ainda um videogame. Por resistência minha, admito. É que a Larissa já pergunta muito se pode jogar no computador e eu limito, sim, em 1 hora no máximo (1 a 3 vezes/semana), em sites que confio, que têm jogos sem violência e que não a deixam excitada e com dificuldade de desacelerar.

Porque, vamos combinar, parece que essa turminha da geração "Y ou Z" precisa constantemente de estímulos. A vida tem de parecer um clipe da MTV ou fica muito monótona em questão de segundos. E isso, em parte, deve ter contribuição nossa, das famílias, afinal de contas, desde que nascem, são apresentadas às atividades "para deixar seu bebê mais inteligente", "estimulação do movimento", "aumente o Q.I. e o Q.E. da criança" e "autoestimulação precoce" entre outras situações a que expomos as crianças, nessa coisa maluca que vivemos de que precisamos todos nos destacar no meio da multidão, para que nos tornemos pessoas bem sucedidas.

Quando podemos e conseguimos que as crianças observerm a simplicidade e aproveitem oportunidades como olhar uma fileira de formiguinhas levando comida para o formigueiro, ou quando dizem que querem levar os cachorros para passear na praça e jogar uma bolinha para brincar com eles, me parece um estímulo tão precioso! Hoje em dia, para a maioria delas, isso é raro.

Andamos numa luta contra nosso próprio ritmo. Vivemos de trabalhar na internet aqui em casa. Ao mesmo tempo, queremos aproveitar mais o tempo nos desconectando um pouco da tecnologia, como se estivéssemos nos desintoxicando, ávidos que somos pelas novidades. Há dias em que simplesmente não se liga a televisão (o que acham disso?) para que a gente converse, brinque, conte histórias, mexa em fotografias e lembre o quanto é gostoso ouvir outros sons. Em que o som ambiente não seja o de um dos seriados que adoramos, nem dos DVDs infantis que já decoramos ao longo dos anos.

Com isso, vejo que além de brincarem conosco, coisa que sempre gostaram, as crianças estão brincando juntas e reaprendendo (no caso da Larissa) a brincar sozinhas. - Estranho, né?!

Também estamos tentando nos mudar. Voltar a morar mais perto de uma praça ou para uma casa, porque queremos ter nosso espacinho para mexer na terra, cuidando de uma hortinha.

Como ontem rolou uma D.R. entre mim e a filhota, hoje acordei e vi, feliz, minha filha novamente sendo a menina ativa que costuma ser: voltando a brincar, dançar, motivada e encontrando alternativas para se divertir que não dependem de entrar numa loja ou de que a gente a incentive, empurre ou brigue - sim, nos últimos tempos a coisa andava assim, eu reconheço. - E ela está animadíssima com conhecer o grupo de escoteiros do clube! Fazer parte de uma "sociedade secreta, com senha e tudo", como ela diz. "Onde adultos não entram", ela comemora.

Não sei se existe uma resposta definitiva sobre como conduzir isso tudo e honestamente gostaria de saber a opinião de vocês. Mas não consegui ficar quieta com isso me cutucando a mente... Então, buscando no Google, encontrei alguns textos que deixo aqui como sugestão, para quem se interessa pelo tema:





 

Alergias do Caio e dos demais, o que fazer com elas?

Pois então que finalmente chegou o dia da concorrida consulta com a médica alergologista que atende pelo convênio e é bambambam no tema.

Os exames do Caio revelaram o seguinte: ele é beeeem alérgico, acima do normal para pó caseiro - 70%, também a mudanças de temperatura (como os pais), insetos (como a irmã), perfume (mamãe tb), corante vermelho, mas a boa notícia é que aos alimentos que desconfiávamos como tomate e uva, não apareceu nada. Nem a trigo, amido, nenhum alimento foi acusado.Talvez a relação seja com os agrotóxicos, como já dizia o pediatra.

Às vezes eles gostam de dividir a cama...
E os amigões peludos também não entraram como reagentes alérgicos... Ufa!!!  

Então que alguns hábitos precisarão ser mudados e, embora muitos dos bichos de pelúcia tenham sido enviados de nossa casa diretamente pras vítimas do RJ e SC antes mesmo da consulta, temos de nos adaptar a uma rotina que significa: nada de casa cheirando a limpeza, que todo mundo adora!

A questão é: usar produtos que tenham odores mais discretos. Eu já sofro com o cheiro de multiuso e os pós que tiram manchas me deixam com falta de ar, irritação na garganta... Então já procurava alternativas pra isso. Uma delas é a linha Ecobril, que me parece bem suave. Gostaria de experimentar e vou comentar os resultados por aqui. Ei, BOMBRIL, me ajuda a te ajudar!

Mas tem mais que pode-se fazer: por exemplo, ao tirar o pó, pra que ele não se espalhe ainda mais, usar panos úmidos com sabão (de côco no máximo) nos móveis e objetos decorativos. 

Sabão em pó, nem pensar... só se for de côco (muito caro, quem teve bebê sabe disso), então vamos passar a usar o sabão líquido de glicerina, atentando para usar a quantidade mínima possível. Dizemq ue isso já ajuda bastante com a maciez das roupas, porque os amaciantes, que já nem usávamos porque costumam entupir e estragar as máquinas de lavar, contêm glicerina.

O uso de produtos como vinagre, bicarbonato, limão é recomendado e  são fáceis de encontrar em receitas e volta e meia recebemos uns e-mails que me lembram as ultrapassadíssimas aulas de técnicas domésticas que tive na década de 1980. - E tudo isso eu assisti minha mãe fazer em casa, porque meu irmão teve uma fase muito cheia de crises de bronquite.

A médica recomendou o uso de fronhas e lençóis impermeáveis, aspiração de colchões, mas eu acrescentaria hábitos que já temos como indicação, já que há muitas mãe falando de prevenção de alergias para outono e inverno, só que rinite ataca o ano inteiro - colocar as cobertas para pegar sol e lavá-las com certa freqüência.

E nós temos evitado també o uso de ar condicionado, ou o usamos com o circulador de ar, porque mudanças bruscas de temperatura são um veneno, ficamos todos ranhentos.

E, dizem, as vacinas para gripe se tomadas ainda no verão ou outono podem ter bons resultados - só que isso é controverso, porque é prevenção aos vírus, não é tratamento para alergia.

Mas, se vocês tiverem mais dicas, estou aberta a sugestões, porque ver meu pequeno embolotado e com narizinho entupido é muito ruim! E chega de usar corticóides quando a coisa fica feia! Não desejo chegar a esse ponto tão cedo!



Músicas pra deixar de herança

Aqui não se ouve música infantil apenas pra fazer as crianças dormir, como tem gente que (ainda!) apregoa por aí. Nós gostamos de ouvir música pra pegar a estrada, trabalhar, brincar, até na hora de ler um livrinho.  

E nossos pequenos já entraram num ritmo de ouvir muita coisa bacana, como Música de Brinquedo (Pato Fu), Adriana Partimpim 1 e 2, Palavra Cantada, MPBaby, enfim, tem muita coisa boa produzida para crianças, além de reedições dos famosos discos que ouvíamos quando pequenos, como Trem da Alegria, Balão Mágico, Plunct-Plact-Zum... 



Só que tem momentos em que a gente precisa confessar: é cansativo ouvir as mesmas músicas. E repetição é com criança mesmo! E mesmo elas, cansam de ouvir as músicas que nós gostamos de ouvir.

Pois existe um meio termo bem bacana que descobri recentemente. Chama-se coleção Rockabye Baby, que pode ser encontrada no site http://www.rockabyebabymusic.com ou em algumas livrarias mais antenadas, lojas infantis com bom repertório. Da coleção Babies Go, adorei os dos Carpenters, Shakira, Abba, AC/DC, Oasis e Guns 'n' Roses... muito bacanas! E dá pra ter umas amostras no Youtube.



Da Rockabye tem Bon Jovi, Guns'n'Roses, Aerosmith, U2, Led Zeppelin, Pixies, Ramones, Nirvana, Pink Floyd, The Cure, Beatles, Eagles, Björk, Coldplay, Peral Jam, No Doubt... enfim, tem pra todos os gostos.



Esse é o tipo de herança que gosto de pensar que estamos deixando pros nossos pequenos... Pra que eles cantem, como Elis Regina, dizendo que gostam de música... "como nossos pais" e que "nossos ídolos ainda são os mesmos"... Mas com razão de ser!


  

Antes que eu esqueça: as imagens foram todas retiradas do Google.
  

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