Mostrando postagens com marcador lar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lar. Mostrar todas as postagens

Folgados ou Colaborativos?

Esses dias fui surpreendida pelo comentário da mãe de um coleguinha da Larissa. Ela dizia que, ao pedir que o filho, que havia terminado a refeição, tirasse o prato da mesa. Ele respondeu a ela: - Tu me tratas como um empregado!
Essa amiga disse a filho que não custaria que ele colaborasse, o que acho muito acertado.

Aqui em casa é comum que a Larissa e o Caio tomem iniciativa de ajudar e já fui criticada na frente deles por isso, o que acho muito ruim, pois desautoriza e estimula as crianças a ficarem folgadas (isso me lembra uma passagem de "Quem ama, educa", de Içami Tiba... faz anos que li!). Se elas têm iniciativa e curiosidade, por que não estimulá-las a participar das atividades da casa? 

Acho que o cuidado com o que é seu é importantíssimo e mais ainda quando é de algo coletivo. É o que se aprende na escola, quando um livro é emprestado e todos podem ler se ele for conservado, ou um brinquedo tem de ser guardado após o divertimento. São as combinações da brinquedoteca, como diz a Larissa: "BRINCAR, CUIDAR e GUARDAR, sem correr nem gritar".

www.maruseditores.com

Em casa, podemos dizer que vale o mesmo! Os brinquedos usados, podem ser guardados antes que se brinque com outros - o que não significa que aconteça sempre. As roupas que foram usadas e precisam ser lavadas, têm cesto na área de serviço pra isso. Há lixos seco e orgânico... Nada disso foi introduzido de sopetão, mas as crianças já nasceram num ambiente assim, então as regras vão sendo aprendidas pelo exemplo de cooperação. - Tem dias em que os brinquedos insistem em ficar esparramados e é uma bagunça mesmo, não quero dizer que aqui vivem robozinhos, crianças que fazem tudo o que pedimos ou que não resistem a organizar - ainda mais se estiverem cansados!

Só não acho que esteja explorando meu filho ao pedir que ele leve a mamadeira até a pia da cozinha se terminou de tomar o leite, nem que saber arrumar a cama seja um sacrifício para a baixinha. Imagino que haja quem discorde, mas meu raciocínio é este: aprendendo algumas coisas agora, não será surpresa se na adolescência houver tarefas a fazer e for solicitada a sua participação.

http://ratonarodaa.blogspot.com/


Não exijo sempre que a Larissa arrume a cama, mas geralmente ela toma a iniciativa, depois de me ver fazer isso diversas vezes. E o Caio adora brincar de sacodir os lençóis. e alcançar prendedores de roupas enquanto penduro no varal. Claro, ele fica colocando e tirando do balde, se distrai, mas... Começou assim, num momento lúdico pra eles e rotineiro pra mim!

Como tenho o hábito de logo após o banho ir pendurar toalhas no varal e levar as roupas e calçados para a lavanderia, o Caio às vezes pega suas roupinhas e põe no cesto. Não cortei essa iniciativa. Assim como quando a Lalá vem perguntar por que separo as roupas para lavar, explico e pergunto se ela está afim de participar. Acho saudável que eles imitem o que é bacana, aprendam a fazer para quando precisarem.

Se a Larissa gosta de em alguns dias preparar seu lanche pra escola, escolher o que deseja comer, devo tolher? 

Quando é hora de os cachorros comerem ração,  muitas vezes ela vai até o pote e se oferece para servir. O Caio gosta de dar biscoitinho depois que os peludos voltam do passeio pra fazer xixi. Eles acham divertido cuidar dos nossos pets!
Agora confesso que por ter tido empregada de segunda a sexta durante anos, em alguns momentos a loirinha simplesmente achava que tudo tinha de ser dado nas mãos. Uma das nossas parceiras do lar fazia tudo e mais um pouco por ela e acabou me desautorizando bastante. Isso rendeu altas DRs com a "tia Lu" e um movimento meu de resistência à vagabundagem que isso poderia propiciar.

Havia momentos em que a Lalá simplesmente apontava pra cozinha e pedia água, sendo que o filtro fica a uma altura fácil para que ela se sirva. E eu dizia pra ela: - Agora estou ocupada, filha, vai ali buscar...
Noutros, claro, eu levo pra ela, porque não acho que tenha de me recusar a fazer um favor, mas quando sinto que é uma dificuldade de descolar a bundinha do sofá porque quer só ficar na frente da TV, dou um toque.

E, mais: não pretendo ensinar isso apenas para a menina, porque acho que todos somos responsáveis pelo nosso lar. O espaço é de todos, então todos precisamos cuidar para que seja habitável! 

Aqui, o papai é super cozinheiro, de mão cheia! E as crianças sabem disso! E o papai se envolve com afazeres domésticos também, ainda mais que o escritório é em casa. Assim ele vê o trabalho que dá manter a casa ajeitadinha e acho que todos nós crescemos com isso. 

Também sobra mais tempo pra gente se curtir, a família toda!


 

O Lar e a Simplicidade

A morada é onde muitas vezes repousamos, comemos, investimos, deixamos nossos pertences. Um lugar de passagem, para muitos adultos como nós.

Pra mim, mais que um estacionamento para o corpo, o lar é a construção diária de afetos, conforto, anseios, onde depositamos as emoções ao longo do dia ou após passarmos bastante tempo fora dele. Por isso mesmo, precisa ser simples, original e ter a nossa cara, para que nos sintamos à vontade e desejemos nele permanecer, mesmo que tenhamos apenas algumas horas, mas que tenhamos mesmo vontade de ficar.

Assim, eu não conseguiria habitar um local milimetricamente decorado por um/a arquiteto/a que algumas vezes ao longo de um mês passasse algumas horas comigo e o maridão. Afinal, para ter a nossa cara, tem que conter a nossa história, as nossas fotografias, os móveis que escolhemos, aos poucos, delineando nosso jeito de ser, evoluindo como o nosso relacionamento.

Logo que fomos morar juntos, nada combinava com nada; era uma mistura que não tinha pé nem cabeça. Mas era assim mesmo que nós éramos, histórias que se uniam trazendo as diferenças, as semelhanças, a grana curta e muitas expectativas.

Hoje, já nos desfizemos de muitos dos objetos que fomos adquirindo ao longo do tempo e fizemos a energia circular, como dizem no feng shui; distribuímos um pouco de nós e recebemos também um pouco de quem faz parte do nosso crescimento: novos amigos, parentes que se aproximaram ou que partiram, mas que deixaram a sua marca... E também a saudade, é claro!

Mesmo que hoje a gente ache que tudo esteja harmônico, cada vez mais trazemos algo de fora pra complemetar: conversas, olhares, novas idéias e muita vontade de continuar mexendo, tornando, assim, esse lugar uma espécie de obra inacabada e flexível, moldável como argila.

Agora, enquanto escrevo, mil momentos me vêm à mente e fico realmente emocionada por poder dizer que fomos conquistando espaços; talvez essa seja a razão pela qual me emocione tanto quando alguém diz que está se mudando, vendendo, comprando, alugando e até demulindo sua residência.

Deu vontade de mexer nos guardados e pegar o Alemão pra olharmos as fotos, relembrarmos as conversas, os sonhos e os projetos que tínhamos, as coisas que conquistamos e analisarmos como nossas metas foram se modificando a cada novo membro que chegou: a compra do primeiro cão (Patrick), depois a adoção de um vira-lada maneiro (Bob Esponja), mais tarde a tão sonhada primeira gestação que nos trouxe a desafiadora Larissa, pra completarmos com a chegada do Caio, que nos convida a olhar pra tudo de um jeito diferente, mostrando que quanto mais simples e menos cheia de cacarecos, melhor fica a casa. - E é claro que vou fazer isso ainda hoje, depois que os pequenos dormirem!!!

A casa foi ganhando novos contornos: brinquedos, livros infantis, rabiscos nas paredes (sorte que inventaram as tintas laváveis!), pareces coloridas... E novos sabores também, porque as crianças nos fazem olhar até para os alimentos que circulam pela cozinha de uma forma diferente!

Eu adoro frutas, sopas, saladas, mas para atrair as crianças acho que a cozinha virou uma espécie de canto de alquimia. E parece que quanto mais natural, mais saboroso fica o alimento, enquanto eles ainda são pequenos. Meus filhos saboreiam as frutas com prazer. Mas a loira já chegou àquela fase em que tudo parece nojento, já que começou a conhecer os sabores artificiais e se identificou com a alimentação cheia de tranqueiras de alguns amigos, mas ainda sem ter abandonado completamente, graças a Deus, a naturebice que aprendeu em casa.

Então, de certa forma, acho que minha casa, em sua complexidade, é um lugar mais simples e muito mais bacana do que aqueles locais planejados e assépticos, mas por isso mesmo é um lugar onde me sinto completa e feliz. E percebo que cada vez mais gente gosta de vir aqui... talvez seja reflexo de tudo isso!

Beijos, bom feriadão!


Hoje é dia de blogagem coletiva e o tema é VIDA SIMPLES NO LAR!
Embora ontem tenha postado algo que passa perto, vou escrever algo assim, nessa linha, sobre o LAR. Mas pode ser amanhã, que hoje eu corri pra caramba e estou exausta?


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...