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Teses (com ou sem fundamento) sobre casamento - parte 1

Tem tempo que observo a minha vida e a alheia, é a mais pura verdade. Algo que nunca pensei que fosse acontecer era me juntar a amigas num encontro entre casais, pra ficar falando mal do marido. Achava o cúmulo. 


Com o passar do tempo, me peguei pensando as mesmas coisas que já tinha ouvido nessas ocasiões e em conversas com amigas mais próximas sobre a vida a dois notei que geralmente cai-se no lugar comum e permanecem algumas idéias constantes sobre relacionamentos dos casais.




As queixas deles:

  • As mulheres são todas iguais.
  • Nunca o que eu faço é bom o suficiente.
  • Após o nascimento dos filhos, elas deixam de ser sexy.
  • Não é minha culpa se ela não vai malhar com as amigas há 3 meses. 
  • Ela não percebe que quero ter um tempo só pra mim quando chego do trabalho, faz cobranças e não estou com cabeça pra ficar mais do que 10 minutos com as crianças.
  • Ela sempre reclama que as responsabilidades aumentaram e que não percebo tudo o que precisa ser feito por causa dos filhos.
  • Os filhos viraram prioridade delas. Não sobra mais tempo pra mim!
  • Programas em família (a dela) são obrigação.
  • Elas não crescem, são imaturas.
  • O tempo fez desaparecer a iniciativa e a criatividade dela, especialmente para o sexo. Ficou algo automático.
  • Ela ficou acomodada.

As queixas delas:
  • Os homens são todos iguais.
  • O que eu faço nunca é bom o suficiente.
  • Não é minha culpa se ele não vai pro futebol com amigos há 3 meses.
  • Após o nascimento dos filhos, eles deixam de ser sexy.
  • Ele não compreende que preciso de um tempo só pra mim e que nunca acontece quando chego do trabalho - nem depois de as crianças dormirem, pois estou acabada.
  • Ele sempre reclama que as responsabilidades aumentaram e que não percebo tudo o que precisa ser feito por causa dos filhos.
  • O trabalho virou prioridade. Não sobra tempo nem pros filhos, nem pra mim!
  • Programas em família (a dele) são obrigação.
  • Eles não crescem, são imaturos.
  • O tempo fez desaparecer a iniciativa e a criatividade dele, especialmente para o sexo. Ficou algo automático.
  • Ele ficou acomodado.


Bem, se isolados o homem e a mulher pensam as mesmas coisas sobre um relacionamento que é dos dois, por que não conseguem dizer isso um ao outro e transformar juntos?
Isso dá pano pra manga!


DR: detonar ou discutir a relação?

Diálogo não me parece algo difícil, mas vejo que sempre é complicado pra muita gente, especialmente pra minha família. É um tal de "fala pro fulano", "diz pra ela que...", "quem sabe tu, que tens mais jeito, faz o meio de campo"... Affe!

Eu, que gosto de falar pra caramba, detesto ser intermediária, já me conformei em ouvir essas coisas e fazer o papel de moleque de recado de vez em quando, mas as coisas não aprecem evoluir muito.

Só que quando as coisas são comigo, tipo falar das coisas que me incomodam, estou tentando (não necessariamente conseguindo) me policiar pra fazer as DRs mais eficientes, não apenas no casamento. Porque descambar e virar mágoa eu sei fazer bem, infelizmente. Quem não sabe?



Já saíram manuais sobre como devemos dialogar com pais, filhos, maridos e animais de estimação e a receita parece ser muito semelhante para todos os casos: ser objetivo, não partir pra acusações, elogiar as coisas boas e aí dizer o que realmente quer... Quem consegue sempre fazer isso? - Acho que bem poucos têm essa "sabedoria" toda.

Engraçado, mas raramente chamamos alguém pruma conversa assim "precisamos conversar" se for pra dizer EU TE AMO, elogiar, mas quando a coisa começa assim, todo mundo se posiciona na defensiva, porque sabe que lá vem bomba.

O dedo em riste, a acusação, o falatório podem começar e não ter mais fim, especialmente se não estamos prontos pra ouvir, já que diálogo pressupõe a participação de pelo menos 2 partes. Também complica se batemos sempre na mesma tecla... Porque alguém fica falando sem parar (geralmente, nós, mulheres) e o outro se limita a ficar com olhar de peixe morto, sem saber como aquela avalanche de desabafos começou e nem onde vai parar.

Daí vem aquele silêncio incômodo, às vezes um choro de raiva por não conseguir retorno, o tirar coisas do baú, ou o medo de dizer o que sente, a falta de disposição para a conversa, por sentir que conflitos não se resolvem.

Já vivi tudo isso e ouve um grande hiato entre mim e meu marido, mas também vejo acontecer em outras relações, não apenas as minhas. E acumular só leva a uma provável explosão, onde cobranças, chatices e atitudes mais radicais levam a uma ruptura que nem sempre tem volta.

Por isso mesmo, tenho tentado resgatar coisasbacanas nas minhas amizades, no namoro com meu marido e com as crianças e comigo mesma, pra não cair no niilismo, mas conseguir sempre ser mais otimista e feliz.

Aniversário de casamento de mãe e pai


As luzes que já foram de velas, são substituídas pelo iluminado sorriso dos filhos. O silêncio e os sussurros, pelas risadas rasgadas pelas novidades que os pequenos apresentam. Descobertas de alegrias diferenciadas a cada novo aniversário de casamento...


Fomos comemorar antecipadamente nosso aniversário de 11 anos de casamento no civil hoje, porque amanhã o Caio fará frenotomia, pois tem a língua presa. Imaginamos que após sedação, anestesia local, cauterização e afins, ele ficará mais sensível; talvez role um clima mais de cuidadores e hoje ficou sendo nossa "grande noite", com direito a ver o pequeno se deliciar com homus e babaganush, coalhada e quibe.


A Lalá tinha ido dormir na casa da vovó Titita, já que amanhã sairemos cedo pro Hospital. Estava faceira por ter sido convidada para curtir os mimos dos avós e do dindo. Mas ela fez falta, embora estejamos desejando maior privacidade... Será que ser pai e mãe é viver com o coração dividido?

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