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Hoje é dia de festa das mães na escola!

Essa foto é uma recordação de nossas folias na festa de dia das mães de 2008. Hoje minha coluna pede que eu não invente coisas assim, mas teremos festa com direito a fotos com altas produções, é o que diz o bilhetinho da Profe Magali.

Estou doida pra ver, afinal a Larissa anda cantando aos sussurros e ensaiando coreografias "secretamente", pois é muito barriga-fria, assim como a mãe dela. E a curiosidade, que estava sob controle com a função de arrecadar as mensagens da festa do caderno, agora veio à tona,
Hoje é o dia e espero que seja um momento de trégua, de carinho entre os altos e baixos emocionais da minha pimenta malagueta.

Temos direto tido nossos momentos de carinho, mas os estresses têm sido tantos...
Agora estou animada, faceira mesmo e pensando se o Mano vai junto, porque os pequenos não agüentam ficar quietos em apresentações, não é mesmo?

Estou pensando em inclusive ir apenas com a minha mãe, que adora participar da vida cultural na neta e fazermo um programa só de meninas... Acho que será bem divertido!!!
De repente jantarmos fora, num lugar bem gostoso (não, não vou levar ao Mac, ao Habbib's nem à pastelaria do Cenoura, que ela adora, porque a festa é das mães, então me sinto no direito de escolha).

E como estamos num período de muitos agitos ao mesmo tempo, no fim de semana estamos para curtir um dia de família "nuclear", como diz uma das minhas amigas psicólogas, na serra gaúcha, mais provavelmente em Bento Gonçalves. Assim, meu presente será, além de sair de POA, rever uma amiga de infância que eu amo muito e conhecer o filhotão dela... DELÍCIA!!!

Festa do Caderno

Gente, a professora da Lalá inventou uma moda que está sendo a maior curtição pra nossa família: uma celebração dos progressos cognitivos, de escrita, de leitura enfim, da vida de uma aluna de primeira série do ensino fundamental.


Temos de fazer uma surpresa para ela, com mensagens dos avós, tios, padrinhos, primos, pais, MANO, é claro, amiguinhos, que serão entregues numa festa que ela nem cogita, nem os coleguinhas poderão adivinhar, porque a graça toda está mesmo em que ela receba seu caderno pautado sem perspectiva maior do que a de páginas em branco e se emocione muito com tudo o que encontrar lá dentro.







Nesse mesmo período, coincidência ou não, depois do incêndio que aconteceu lá no prédio da vovó Titita, minha mãe, rolou uma superfaxina em que acabei recebendo desde materiais dos tempos de faculdade até livros de recordação, questionários (lembram disso????), diários, agendas... Muitas recordações ótimas dos tempos de criança e adolescente que viraram uma curtição em casa, ainda mais que algumas dessas amigas que deixaram suas mensagens nos nossos tempos de piás são do convívio da Lalá.



Nisso, muitas coisas têm acontecido que mexem com nossas emoções, como reencontros com amigos e companheiros de jornada, dando uma sensação ótima de que essa vida é para cultivarmos experiências que no futuro serão ótimas de relembrar.


Ontem, no festival de balonismo, por acaso encontramos o ALCIDÃO, o funcionário do Instituto de Biociências dos nossos tempos de futuros biólogos formados pela UFRGS... Vi meu marido emocionado, olhos cheios de lágrimas ao perguntar: - Aquele ali é o... o... Alcides, que dirigia o microônibus da faculdade nas saídas de campo?


Tchuuuuum! Imediatamente novas histórias povoaram nossas mentes e fomos lá nos apresentar pro cara; UAU, ele lembrava vagamente de nós, recordamos algumas histórias e saímos um pouco mais leves por ver que, como diria Cazuza, "o tempo não pára", mas que deixamos pegadas pelos caminhos trilhados.


O Caio ainda é pequeno para entender, do alto de seu 1 ano e quase 4 meses, mas a loirinha perguntou e nós fizemos questão de partilhar experiências de nossos tempos de alunos.


Ela parece estar se envolvendo nesse clima todo sem perceber que culminará na FESTA DO CADERNO, ora vendo como era a letrinha do Dindo Max na terceira série, que coisas se passavam naquela época, o que estudávamos... As respostas espontâneas e até absurdas que dávamos às questões formais sobre seres vivos ("Existem os terrestres, aquáticos e humanos"!), quem eram nossos colegas, como era a moda, com que brinquedos costumávamos brincar, as cantigas que acompanhavam nossas peraltices e que continuam fazendo a alegria da meninada...


Bom, fico viajando na maionese porque essa vida de participar da vida dos filhos nos permite recordar, reviver e não precisar deixar de ser um pouco criança com total entrega!

"... emoções há muitas na vida, e de todos os tipos, mas raras se comparam em intensidade àquelas que a gente tem quando se compra o primeiro caderno escolar. De cinqüenta folhas ou cem, pautado ou sem pauta, humilde u sofisticado, não importa: o primeiro caderno é o símbolo de uma nova etapa. De uma nova vida. Pois as páginas em branco, modestas e radiantes em sua pureza, são exatamente isto: uma prova de renovação, de início de vida. Mesmo quando a sua vida ainda está no início." (Moacyr Scliar)

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