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Marido não é filho, graças a Deus! Ou: "não era amor, era cilada"!

Cenário 1: me despeço do marido e do filhote para ir ao happy-hour que começou às 21hs com as mães de amiguinhas da Lalá. Ela, por sinal, passou a noite em casa de uma dessas amigas. Os dois "meninos" da casa ficam ótimos, claro, aproveitando a noite como gostam: vendo filmes, jogando no iPad, tendo seu momento juntos. 


Cenário 2: Em uma loja de roupas masculinas, dá-se a cena: boa parte dos homens perdidos no meio de araras, enquanto algumas mães (algumas idosas, de filhos mais que barbados), esposas e namoradas aguardavam que seus acompanhantes experimentassem as roupas  e se decidissem sobre o que levariam (ou não). Muitos não pareciam ter ideia do que faziam ali, se sentiam embaraçados ou, pelo menos, desconfortáveis. Alguns esboçavam vergonha depender desse aval ou pressão para comprar as próprias roupas. - Sim, sei que existe uma fama de que homens não gostam de sair para fazer compras. Mas... Nem para si mesmos???






Imagem: http://economia.ig.com.br/




E aí foi que parei para pensar como muitas dessas mulheres, que lá estavam, tomavam decisões por esses homens: cor, modelo, a camisa certa para tal ocasião, enfim, faziam aquilo que hoje faço pelo Caio, que tem 3 anos, mas que já faz tempo que tem seus momentos de escolher que roupa usar e sabe dizer na ponta da língua que sua roupa preferida é a fantasia do Batman, que insiste em levar às terças-feiras para a escola porque é dia de brinquedoteca e lá é permitido trocar o uniforme pela fantasia e tem até um cabideiro cheio de opções.


Teria muitos cenários a relatar, mas... Algo do que falei aqui é estranho à mulherada?


Nesse universo de "criar uma criança" (estranho, as palavras parecem dizer que se trata de alguém sem personalidade nenhuma, mas desde o primeiro dia já foi despontando a de cada filho, não sente-se assim?), muitas vezes fazemos diferença na forma como direcionamos e ensinamos uma menina e um menino quanto às suas responsabilidades, aos seus limites e ao que lhes é permitido fazer. Por isso, juro que tento que o Caio tenha noção de que a roupa que ele tira para tomar banho precisa ser lavada e que, então, nada mais justo que, assim como a Larissa, pode levá-la ao cesto na área de serviço do apartamento, por exemplo. 


Histórias como a da Branca de Neve, que chega para organizar a vida dos sete anões, não é nada sutil em dizer qual deve ser o papel de uma mulher na vida de um homem; ela não apenas é protegida pela presença masculina, posteriormente salva pelo príncipe, mas é ela quem vai fazer a sopa e a torta, encantar com sua beleza, arrumar a casa... E isso não é o que desejo para a minha filha! E vale o mesmo para o Caio! Não desejo que ele apenas entenda de futebol e carros, embora sejam os temas que o interessam agora. - Claro, ela precisará saber se virar, se alimentar, organizar a casa dela para viver num ambiente "habitável", mas terá opções além dessas de quais papéis deseja viver na sociedade em que é membro importante para o funcionamento. E, caso escolha ser dona de casa e mãe em tempo integral, será apoiada, se for um desejo verdadeiro.


Imagem: http://blog.death-animes.com/archives/9788




Vejo que é comum também o comentário entre amigas sobre sogras que ficam pitacando sobre como "adestrar", ou conduzir o relacionamento com seus filhos, a pretexto de que o entendimento do casal seja perfeito. Ora essa: elas querem é que o esquema em que os acostumaram continue o mesmo, pois não gostam de ser questionadas sobre como os educaram! Daí muitas as piadas sobre a disputa entre noras e sogras! Graças a Deus, maridos não são filhos (nossos), são adultos criados e que têm muito potencial para continuar se desenvolvendo, aprendendo nas trocas e com o relacionamento conosco e com o mundo!


Imagem: http://pt.dreamstime.com/




Por isso, posso dizer com alegria que abri espaço para que a frase "tu não és a minha mãe" não volte a ser repetida em minha vida. Porque estou falando de coisas que eu fazia até pouco tempo atrás! Aí faria sentido dizer que aquela música "não era amor: era cilada (cilada, cilada, cilada!)", fazia sentido, não pode-se dizer que sufocar o outro dizendo através de gestos que ele é incapaz ou que deve se acomodar é sinônimo de amor. Porque estou deixando que ele pense sobre o que gosta ou não em muitos aspectos, tome decisões e sinta-se à vontade para diversas coisas. Mas como sou ansiosa e me acostumei a sair fazendo diversas coisas, é uma tentação difícil de suportar. Mas quando conseguimos avançar e dizer que fomos mais fortes que ela, é tããão bom!!!



BC #servoluntariovaleapena

Todo dia é de ser voluntário. Todo santo dia há causas nobres nos chamando para provocar mudanças no que é banal, no que passamos "batido", no que nem costumamos prestar atenção.

Uma vez ouvi falar de uma tese defendida por estudante da USP, sobre a invisibilidade das pessoas que fazem os trabalhos mais humildes em nossa sociedade. Ele fez parte do grupo de limpadores de sua universidade e sentiu de perto o que significava ser ignorado e até rechaçado por trabalhar com aquilo que ninguém quer, com aquilo que, literalmente, desprezamos: o lixo.


Foto: www.velhosamigos.com.br



Muitas pessoas são tratadas como escória em nossa sociedade, desde os mais tenros anos. Imaginem o que significa ser filha de um presidiário e de mãe desconhecida, ou que faleceu por ser usuária de drogas; ou ser fruto de um relacionamento fortuito e nem pai nem mãe quererem ter o rebento ao seu lado. Crianças que cresceram esperando por uma família que as adotasse. Ou, simplesmente, a miséria familiar era tanta, que assistentes sociais recolheram a criança, para  seu próprio bem...


[Então que "fazer o bem sem olhar a quem" não me é possível; tem de ter olho no olho, tem de haver cumplicidade. Mesmo em voluntariado com crianças com paralisia cerebral busquei que houvesse empatia, enquanto eu, novinha, ouvia algumas pessoas dizerem que  elas não estavam entendendo nada - e quem não compreende um gesto afetuoso?!]

Me deparei com essa realidade bastante diferente da que vivi, quando morava em São Paulo e procurava um trabalho voluntário para me inserir; o voluntariado sempre fez parte da minha vida através das iniciativas da minha mãe e, estando longe de casa, queria fazer da nova morada um local onde esse valor, o da solidariedade, continuasse presente. Parti para a busca em sites de voluntariado, que pareciam estar começando a se organizar. Encontrei uma instituição que me pareceu bastante séria, chamada Maria Helen Drexel - o que comprovei assim que preenchi uma ficha e conversei com a assistente social que fazia uma seleção de voluntários e os designava para lares onde residem crianças nas mais variadas situações.

Era o ano de 2001 e comecei conhecendo um grupo de meninos e meninas de 0 a 12 anos, todas elas sendo criadas em um lar na Chácara Santo Antônio, por um casal que, além de abnegado, tinha valores morais bastante definidos e que conseguia colocar em prática tudo aquilo que se pensa sobre amor desinteressado: mantinha um grupo de pessoínhas de diversas origens unido, se auxiliando, se amparando em todos os momentos.


Foto: www.tribune.com.pk


Comecei dando reforço escolar para os meninos mais velhos e, na medida em que fui me envolvendo com eles, mais ficava evidente o quanto minhas idas com hora marcada se tornaram um evento muito especial para todo mundo na casa. Ia para auxiliar em diversas disciplinas, não apenas ciências biológicas, mas acabava tendo o momento do colo para todas as idades, o chamego, o "eu te amo" tão espontâneo que sentia que o desejo de fazer diferença a alguém era meu, mas que quem estava provocando mudanças em mim eram eles.

Com autorização da instituição, @paulodedalus e eu levamos os meninos mais velhos ao cinema e para conhecer a nossa casa. Comemoramos o aniversário do maridex lá, com as crianças, fazendo uma festa-surpresa tendo um bolo gostoso, suco, cachorro quente e violão para animar ainda mais! Imaginam a folia?

Não me sinto autorizada a publicar as fotografias das crianças, mas posso garantir que, se alguém conheceu de perto o brilho no olhar de uma criança realmente feliz, pode estender suas mãos e disponibilizar uma hora de sua semana ao voluntariado, que é garantido que verá esse brilho novamente, muitas vezes. E poderá dizer, também, que semeou esperança e futuro. Porque eu acredito no que faço, quando estou trabalhando com educação. Mas quando o trabalho é voluntário, posso dizer sem dúvidas que #servoluntariovaleapena.


Torço para que hoje e sempre aquela gurizada que conheci na Associação Helen Drexel possa dizer: "Minha vida não saiu como planejei, mas ainda é a minha vida", como diz o sábio Fabrício Carpinejar, e faça dela algo melhor do que aqueles que cruzaram os braços previam.



O dia de hoje foi de comemoração pelo trabalho voluntário, em âmbito internacional. 

Se você não conhece locais sérios ou gostaria de ver onde estão precisando muito de pessoas com disposição de ajudar, dou aqui algumas outras dicas, já que aqui no blog sempre falo sobre o tema:

www.redebrasilvoluntario.org.br

www.voluntariosonline.org.br

www.planetavoluntarios.com.br

www.projetopescar.org.br


E há ainda muitas outras formas de colaborar... Use a imaginação e invente uma!





Dia do Meio Ambiente: ambiente pela metade, quem quer?

Hoje é um dia mais que especial. Aniversário da Vovó Titita, minha mãe, já diz muito. Ela é especial em muitos sentidos e me ensina diariamente sobre muitas coisas que nenhuma faculdade seria capaz.
Su grata a ela pela paciência, pelo carinho, pela dedicação... Mas algo em especial foi ela que semeou em nós, seus filhos - tenho certeza de que posso falar pelo Max - a gostar e valorizar a natureza.

O gosto pelo contato com a terra, colocar os pés na grama, observar as formiguinhas (acho que é hereditário, pois o Caio adora!), contemplar agradecida o pôr-do-sol, são coisas que me fizeram sempre querer conhecer e entender melhor o ambiente em que vivo. Já meus filhos não têm o mesmo contato que eu tinha com animais e plantas, pois vivemos numa cidade que ficou maior, mas não conseguiu manter o mesmo padrão de arborização e, com boa parte da vegetação nativa tendo sido reduzida para dar lugar às construções, os animais nativos também estão procurando outros locais para viver, mas muitos deles morrem nessa procura dentro do ambiente urbano.

Num dia como o de hoje, me preocupo com o código florestal,  com a disputa pela posse da Amazônia que nós brasileiros parecemos não perceber e, portanto, não preocupamos com isso... Me ocorre que a velocidade do andamento dos projetos de tratamento de esgotos para tentaros despoluir grandes rios não seja suficiente para que nos sintamos mais leves e achemos que baste ensinar as crianças a não jogar lixo no chão para que fique tudo 100%.

Precisamos de educação de verdade para que nossos filhos possam conhecer para aproveitar sem detonar, entender e valorizar a natureza.

Ela tem pedido por isso silenciosamente...


Imagem: Traços do que vejo






"Se os rios e as florestas morrerem, os homens também perecerão de modo parcial. Todos nós somos Natureza, somos vida em abundância" (Hammed).

Dia do trabalho

Hoje é dia do mundial do trabalho. Além de um feriado (em 2011 caiu num domingo... pena...), temos também a oportunidade de pensar no sinificado de um dia dedicado ao "labor". 

O que significa "ganhar o pão com o suor do seu trabalho" para cada pessoa? Pode ser dar continuidade ao negócio da família; talvez o cumprimento de uma obrigação; talvez, uma tentativa de melhorar a situação atual; mas pode ser também um degrau para a realização de sonhos ou mesmo o próprio sonho sendo vivido.

Para quem tem saúde e pode trabalhar pode parecer óbvio, banal e até uma espécie de entrada na onda, algo que se faz sem pensar muito. Para quem não a tem, que vontade grande de realizar projetos!

Em muitos países as férias escolares são, para adolescentes, a entrada no mercado de trabalho. Os trabalhos temporários são incentivados pelas famílias como forma de valorização do empenho e do quanto obter o dinheiro com esforço próprio é importante para a formação do caráter de uma pessoa.
Estudantes universitários cumprem horas trabalhando em bibliotecas, lanchonetes e outros locais para subsidiar seus gastos com material escolar ou lazer.

E nós, brasileiros, como fazemos?

Quem é de família mais humilde, tem a bolsa família,  mas vemos muito trabalho infantil nas esquinas, gurizinhos e guriazinhas vendendo tranqueiras e guloseimas, ou mesmo a mendicância. Tem crianças que trabalham como guias turísticos, cortadores de cana, engraxates (ainda existem!!!), cantores em parques...



Mas essa não é a realidade dos meus filhos. E como fazer com que eles valorizem o trabalho, seja qual for?

Nós trabalhamos. Temos a satisfação de fazer com prazer, pois trabalhamos com o que gostamos e temos boas histórias para contar sobre os tempos de estudo e de prática diária.  Continuamos nos atualizando, também, e as crianças de alguma forma sabem disso. Mas isso não é suficiente. 

No momento em que as crianças têm tudo nas mãos, não conseguem visualizar que para conquistar as coisas é preciso dedicação e que leva tempo. E que não se ganha tudo o que se pede, que o que aparece na propaganda não está tão acessível quanto parece. Alé, disso, existe o merecimento...

Então, procuramos através de artifícios como um cofrinho para comprar um brinquedo no dia da criança, ou mesada - que ainda não fizemos (cada família tem seu método e estamos abertos às sugestões!!!),  ensinamos e pedimos ajuda nas tarefas de casa... pois todos fazemos parte desse ambiente, dessa pequena comunidade que, para funcionar, precisa da colaboração de todos.

Mas, se trocarmos a participação nas tarefas for trocada por prêmios, não sei se terá o mesmo efeito que desejo. A satisfação de se sentir útil, de aprender algo novo, de conversarmos enquanto um lava e outro seca a louça afim de que haja mais tempo para a família fazer outras atividades, acho que poderia bastar.

Sei que há famílias que prometem presentes, viagens, carros para quem conclui os estudos. Particularmente sou contra. Acredito, sim, que meus filhos mereçam nossa ajuda para conquistar seus sonhos, mas não desejo que só estudem se for para ganhar um carro zero quilômetro ou um apartamento.

Por isso, repasso a pergunta... como vocês abordam a questão do trabalho com suas crianças?  

*imagens: reprodução
 

O REIZINHO MANDÃO

Era uma vez um rei muito popular e justo para o seu povo, um dia o rei morreu e assumiu o trono seu filho um menino muito chato e mandão.

Ele queria mandar em todas as coisas do seu reino, fez leis absurdas como dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês e outras tantas tolices.

O tempo todo ele mandava todo mundo calar a boca, até de seus conselheiros.
O povo ficou com tanto medo dele que ninguém mais no reino sabia falar.
Quando todas as pessoas pararam de falar, ele ficou entediado.

Então resolveu ir ao reino vizinho procurar um sábio para fazer seu povo voltar a falar.
Esse sábio explicou que, para o seu reino voltar a falar era preciso achar uma criança que soubesse falar, e essa criança quebraria a maldição.

E então o Reizinho Mandão saiu em busca da criança, e acabou por encontra-lá. E ela falou: "-- Cala a boca já morreu! Quem manda aqui sou eu!".

Nesse instante o reino voltou ao normal com todos falando e alegres.

O Reizinho, dizem, foi embora na forma de sapo, esperando que uma princesa o encontre, e o transforme em um príncipe.

(Ruth Rocha, em: O Reiinho Mandão. 
Ed. FTD)                                                                                               

Que tipo de reizinhos governarão nosso mundo? Que filhos deixaremos para um mundo que pretendemos que seja sempre melhor?

Essa pergunta tem me assaltado a cada novo teste, nova tentativa de alargar os limites e de controlar os pais que vejo os meus filhos e as crianças dos outros fazerem.

Acho natural que os filhos questionem nossos motivos, nosso jeito de educar, mas acho também que precisamos manter nossos princípios em muitos momentos sem radicalismos, claro, mas deixando claro que temos objetivos com a educação que estamos dando.

Desejo que, de fato, ao persistir em não deixar para a escola que assuma o meu papel, em me escabelar muitas vezes por conta dos desafios diários que são colocados, esteja plantando os pés dos meus filhos no chão. Na realidade, onde não haverá servos a todo o momento fazendo suas vontades e baixando a cabeça dizendo amém para tudo o que eles mandarem e desmandarem.

Por isso, gente amiga... continuo engajada. Lotada de vontade de que o meu projeto dê certo, com toda a minha dedicação!!!




Sustentablidade: Da utilidade dos animais

Como vocês sabem, sou professora de biologia. É um título que guardo com carinho dentro do coração, pois minha família sempre me estimulou, no contato diário, a ter respeito e atitudes que a conservem ou preservem. 

Nos últimos dias tenho participado de alguns debates a respeito da preservação da natureza e as atitudes ecologicamente corretas (sem ser eco-chatas) estão em alta nas redes sociais. Através da @samegui conheci o grupo de discussão do Facebook chamado Vida Sustentável, onde se fala sobre atitudes e conhecimentos que podem colaborar para que se chegue ao objetivo de ter uma vida que, sim, tenha conforto e satisfação, mas sem precisar degradar o meio ambiente.

Imagem: TV Ecológica

Foi pensando hoje enquanto lavava a louça que me lembrei dum texto ótimo, de Carlos Drummond de Andrade, um autor que admiro desde sempre, que pode ilustrar o quanto nosso raciocínio está pautado em um olhar sobre a natureza que precisa ser revisto, senão não haverá como desejar que nossos filhos assimilem os conceitos de sustentabilidade. Não é um problema apenas da escola, já que ela ensina o que a sociedade elege como conhecimento válido e formalmente aceitável.

Talvez muitas de vocês conheçam a coleção de onde foi retirada essa reflexão. Por isso vou compartilhá-lo com vocês e peço que dividam o que vem à mente quando lêem esse texto.

Da Utilidade dos Animais


(Carlos Drummond de Andrade)


Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios.

 
- É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca... Todos ajudam.

- Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
 
- Aquele?   É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pêlo se fazem perucas bacaninhas. E a carne, dizem que é gostosa.
 
- Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
 
- Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo.   Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
 
- Ele faz pincel, professora?
 
- Quem, o texugo? Não, só fornece o pêlo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
 
Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a
utilidade do canguru:
 
- Bolsas, malas, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente.   Não falando na carne. Canguru é utilíssimo.
 
- Vivo, fessora?
 
- A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz... produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pêlo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc.
 
- Depois a gente come a vicunha, né, fessora?
 
- Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a crescer...
 
- E a gente torna a cortar?   Ela não tem sossego, tadinha.
 
- Vejam agora como a zebra é camarada.Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem?
 
- A carne também é listrada? - pergunta que desencadeia riso geral.
 
- Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber  direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pingüim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza.Pensam que só serve para brincar?   Estão enganados.Vocês devem respeitar o bichinho.   O excremento -  não sabem o que é? O cocô do pingüim é um adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito com a gordura do pingüim...
 
- A senhora disse que a gente deve respeitar.
 
- Claro. Mas o óleo é bom.
 
- Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa.
 
Javali - imagem: http://www.culturamix.com
- Pois lucra. O pêlo dá escovas de ótima qualidade.                   
 
- E o castor?
 
- Pois quando voltar a moda do chapéu para homens, o castor vai prestar muito serviço.   Aliás, já presta,com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar um bom exemplo.
 
- Eu, hem?
 
- Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living de sua casa. Do couro da girafa, Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pêlos da cauda para Teresa fazer um bracelete genial. A tartaruga-marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não calculam.   Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia.   O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa...  O biguá é engraçado.
 
- Engraçado, como?
 
- Apanha peixe pra gente.

- Apanha e entrega, professora?

- Não é bem assim.Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.

- Bobo que ele é.

- Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras. Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?

- Entendi. A gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pêlo, o couro e os ossos.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Da utilidade dos animais. In: Para Gostar de Ler - vol. 4. São Paulo: Ática, 1988.

Reportagem da Zero Hora: "Pais não estão preparados"

"Pais não estão preparados", diz promotora que exigiu censura em Tropa de Elite 2

Para Simone Spadari, classificação indicativa é baseada em análises psico-sociais e deve ser respeitada


 Os pais não estão preparados para dispor sobre isso.

É com essa frase que a promotora Simone Spadari, do Ministério Público de Santa Cruz do Sul, explica uma decisão polêmica tomada na última semana. Ela exigiu que a classificação indicativa do filme Tropa de Elite 2 seja respeitada no cinema da cidade e proibiu que menores de 16 anos entrem na sala onde é feita a exibição, mesmo que estejam na companhia dos pais ou responsáveis.

Muitos pais chegam a discutir com os atendentes dizendo "o filho é meu, ele vai entrar". Mas é preciso entender que há determinados interesses sobre os quais os pais não podem dispor explica a promotora de Justiça.

 Você concorda com a necessidade de classificação indicativa nos filmes? Dê a sua opinião

Simone foi alertada para o caso quando viu uma carta escrita por um leitor a um jornal da cidade. Na página, estava relatada a presença de uma criança de 10 anos em uma das salas de exibição. O menino, acompanhado dos pais, assistia ao filme, que foi classificado pelo Ministério da Justiça, como inadequado para menores de 16 anos.



A promotora, então, exigiu que o gerente do cinema local tomasse medidas para garantir que isso não ocorresse novamente. Ela recomendou que cartazes fossem colocados na bilheteria alertando o público para a proibição da entrada de menores de 16 anos nas salas em que Tropa 2 está sendo exibido e, também, que uma pessoa fosse designada para prestar esclarecimentos aos pais que insistissem entrar no cinema com os filhos menores.

A justificativa para isso é simples, segundo ela: crianças e adolescentes menores de 16 anos não têm maturidade emocional para compreender esse filme como uma obra de ficção, que pode ter inspiração na realidade, mas não é parte dela.

As cenas são muito violentas para a criança, que ainda não está com maturação suficiente para assimilar as imagens e mensagens desse filme. Ele não só expõe violência explícita, de execução sumária, mas também implícita, de tráfico de influência, de corrupção. E é preciso estar melhor preparado para fazer a interpretação explica Simone.

Segundo a promotora, os pais precisam respeitar a classificação indicativa e vê-la como uma aliada, uma vez que ela é definida com base em uma série de análises psicossociais e comportamentais e serve para auxiliar no desenvolvimento da criança e do adolescente.

É muito difícil ser pai, hoje em dia, porque se eu exerço a interdição, no sentido de eliminar os excessos, inevitavelmente eu serei questionada pelo meu filho. Porque o coleguinha dele tem os pais mais liberais, que permitem fazer coisas que eu não permito. Mas isso não é motivo para ir contra esse tipo de determinação  diz.

A recomendação da promotora está em prática no cinema de Santa Cruz do Sul. Caso ela seja desrepeitada, e um novo caso seja registrado, pode ser ajuizada uma ação civil pública que, através de uma sentença condenatória na Justiça, exija o cumprimento da recomendação. Os pais que levarem os filhos menores de 16 anos ao cinema nesse caso, podem responder junto ao Conselho Tutelar sobre o descumprimento.



Entenda como é definida a classificação indicativa

Antes de estrear nas salas de cinema de todo o país, qualquer filme precisa passar por uma classificação, feita pelo departamento chamado Classificação Indicativa, do Ministério da Justiça. Os classificadores passam por três fases distintas de trabalho, tendo sempre em vista a análise do grau de conteúdos relacionados a sexo, drogas e violência.

Na primeira fase do trabalho, o classificador analisa o perfil das personagens e de seus relacionamentos, as ações e condutas contracenadas, os efeitos sonoros e visuais contemplados, o grau de nudez nas relações sexuais, os instrumentos utilizados pelos personagens nas cenas de violência e o tipo de droga abordada na obra.

Com base nessa avaliação, faz-se a descrição temática do filme. Levando em conta o contexto, avaliam-se quais temas estão expressos na obra. Ao observar como esses temas são tratados, é possível ver de que forma estão expressos, na obra, os princípios constitucionais que regem o país. De acordo com a Constituição, produtores e emissoras devem dar preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, bem como respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Depois dessas avaliações, o filme é classificado como livre ou inadequado para menores de 10, 12, 14, 16 ou 18 anos. O Ministério da Justiça classifica, em média, 10 mil obras audiovisuais por ano, com índice de aceitação que ultrapassa os 90%, tanto das empresas quanto da sociedade, segundo pesquisa do órgão.

A reportagem foi compilada do Jornal Zero Hora: http://zerohora.clicrbs.com.br/

Texto de Rosely Sayão: Com que roupa?

Separei esse texto da excelente psicóloga Rosely Sayão para compartilhar.  

Na escola da Lalá o uniforme cada vez fica mais "fashion", mas continua de uso obrigatório até o fim do ensino médio. Eu adoro ( a gurizada também!)! E vocês?

Há variedade de modelos, pra ajudar os alunos a aderirem ao unfirme
COM QUE ROUPA?


As chamadas boas maneiras foram abrandadas, depois criticadas e, por último, esquecidas


Uma escola promoveu reunião para os pais de alunos que terminam o ensino fundamental este ano e iniciam, no próximo, o ensino médio.


Um dos temas abordados e que gerou grande interesse na discussão foi a não obrigatoriedade do uso do uniforme para esse ciclo.


O argumento da escola para liberar a presença dos alunos nas aulas sem o uniforme foi o de que, nessa idade, os jovens preferem usar roupas informais.


Já alguns pais pediam seu uso por uma questão de economia apenas.


Esse tema me lembrou dois fatos. O primeiro foi a conversa que tive, pouco tempo atrás, com uma executiva de empresa multinacional que lidera uma jovem equipe. Ela contou, na época, que enfrentava uma situação bastante constrangedora para ela: ter de falar com seus funcionários a respeito das roupas que eles não deveriam usar no ambiente de trabalho, por serem inadequadas. Aliás, vários diretores de escola e coordenadores já tiveram de fazer o mesmo com alguns professores.


O outro fato foi a observação que fiz em horários de entrada ou saída de escolas de ensino médio.


As roupas que alguns alunos usam são próprias para a praia, para o período de férias ou mesmo para uma reunião entre amigos. Vemos até garotas vestidas com roupas provocantes, extremamente curtas e decotadas.


Que tipo de roupa usar em determinadas situações? Como se comportar em diferentes locais da comunidade?


Qual o tom de voz apropriado para uma breve troca de ideias com o colega na sala de um cinema etc.?

Os manuais de boas maneiras ou de etiqueta já não fazem o mesmo sucesso experimentado décadas atrás, e perguntas como essas já não têm respostas únicas.

E agora?


Com mudanças velozes nos costumes, no comportamentos e nas regras, e a introdução na vida cotidiana de novos hábitos como o uso do telefone celular, por exemplo, são tamanhas transformações na convivência social que as chamadas boas maneiras foram inicialmente abrandadas, depois duramente criticadas para, em seguida, serem esquecidas.


Agora, entretanto, têm sido evocadas em diversos ambientes e por várias instituições. Famílias e escolas, por exemplo, têm se debruçado sobre essa questão.


É compreensível: num momento em que vivemos uma crise de civilidade, a cortesia, a gentileza, o respeito e a polidez no trato com o outro parecem ser bons remédios para acalmar a generalizada grosseria e a agressividade reinante nos relacionamentos interpessoais.


Precisamos reconhecer que já não é mais possível apontar maneiras únicas de se portar na relação com os outros, nos mais diversos locais e situações.


Ao mesmo tempo, precisamos também considerar que a vida pública e os relacionamentos sociais precisam ser mediados por algumas normas e essas sempre estão referenciadas a alguns princípios e valores.


Pensar no uso ou não do uniforme na escola considerando apenas a preferência juvenil ou os gastos familiares é ignorar que os mais novos precisam conhecer os valores e princípios que escolhemos para construir o presente deles e, logo, o nosso futuro.


Mas será que a maneira como nós temos conduzido esse processo irá permitir que eles façam escolhas bem informadas? Pelo depoimento da executiva citada antes e pelo ainda recente "caso Geisy Arruda", parece que não.

*Rosely Sayão é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)

Folha de S. Paulo, Equilíbrio, 2/11/2010
Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0211201010.htm
   



Mesmo de uniforme, a filha dá um jeito de fazer sua moda...

Vida simples na cultura da família


Hoje li do IG Delas que ter pais e livros em casa é muito mais produtivo que uma agenda lotada de atividades para as crianças. Uêpa! Tá na hora de levar a loira pra escola, já volto...

1h30min depois... Retomando o assunto...

Ler é tudo de bom e todo mundo tem uma idéia de que isso é verdade. Lemos blogs, jornais, revistas, muitas coisas pela internet. O acesso é fácil e muito prático, já que muitos dos artigos encontram-se gratuitamente disponibilizados. Mas ler livros e tê-los em casa é o que faz mais diferença, segundo a pesquisa citada no site.

Mais que isso, eu diria que ter pais que leiam diante e com os filhos é o que faz mais diferença, além de aumentar o grau de educação, aumentando a intimidade, o diálogo que pode acontecer depois e durante as leituras em família... Sim, eu sei, livros custam caro. Mas nosso país é repleto de bibliotecas públicas e as bibliotecas escolares a partir de agora (pasmem!) serão obrigatórias em escolas públicas tanto quanto nas particulares.

Ler é bom, desenvolve a imaginação, a criatividade e é uma forma muito gostosa de viajar pelo planeta (pela galáxia!), pela história, gastronomia, política, mitologia... brincadeiras com fantasias feitas pelas crianças ou compradas ajudam a vivenciar as leituras nas brincadeiras enfim, assuntos não vão faltar!

Poder sentir nas mãos as páginas de um livro é uma das formas de estimular os sentidos, também. Quem nunca viu aqueles livros peludinhos, ou com sons, com ranhuras e que as crianças bem pequenas adoram? - Os livrinhos de cosméticos agora trazem páginas que ao toque, exalam perfumes. E também o olhar fica atento às figuras bonitas, diferentes das costumeiras e faz o coração acelerar ou diminuir a velocidade diante de paisagens, pessoas, cenas captadas por lentes e telas que são reproduzidas nas páginas de publicações. - Quem nunca ficou com água na boca diante duma foto de prato bem colorido de salada, de doce ou salgado?

Enfim, aqui em casa estimulamos a ciranda dos livros. Trocamos, emprestamos, herdamos, passamos adiante, retiramos na biblioteca da escola e fazemos questão de um hábito simples, que é a leitura antes de dormir. Aqui, a brincadeira associada é que a leitura faz a gente ter bons sonhos. Eu creio nisso!

Assim, a Lalá quis ler e se esforçou, sem grande ansiedade, até conseguir decifrar algumas palavrinhas, antes mesmo de chegar à primeira série, onde lê, agora, fluentemente. No vácuo, o Mano também adora herdar os livrinhos que só têm imagens e já tenta, do seu jeito, explicar o que vê, apontando com seus dedinhos e enrolando a língua pra se fazer entender.

Ambos têm seu "cantinho da leitura", prateleiras com seus livros preferidos. Também vamos com eles a feiras do livro, livrarias que tenham contação de histórias e mesmo as que não têm, para que conheçam a diversidade.

Então, acho que a leitura estimula o diálogo também. Assim como o passeio, o turismo, até a fotografia, pois às vezes fotografamos as crianças lendo (ih, vou ter de procurar aqui pra provar, mas deve estar tudo no DVD, não no computador!!!). E até os desenhos que fazem são cheios de detalhes, pois fazem questão de lembrar do que foi lido ou do que desejam inventar numa história que criaram a partir de uma leitura anterior.

Pra finalizar, acho que é mais simples o exemplo do que o discurso, as crianças sempre nos vêem com livros, revistas, jornais, palavras cruzadas, se interessam por saber o que lemos e uma coisa que não imagino ouvir deles é que estão de saco cheio por terem leituras para realizar para a escola.
* Lei que exige criação de bibliotecas atinge maior parte das escolas. http://ow.ly/1ThLb

AI, MEUS CATETOS!




Estava lendo agora o www.ciranda-cirandar.blogspot.com e encontrei um post maravilhoso sobre a questão dos limites na educação. No meu caso, cheguei ao limite das fichas que ando jogando com a minha pequena notável.





Ela é hiperativa, inteligente, curiosa, amorosa, criativa, brincalhona, mas... ultimamente parece estar na pré-adolescência, não com 6 anos!!! O mau-humor, a birra, a provocação, a irritabilidade parecem ter substituído muito do que era maravilhoso em nosso convívio.



Não digo que ela esteja fugindo completamente de ser a pimentinha que era, mas parece que ela saiu de dentro de um seriado americano da TV para adolescentes!


Comenta que a brincadeira preferida da turminha da escola é ser "Turma da Mônica Jovem", fala que coleguinhas já beijaram na boca... Assuntos que tento sempre tratar com normalidade. Mas ultimamente um preconceito expresso contra homossexuais que nós como pais nunca manifestamos (porque temos vários amigos de diversas opções sexuais) está presente: "eu não gosto de gays" ou "tenho amiguinhas que não são meninas de verdade, porque são meninos por dentro".



Olha, ela está dando nó em pingo d'água... Mesmo com conversas, me parece que a agressividade, os ciúmes da atenção dada ao irmão e muito mais estão vindo à tona com muita força. Ela disputa comigo a última palavra, a atenção do pai, a autoridade da casa... Tudo isso dizem que é previsível.


O que não previa era a minha incapacidade de, em alguns momentos, me acalmar. Consegui alguns reflexos físicos à tensão que toda a situação gera. Dores musculares, insônia...


O último castigo que apliquei foi hoje, e está me partindo o coração: tirei-a da G.R.D., esporte que ela ama praticar e vinha se preparando para uma apresentação com as amiguinhas que será no mês que vem. Essa foi uma decisão debatida e decidida com meu marido, que concorda que os castigos mais brandos como ficar sentada na cadeirinha, perder o aniversário de coleguinhas que ela tanto quer ir, ou de um outro programa bacana não está funcionando. - Isso tudo feito após conversas e mais conversas, historinhas e metáforas.


Bater, não quero nem pensar, pois vi a força que a reprimenda física tem em todos nós. Nela, ensina a resolver tudo no grito, na porrada, uma coisa que não educa, não faz pensar. A palmada dada uma vez pode se repetir, cada vez com mais força e dói demais, pois me sinto sem argumentos e partindo pro desespero. "Tapinha não dói" não se aplica nesse caso...


Mas, o que fazer, então?


Abro o espaço para a reflexão coletiva. Peço opiniões, broncas, puxões de orelhas virtuais, mas sobretudo alternativas.

Parei pra pensar...

"A educação é algo louvável, porém é sempre bom lembrar, de tempos em tempos, que nada que valha a pena ser aprendido pode ser ensinado."(Oscar Wilde)

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