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Blogueiras Causando!

Como vocês se sentem quando surge um convite para falar sobre seus blogs? 

Eu falo e penso sobre ele um bocado. Muito mais do que consigo escrever, afinal de contas, faço outras coisas também... Mas o Desconstruindo a Mãe é o meu 5º filho, já que Larissa, Caio, Patrick, Bob Esponja são meus pimpolhos. A cabeça está ligada aos textos que leio em jornais, revistas, blogs amigos que nem sempre consigo comentar... o corpo tem uma velocidade diferente da que o pensamento atinge.
Mas esse convite tem aparecido e vem de pessoas que não conheço pessoalmente, zero de in timidade, e num dado momento fiz um interrogatório para os jornalistas. Sabem o motivo? Fiquei muito ressabiada com aquela matéria infeliz que saiu detonando as mães blogueiras como se fossem malucas que desejam que suas crianças sejam misses ou participem de reality show.

Diante da promessa de que a entrevista significaria a oportunidade de dar voz às blogueiras sobre como se vêem e como a realidade virtual estava vinculada à vida real, topei. E não me arrependi.




Como vocês podem ver, as amigas Carol Passuelo, Camila Colla Duarte Garcia, Glauciana Nunes e eu que vos falo, estamos no encarte de 3 jornais de circulação na região metropolitana de Porto Alegre: NH, VS e Diário de Canoas.

Acho que como blogueiras nós podemos ter muitos embates, debates, dúvidas, polêmicas, mas acho que nenhuma das meninas que participou dessa reportagem se posicionou como formadora de opinião em seus posts diários. Somos, sim, pessoas abertas ao diálogo e que estamos atrás de informações, colaboração, compreensão e que compartilhamos nossas experiências com alegria e deixando inclusive que nosso jeito de lidar com as coisas seja criticado e até malhado... acontece. Mas vejo que temos demonstrado respeito a todas as opiniões que aparecem e que acabam contribuído para que nós façamos reflexão, também. 





De minha parte, digo que me sinto grata pela abordagem bacana que deram e pelo respeito ao depoimento que fiz, pois foi publicado tal como falei. Isso mostra que existem, sim, jornalistas sérios e que merecem ser prestigiados!

E, ainda essa semana estarei na Revista Vida e Saúde e no Correio Braziliense!!! Assim que sair, vou colocar aqui pra gente conferir juntas!

Reportagem da Zero Hora: "Pais não estão preparados"

"Pais não estão preparados", diz promotora que exigiu censura em Tropa de Elite 2

Para Simone Spadari, classificação indicativa é baseada em análises psico-sociais e deve ser respeitada


 Os pais não estão preparados para dispor sobre isso.

É com essa frase que a promotora Simone Spadari, do Ministério Público de Santa Cruz do Sul, explica uma decisão polêmica tomada na última semana. Ela exigiu que a classificação indicativa do filme Tropa de Elite 2 seja respeitada no cinema da cidade e proibiu que menores de 16 anos entrem na sala onde é feita a exibição, mesmo que estejam na companhia dos pais ou responsáveis.

Muitos pais chegam a discutir com os atendentes dizendo "o filho é meu, ele vai entrar". Mas é preciso entender que há determinados interesses sobre os quais os pais não podem dispor explica a promotora de Justiça.

 Você concorda com a necessidade de classificação indicativa nos filmes? Dê a sua opinião

Simone foi alertada para o caso quando viu uma carta escrita por um leitor a um jornal da cidade. Na página, estava relatada a presença de uma criança de 10 anos em uma das salas de exibição. O menino, acompanhado dos pais, assistia ao filme, que foi classificado pelo Ministério da Justiça, como inadequado para menores de 16 anos.



A promotora, então, exigiu que o gerente do cinema local tomasse medidas para garantir que isso não ocorresse novamente. Ela recomendou que cartazes fossem colocados na bilheteria alertando o público para a proibição da entrada de menores de 16 anos nas salas em que Tropa 2 está sendo exibido e, também, que uma pessoa fosse designada para prestar esclarecimentos aos pais que insistissem entrar no cinema com os filhos menores.

A justificativa para isso é simples, segundo ela: crianças e adolescentes menores de 16 anos não têm maturidade emocional para compreender esse filme como uma obra de ficção, que pode ter inspiração na realidade, mas não é parte dela.

As cenas são muito violentas para a criança, que ainda não está com maturação suficiente para assimilar as imagens e mensagens desse filme. Ele não só expõe violência explícita, de execução sumária, mas também implícita, de tráfico de influência, de corrupção. E é preciso estar melhor preparado para fazer a interpretação explica Simone.

Segundo a promotora, os pais precisam respeitar a classificação indicativa e vê-la como uma aliada, uma vez que ela é definida com base em uma série de análises psicossociais e comportamentais e serve para auxiliar no desenvolvimento da criança e do adolescente.

É muito difícil ser pai, hoje em dia, porque se eu exerço a interdição, no sentido de eliminar os excessos, inevitavelmente eu serei questionada pelo meu filho. Porque o coleguinha dele tem os pais mais liberais, que permitem fazer coisas que eu não permito. Mas isso não é motivo para ir contra esse tipo de determinação  diz.

A recomendação da promotora está em prática no cinema de Santa Cruz do Sul. Caso ela seja desrepeitada, e um novo caso seja registrado, pode ser ajuizada uma ação civil pública que, através de uma sentença condenatória na Justiça, exija o cumprimento da recomendação. Os pais que levarem os filhos menores de 16 anos ao cinema nesse caso, podem responder junto ao Conselho Tutelar sobre o descumprimento.



Entenda como é definida a classificação indicativa

Antes de estrear nas salas de cinema de todo o país, qualquer filme precisa passar por uma classificação, feita pelo departamento chamado Classificação Indicativa, do Ministério da Justiça. Os classificadores passam por três fases distintas de trabalho, tendo sempre em vista a análise do grau de conteúdos relacionados a sexo, drogas e violência.

Na primeira fase do trabalho, o classificador analisa o perfil das personagens e de seus relacionamentos, as ações e condutas contracenadas, os efeitos sonoros e visuais contemplados, o grau de nudez nas relações sexuais, os instrumentos utilizados pelos personagens nas cenas de violência e o tipo de droga abordada na obra.

Com base nessa avaliação, faz-se a descrição temática do filme. Levando em conta o contexto, avaliam-se quais temas estão expressos na obra. Ao observar como esses temas são tratados, é possível ver de que forma estão expressos, na obra, os princípios constitucionais que regem o país. De acordo com a Constituição, produtores e emissoras devem dar preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, bem como respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Depois dessas avaliações, o filme é classificado como livre ou inadequado para menores de 10, 12, 14, 16 ou 18 anos. O Ministério da Justiça classifica, em média, 10 mil obras audiovisuais por ano, com índice de aceitação que ultrapassa os 90%, tanto das empresas quanto da sociedade, segundo pesquisa do órgão.

A reportagem foi compilada do Jornal Zero Hora: http://zerohora.clicrbs.com.br/

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