Essa imagem foi montada pelo maridão aqui para o convite dos 60 anos da minha mãe; ela traz uma cena que meus pais nunca viveram juntos, que é andar de lambreta, mas não ficou uma graça?!
Num primeiro momento olho pra foto e vejo um olhar meio de "não faz isso", porque a dona Ciça não curte mesmo aparecer em fotografias desde que retirou um tumor no nervo auditivo e ficou com uma seqüela no rosto em 2007, mas que está bem melhor do que imaginávamos inicialmente. Mas também poderia ser "aquele" olhar que me fazia sair correndo diante duma "arte" infantil, ou de quem estava aprontando alguma era ela e foi desfeita uma surpresa. Essa é a minha mãe!
Não tem jeito: desde ontem estou numa emoção só, de chorar pra caramba, desde ontem, quando vi uma das surpresas que estamos organizando ro dia de hoje, na hora da festinha que ela mesma organizou: mensagens de todos que consegui captar durante as semanas que se passaram. Tem desde a família no interior até das minhas amigonas que hoje moram no Rio de Janeiro, mas que a mãe amamentou sem fazer diferença se eram filhas de sangue ou da nossa vizinha.
Quando vi a figura da mãe amamentando um bebê e as fotos das gurias junto, quase inundei de lágrimas o salão de beleza, que foi nosso local marcado para a turma deixar suas mensagens.
Tem também o e-mail da outra amigona, que hoje vive no exterior e que sempre está sabendo da gente, fazendo questão de marcar presença e dizer o quanto a veínha a incentivou no esporte, fazendo dela uma campeã de atletismo. Isso ela não espera, mesmo, receber!
Quem não gosta de uma surpresa boa? Pois a mãe adora, curte qualquer lembrancinha e ainda anota todos os telefonemas que recebe no dia dela. Ela aproveita como criança, já que o coração dela é puro como o dos meus filhos. Sem maldade. Por isso, tenho certeza de que na hora em que ela receber o monte de mensagens vai pular, chorar de alegria, chamar as amigas de "tinhosas" com a voz bem melosa e cair na risada também!!!
Gostaria que nesse dia em especial ela soubesse o quanto é espetacular e que é uma mãe admirável; que a garra e a fé que tem nas pessoas fez toda a diferença nas nossas vidas como filhos que somos; que ela não desistiu nunca de ver meu irmão crescer e florescer, apesar de todos os diagnósticos que diziam o contrário. Está ele aí, com 31 e vem muito mais pela frente!
Mãe, te amo, não esquece. Sou muito do que sou por tua presença atenta, parceira, que colocava limites, mas também incentivava o melhor que havia em mim... Beijo!
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"Sessentando"
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Essa é pra minha mãe!
Dona Ciça, essa é pra ti. Já te ouvi cantar essa música tantas vezes que, quando pensava em algo pra te homenagear, caí na risada e cantei aquela música do Falcão: "Ai, minha mãe, minha mãe,
Ai, minha mãe, minha mãe,
Ai, minha mãe, minha mãe,
Ai, minha mãe, minha mãe,
É a mulher do meu pai"!
(continua depois do banho do Caio, que está até o pescoço de cocô!)
Voltandooo...
Sim, no caso a minha mãe é a mulher do meu pai, e não por acaso.
Mas ela também é a pessoa com quem sei que mais posso contar no mundo. Já me ajudou em situações muito difíceis, como as depressões pós-parto e o câncer de tireóide; tirou sarro das minhas trapalhadas e me mostrou que é possível (e necessário) saber rir de si mesma; deu limites à minha persistente impulsividade; ensinou a ter compaixão; mostrou que a simplicidade nos permitia usar a criatividade, quando não tínhamos a fartura desejada; mostrou que a fé faz uma tremenda diferença na vida; estimulou o gosto pela leitura, pelas artes plásticas, o turismo (mesmo em ônibus lotado e com a sacola cheia de lanches porque não podíamos gastar com as guloseimas dos parques e praças de POA) e também a apreciar a vida ao ar livre.
Claro, ela proporcionou um olhar sobre a vida que é único, o da superação dos limites e o do que o amor de uma mãe é capaz de enfrentar. E muito mais.
A dona Maria Cecília é guerreira, ativa (às vezes até demais), brava, cheia de garra e capaz de tirar a roupa do corpo porque não tem problema em dividir o que tem, vê todos os seres humanos como seu "próximo". Mas também foi minha primeria influência para me tornar bióloga, com seu amor à natureza e os saquinhos e mutirões para recolher lixo, antes mesmo de eu ouvir falar em ecologia.Ela é aquela que espantava meus pretendentes a namorados; que agregava minhas amigas e confiava que eu sabia escolhê-las bem; a que sempre cuidou para que no meio da efervescência de milhares de salgadinhos e bolachas recheadas nós preferíssemos as frutas, as comidas integrais, mas sem radicalizar. Também nos fez tomar biotônico, sadol e emulsão Scott (a do peixe...)!!! - Mas que não deixou que me dessem gardenal porque estava na moda achar que todas as crianças eram hiperativas.
Se vestiu de papai noel, de gaúcho, de Araquém (lembram?), de palhaço... Fez festa de aniversário que acabou em menos de 5 minutos; não saiu pra ir ao supermercado sem passar um batonzinho; guardou minhas agendas, cadernos de recordação, proposta de doutorado nunca apresentada...
Fez propaganda, torceu pelo nosso namoro e sempre tomou o partido do meu marido - foi quem mais vibrou com nossa união.
A mãe é quem preparou muita gemada com canela e leite quente pra espantar as gripes no inverno e que jogava bexiguinhas com água lá da janela do 4º andar pra espantarmos o calor, porque é moleca, uma criança grande habita aquele coração.
Também tenho mil recordações das brigas, dos pegas-pra-capar e até das surras de colher de pau, mas elas nunca superaram o colo, o prato especial (arroz, feijão e banana) que minhas amigas de infância adoravam...hehehe! E o cheiro de mãe definitivamente foi um fator fundamental para querer retornar a Porto Alegre, depois de 7 anos fora daqui.
Ela me deu um irmão que não tenho como descrever em palavras, o melhor de todos!!!
E não fez questão de que eu me tornasse igual a ela, como se fossemos aquelas matrioshkas, bonecas que saem umas de dentro das outras, iguais, sendo apenas de tamanhos diferentes. Talvez por isso tenha sempre sido provocativa, não aceitasse de mim qualquer resposta e tenha me obrigado a aprender a argumentar e negociar, me impôr e a não aceitar qualquer coisa que me impusessem ou empurrassem. Queria que acreditasse em mim e me destacasse pelo que sou.E, como avó, ela se supera... por isso as fotos. Mas sobre isso acho que vou falar no dia da vovó. Porque é supertarde e a Lalá está pedindo colo, cafuné e o Caio, como dormiu a tarde toda, está querendo subir na estante.
Nessa foto estamos com a minha avó paterna, que tem o privilégio de conhecer seus bisnetos. A avó materna teve esse privilégio algumas vezes, mas meus medonhos não tiveram o prazer de conhecer essa "bibi". Então, podemos comemorar o convívio entre 4 gerações e torcer pra que tenhamos essa bênção, de viver bastante para ver a vida tendo continuidade.

Beijo, mãe! Te amo!
Abrindo a mente aos poucos
Sempre fui curiosa. Isso não significa que seja necessariamente corajosa para conhecer a fundo tudo o que me chama atenção.
De uns tempos pra cá, depois de estar vivendo a maternidade integral de 2 crianças, ando com vontade de ampliar meus horizontes e manter a mente mais aberta. Aprender coisas novas, repensar alguns esquemas mentais, alguns valores; mas principalmente experimentar.
Decidi, então, que 2010 poderá ser o ano de voltar a aprender coisas novas, mais formal e informalmente falando. Já comecei a preparar o campinho para semear esse projeto, me inscrevendo num curso virtual sobre educação da Escola da Ponte, bastante conhecida pelos fãs de Rubem Alves.
Também, agora à noite, passei a especular sobre artesanato. Não como fonte de renda, mas de diversão, pra família toda. De repente seja uma idéia bacana que todos os presentes de natal da família tenham um toque de "feito à mão" e feito por nós todos, hehehehe...
Estou bem empolgada!
De uns tempos pra cá, depois de estar vivendo a maternidade integral de 2 crianças, ando com vontade de ampliar meus horizontes e manter a mente mais aberta. Aprender coisas novas, repensar alguns esquemas mentais, alguns valores; mas principalmente experimentar.
Decidi, então, que 2010 poderá ser o ano de voltar a aprender coisas novas, mais formal e informalmente falando. Já comecei a preparar o campinho para semear esse projeto, me inscrevendo num curso virtual sobre educação da Escola da Ponte, bastante conhecida pelos fãs de Rubem Alves.
Também, agora à noite, passei a especular sobre artesanato. Não como fonte de renda, mas de diversão, pra família toda. De repente seja uma idéia bacana que todos os presentes de natal da família tenham um toque de "feito à mão" e feito por nós todos, hehehehe...
Estou bem empolgada!
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