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Blogagem Coletiva - Vida Simples: Lugares

Em época de Copa do Mundo poderíamos dizer que meu lugar preferido é o Brasil, bem patriótico. E é, com certeza; meu país tem tudo de bom e mais um pouco. Poderia falar também dos lugares da minha infância, com primos, tios, brincadeiras na praia (São Lourenço do Sul) ou de charrete em Dom Pedrito, que me ensinaram muitas coisas sobre simplicidade.

Mas o tempo foi passando e cada vez me apaixonei mais pela minha cidade e isso é um tema constante nas postagens. Então pensei em falar sobre outras coisas, outros locais apaixonantes até que amigos organizaram um encontro num sítio em Itapuã, praticamente a zona rural de Porto Alegre, quase às margens do Rio Guaíba.

Uma coincidência que a festa-surpresa pra minha querida amiga Rô fosse lá, pensamos, já que meu marido praticamente se criou com avós e entre plantas e animais silvestres num sítio ali pertinho, quando seus avós trabalhavam no Hospital Colônia que fica por lá...

Na medida em que nos afastávamos da área mais urbana e víamos a paisagem mais verde, os animais mais livres, o céu que estava lindo em azul e branco, muitas coisas poderiam ser ditas, mas o silêncio estava gostoso e era de um tom de intimidade, contemplação e agradecimento por poder desfrutar desse momento de apresentar pras crianças uma cidade que lhes pertence mas pouco conhecem.

Ao chegarmos lá, a alegria de amigos reunidos perto dum lago, um fogão a lenha, os abraços pelo aniversário da Rosane, as crianças correndo pela grama e descobrindo as belezas da simplicidade natural que imperavam em Itapuã.

Meu maridão estava com os olhos brilhando de recordações e os das crianças tinham aquele brilho de novidades a serem desbravadas.

Particularmente ando feliz demais por pensar que posso comemorar meus 35 anos daqui a alguns dias completamente diferente do ano passado, em que estava lutando para sair duma fortíssima depressão pós-parto.




Enquanto conversávamos, fotografávamos, apresentávamos alguns dos maridos que ainda não tinham maior intimidade, fui vendo o quão acertada foi a decisão de irmos juntos para aquele local, mas que de nada adiantaria sairmos se não estivéssemos, todos e cada um individualmente, no clima de retirada para um local onde celular fica quase sem sinal, internet só em sonho porque 3G não teria jeito, onde o negócio era se comunicar pessoalmente e com a natureza também.



Ao tentar pegar um passarinho, o Caio caiu no lago e adorou! A Lalá pescou com o pai; eles andaram de carrinho de mão comos e fosse a carruagem mais bacana do mundo; e nós tomamos chimarrão em roda, comemos uma comidinha tropeira depois pra brindar a amizade, um momento de desapego ao que os domingos costumam significar para muitos de nós na correria que sempre é a vida contemporânea: corrida de fórmula 1 na TV, jogos de futebol na TV, gente atirada no sofá (também é ótimo, sou super parceira pra isso!), mas uma coisa mais de se encasular, sabe?!




Nesse domingo a vida simples foi num lugar onde todos queríamos e adoramos estar, juntos. Mas se estivéssemos separados ou em outros locais, também poderia ter sido gostoso, desde que estivéssemos repletos de paz interior.

"Tem lugares que me lembram..."

Preparando pro post da blogagem coletiva Vida Simples: Lugares, lembrei dessa música:



Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei...

Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais...

Tem pessoas que a gente
Não esquece, nem se esquecer
O primeiro namorado
Uma estrela da TV

Personagens do meu livro
De memórias
Que um dia rasguei
Do meu cartaz
Entre todas as novelas
E romances
De você me lembro mais...

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais...

Acho que foi a própria Rita Lee quem traduziu a letra de John Lennon e Paul McCartney...

Amigos, simplesmente! - Blogagem Coletiva

Gente, é de gente que eu gosto. Seres HUMANOS, no melhor sentido que a expressão possa ter.

Tive oportunidade de conhecer nesses 35 anos, gente de todos os tipos, cores, credos, tamanhos... Tenho amigos que são de todas as idades. Fiz a seleção de imagens rapidamente, mas se (os filhos e deveres) deixassem, talvez faltasse blog pra colocar todos e tudo o que fazem que marca a minha vida de maneira singular.

Pensei em falar sobre os amigos de infância e adolescência, desde aqueles com quem dividia o arroz e feijão com banana e fazia chás das bonecas em panelinhas de plástico, aquela com quem dividi o peito materno, o quarto porque nascemos no mesmo dia e hospital, os que me fizeram crescer e superar muito da timidez que tinha, os que me desafiaram a seguir em frente quando deixamos de ser amigos, tem o meu irmão, que é muito mais que o cara com quem dividia o dormitório, os brinquedos e os pais... Mas escolhi falar especialmente de um colega que se tornou amigo e muito mais.

O Alemão eu conheci pelo apelido de Nikima; ele era veterano na faculdade e acho que chamou a minha atenção ao defender os bixos de Biologia dos veteranos do curso de Engenharia, que estavam pra lá de Bagdá e tentavam agarrar as gurias, que na Bio eram maioria, na época (1993). Acho que ele se incomodou muito e isso me fez olhar pra ele pela primeira vez.

Passado algum tempo, eu achei que ele estava colando de mim nas provas de matemática, que era uma disciplina meio perdida no curso e podia ser feita quando quisesse, não era pré-requisito pra nada. Então fizemos duas vezes juntos a disciplina, porque reprovamos juntos também.

Ele tentou que tentou me empurrar pra namorar amigos dele, mas não teve jeito, eu fui me encantando com o jeito dele e não me manifestei porque ele tinha namorada e eu morria de vergonha.

Ele se formou e eu continuei na faculdade, mas de vez em quando enviava cartões de natal, aquela coisa assim distante, mas às vezes algm amigo dava notícias dele. Quando estava quase terminando o curso voltamos a nos encontrar, lá no prédio onde eu morava com meus pais, já que a "ex" dele foi morar no mesmo andar que nós.

Desde então nós conversamos muito, mas eu achava que ele continuava namorando a moça. Na noite em que nos reencontramos fui pela primeira vez a uma festa à fantasia da faculdade e acabamos ficando juntos quase no fim da festa.

Nossa atividade principal desde então tem sido amizade, tão importante quanto o namoro, e acho que isso tem sido fundamental para que pudéssemos enfrentar dificuldades, desafios e até separação. Superamos insônia, angústias pelo futuro, infertilidade e até trabalhamos em alguns projetos juntos, o que nos permitiu crescer como pessoas juntos.



E também pudemos celebrar muitas vitórias, surpresas e alegrias, não apenas os aniversários das crianças... Por isso, como também estamos nos aproximando do dia dos namorados, queria dizer ao Alemão o quanto a sua amizade é essencial e me torna uma pessoa melhor. Porque sei que os anos passarão e nós teremos a amizade pra nos manter unidos em quaisquer circuntâncias que nos deparemos.

Não é facil, mas enquanto formos "simplesmente" amigos, continuaremos juntos e a vida será mais simples, porque descomplicamos tudo!

Te amo, Gato Félix!

Amigos, antes do texto, as fotos!

Tia Boo: amiga desde sempre!






Gurias de Sampa:

Almanara girls.
A Filó é a prima que ganhei de presente de casamento, hehehe!



Mano: um anjo em minha vida.








Essa é pra ti, Fred: amizade é um amor que nunca morre (Mário Quintana)... Que saudades de ti, meu amigo!!!



As Camélias: festejando os anos de amizade em grande estilo e fazendo até as freiras dançar!










No dia do Pinheirinho, em SP, não faltaram os irmãos de fé!










Ca: quase alma gêmea.





Miguxa: são 15 anos de amizade: vamos fazer bolo vivo?



Os que já foram bicho-grilo! Biólogos!




Esses são amigos de outrora e de agora: galera do 3ºX!










Humores, amores e amigos

Li no iTodas que o mau homor pode fazer bem, assim como o bom humor... Quem tem depoimento a respeito pra dar? - A pergunta veio mais por eu ser bipolar e volta e maia me ver entre os dois extremos, como diz o título de um livro, vivendo entre o céu (euforia) e o inferno (depressão).

Será que fui privilegiada com estímulos duplos e ambíguos para ser inteligente? - Então por que faço tanta burrada nessa vida?! A pergunta vem justamente num momento em que penso a respeito de amizade e encontro algumas fotos digitalizadas dos tempos do colégio e me pego rindo e chorando de saudades das pessoas ao mesmo tempo. Tenho a sorte de ter algumas dessas pessoas ainda presentes na minha vida e sou muito grata por isso. Mas também tenho a terna lembrança daquelas a quem magoei ou por quem fui chateada em momentos que a impulsividade foi maior que a reflexão e isso nos causou afastamento.


Em outros casos, o afastamento se deu por ausência, falta de contato ou mesmo de afinidade diante das escolhas que a vida nos propõe e agarramos com todas as forças a opção desejada.

Não significa diminuição da importância dessas pessoas nem dos momentos vividos. eles estão simplesmente apegados aos meus genes fazendo de mim a pessoa que sou.

Por isso, quero ver se para o dia 07, da blogagem coletiva Vida Simples: Amigos, consigo colocar em palavras as emoções que os amigos provocam. Até lá, espero estar com humor estável e sensibilidade apurada para homenagear aqueles que tanta força e importância têm na minha vida.

O Lar e a Simplicidade

A morada é onde muitas vezes repousamos, comemos, investimos, deixamos nossos pertences. Um lugar de passagem, para muitos adultos como nós.

Pra mim, mais que um estacionamento para o corpo, o lar é a construção diária de afetos, conforto, anseios, onde depositamos as emoções ao longo do dia ou após passarmos bastante tempo fora dele. Por isso mesmo, precisa ser simples, original e ter a nossa cara, para que nos sintamos à vontade e desejemos nele permanecer, mesmo que tenhamos apenas algumas horas, mas que tenhamos mesmo vontade de ficar.

Assim, eu não conseguiria habitar um local milimetricamente decorado por um/a arquiteto/a que algumas vezes ao longo de um mês passasse algumas horas comigo e o maridão. Afinal, para ter a nossa cara, tem que conter a nossa história, as nossas fotografias, os móveis que escolhemos, aos poucos, delineando nosso jeito de ser, evoluindo como o nosso relacionamento.

Logo que fomos morar juntos, nada combinava com nada; era uma mistura que não tinha pé nem cabeça. Mas era assim mesmo que nós éramos, histórias que se uniam trazendo as diferenças, as semelhanças, a grana curta e muitas expectativas.

Hoje, já nos desfizemos de muitos dos objetos que fomos adquirindo ao longo do tempo e fizemos a energia circular, como dizem no feng shui; distribuímos um pouco de nós e recebemos também um pouco de quem faz parte do nosso crescimento: novos amigos, parentes que se aproximaram ou que partiram, mas que deixaram a sua marca... E também a saudade, é claro!

Mesmo que hoje a gente ache que tudo esteja harmônico, cada vez mais trazemos algo de fora pra complemetar: conversas, olhares, novas idéias e muita vontade de continuar mexendo, tornando, assim, esse lugar uma espécie de obra inacabada e flexível, moldável como argila.

Agora, enquanto escrevo, mil momentos me vêm à mente e fico realmente emocionada por poder dizer que fomos conquistando espaços; talvez essa seja a razão pela qual me emocione tanto quando alguém diz que está se mudando, vendendo, comprando, alugando e até demulindo sua residência.

Deu vontade de mexer nos guardados e pegar o Alemão pra olharmos as fotos, relembrarmos as conversas, os sonhos e os projetos que tínhamos, as coisas que conquistamos e analisarmos como nossas metas foram se modificando a cada novo membro que chegou: a compra do primeiro cão (Patrick), depois a adoção de um vira-lada maneiro (Bob Esponja), mais tarde a tão sonhada primeira gestação que nos trouxe a desafiadora Larissa, pra completarmos com a chegada do Caio, que nos convida a olhar pra tudo de um jeito diferente, mostrando que quanto mais simples e menos cheia de cacarecos, melhor fica a casa. - E é claro que vou fazer isso ainda hoje, depois que os pequenos dormirem!!!

A casa foi ganhando novos contornos: brinquedos, livros infantis, rabiscos nas paredes (sorte que inventaram as tintas laváveis!), pareces coloridas... E novos sabores também, porque as crianças nos fazem olhar até para os alimentos que circulam pela cozinha de uma forma diferente!

Eu adoro frutas, sopas, saladas, mas para atrair as crianças acho que a cozinha virou uma espécie de canto de alquimia. E parece que quanto mais natural, mais saboroso fica o alimento, enquanto eles ainda são pequenos. Meus filhos saboreiam as frutas com prazer. Mas a loira já chegou àquela fase em que tudo parece nojento, já que começou a conhecer os sabores artificiais e se identificou com a alimentação cheia de tranqueiras de alguns amigos, mas ainda sem ter abandonado completamente, graças a Deus, a naturebice que aprendeu em casa.

Então, de certa forma, acho que minha casa, em sua complexidade, é um lugar mais simples e muito mais bacana do que aqueles locais planejados e assépticos, mas por isso mesmo é um lugar onde me sinto completa e feliz. E percebo que cada vez mais gente gosta de vir aqui... talvez seja reflexo de tudo isso!

Beijos, bom feriadão!


Hoje é dia de blogagem coletiva e o tema é VIDA SIMPLES NO LAR!
Embora ontem tenha postado algo que passa perto, vou escrever algo assim, nessa linha, sobre o LAR. Mas pode ser amanhã, que hoje eu corri pra caramba e estou exausta?


Por uma vida mais simples?


Andei lendo em vários lugares as "mais recentes" descobertas sobre amor e sexo. Bem, como me interessam os temas, fui a várias fontes que, caso lembre, darei crédito, com certeza.

Numa delas, falava-se sobre a complexidade do raciocínio de uma pessoa apaixonada, que leva a resolução de questões imediatas para a concretização do desejo urgente, ou seja, pra chegar ao sexo. Isso seria inerente ao ser humano em qualquer idade, fazendo com que tendamos a especialização, a ficarmos mais detalhistas e racionais. Por outro lado, quando se pensa em amor, o horizonte se amplia, os projetos são para longo prazo e mais abrangentes.

Ok, isso quem é adulto já sentiu na pele em algum momento e sabe o quanto a paixão é gostosa, cheia das suas taquicardias, ansiedades, adrenalina a correr pelo corpo e tudo o mais. O amor, então, se o relacionamento evolui a esse ponto, faz com que a agitação cesse, o organismo serene de modo a sentirmos conforto e prazer em hábitos e rotina, o que não caberia na paixão. Indo um pouco mais além, a paixão prima por um foco (único), que levaria ao colapso quem só vivesse essa fase de relacionamento por um período longo, pois o organismo chegaria à exaustão.

O amor, como diz a música da Rita Lee, "é um livro, sexo é esporte" - e acho que ela conseguiu traduzir muito bem o que li em revistas como Superinteressante e Vida Simples. Ele permite que se transfira e amplie os sentimentos bacanas a formação de redes afetivas, um verdadeiro ORKUT da vida real.

Só que o amor nos leva a nos enredarmos cada vez mais, nos envolvermos e aprofundarmos essas "teias", a sairmos da superficialidade e também a deixarmos de lado o egoísmo que o prazer imediato proporciona. O bem-estar do parceiro (e do casal, dos filhos), a capacidade de doação, o envolvimento demandam uma energia tão grande quanto a que disponibilizamos na paixão, mas é uma distribuição dessa energia. Talvez a palavra mais certa para tentar descrever algo tão bacana seja entrega. Talvez compaixão. Não sei se algo pode resumir a palavra amor em poucas palavras.

Afinal de contas, é mais simples viver em função apenas do tesão que outra pessoa te desperta? Ou simplifica a vida amar e ser correspondido, investir para que a rotina não transforme um casal de namorados em irmãos?

O que demanda mais empenho?

O que li numa das reportagens das revistas que citei diz que a criatividade fica a milhão com a paixão. A revista Nova e outras ditas femininas falam a cada novo mês que descobriram a maneira para manter a chama da paixão acesa e manda ver em receitas prontas que muitas de nós, mulheres, tentamos seguir, ávidas por emoções fortes que nos façam sentir praticamente adolescentes. Mas fico em dúvida, porque vivo neste meio cheio de amor que é a família, com o núcleo (filhos, marido, cachorros) e com o que alguns chamam de agregados (sogros, cunhados, sobrinhos, avós, tios, primos, amigos de infância...) e me sinto ainda mais desafiada a ser inovadora, a me modificar e a sair de mim para entender o ponto de vista dos outros. Saber que meu jeito de viver é imperfeito e que podem existir outros tão bons quanto esse, ou ainda muito melhores.

Será que tem como acertar em cheio quando falamos de relacionamentos?

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