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Dia do Meio Ambiente: ambiente pela metade, quem quer?

Hoje é um dia mais que especial. Aniversário da Vovó Titita, minha mãe, já diz muito. Ela é especial em muitos sentidos e me ensina diariamente sobre muitas coisas que nenhuma faculdade seria capaz.
Su grata a ela pela paciência, pelo carinho, pela dedicação... Mas algo em especial foi ela que semeou em nós, seus filhos - tenho certeza de que posso falar pelo Max - a gostar e valorizar a natureza.

O gosto pelo contato com a terra, colocar os pés na grama, observar as formiguinhas (acho que é hereditário, pois o Caio adora!), contemplar agradecida o pôr-do-sol, são coisas que me fizeram sempre querer conhecer e entender melhor o ambiente em que vivo. Já meus filhos não têm o mesmo contato que eu tinha com animais e plantas, pois vivemos numa cidade que ficou maior, mas não conseguiu manter o mesmo padrão de arborização e, com boa parte da vegetação nativa tendo sido reduzida para dar lugar às construções, os animais nativos também estão procurando outros locais para viver, mas muitos deles morrem nessa procura dentro do ambiente urbano.

Num dia como o de hoje, me preocupo com o código florestal,  com a disputa pela posse da Amazônia que nós brasileiros parecemos não perceber e, portanto, não preocupamos com isso... Me ocorre que a velocidade do andamento dos projetos de tratamento de esgotos para tentaros despoluir grandes rios não seja suficiente para que nos sintamos mais leves e achemos que baste ensinar as crianças a não jogar lixo no chão para que fique tudo 100%.

Precisamos de educação de verdade para que nossos filhos possam conhecer para aproveitar sem detonar, entender e valorizar a natureza.

Ela tem pedido por isso silenciosamente...


Imagem: Traços do que vejo






"Se os rios e as florestas morrerem, os homens também perecerão de modo parcial. Todos nós somos Natureza, somos vida em abundância" (Hammed).

POST EDITADO: Como estão os dentes dos seus filhos?

Gente amiga, uma perguntinha rápida aqui entre uma arrumação de decoração do aniversário da Lalá e a busca do figurino pra apresentação de natal da escola: os filhos de vocês também andam malandros pra escovar os dentes????

Cada vez que pergunto pra Larissa se já escovou os dentes é uma LENGA-LENGA, uma reclamação um "estou muito ocupada brincando" ou "por que duvida de mim"?
E de que adianta ter padrinho dentista? Brincadeiras estimulantes, competições, tudo isso costumava funcionar...
A Larissa sempre gostou de escovar os dentes, como hoje o Caio gosta. Brincar com a escova e cuidar dos dentinhos sempre foi uma alegria pra ela. Mas atualmente...Deusmeu... Ainda bem que os dentes são fortes e ficamos "em cima", seja cobrando, seja propondo de ela escovar os meus e eu os dela, seja de outras formas... porque, apesar de toda a vaidade que lhe é peculiar, a pressa de brincar é sempre maior.

Perigo está mais perto do que pensamos

Sabe aqueles momentos em que estamos tentando passar desodorante e aí a filha grita que a água do banho dela está muito quente? Nesse instante, tem um pretendente a gurizinho (1 ano e 9 meses) com a máscara do Batman correndo atrás, marido chamando porque está revendo instantes decisivo dos candidatos a presidência e comentando algo... Tudo assim, junto-ao mesmo tempo- agora?!

Pois aqui em casa acontece direto. E foi nesse exato momento, em que eu estava tentando melhorar a temperatura do banho da Larissa quando me dei conta do silêncio no ambiente... E silêncio, se tratando do Caio, é sinônimo de ESTAR APRONTANDO! 

E era verdade: ele abriu a tampa de rosca do desodorante e estava passando nas bochechinhas, bem sorridente... e se assustou porque a mãe descabelada disse NÃO (num tom meio alto) e tomou de suas mãozinhas, já saiu lavando o rostinho...

Mas quem tem crianças e vive na correria (alguém não vive?) tem dessas coisas. E, por mais cuidadosa que eu seja, acidentes acontecem. Esses dias mesmo, uma coisa péssima aconteceu: num dia de fúria porque a gengiva está rasgando graças aos novos dentinhos, o Caio saiu colocando na boca tudo o que podia alcançar. Nisso, conseguiu pegar uma caixa de remédio que julguei ter colocado (às pressas) num lugar seguro.
Ledo engano... Quando cheguei em casa, tomei um "presta" do maridão, com toda a razão: o medonho tinha não apenas pego, como também comido uma parte da caixa de remédios e... tchantachantachan... COMIDO MEIO COMPRIMIDO ou, caso não tenha engolido, tinha experimentado, porque tinha apenas metade dele no blister aberto... E acho que ele não gostou do sabor mesmo, pois dias depois encontrei (sorte!) o pedaço que faltava!!!

CULPA, MINHA MÁXIMA CULPA!!!! Dias de tortura mental... "Mas eu deixo os remédios numa altura que ele não alcança... Os produtos de limpeza numa estante alta, num cômodo que ele mal chega perto!"

E aí, hoje pensava sobre costumar ser cuidadosa, porém não estar livre de acidentes domésticos...  Chegou uma newsletter do Jornal de Pediatria, com esse artigo, que quero compartilhar: Fatores de risco que contribuem para o envenenamento pediátrico .

Vale a pena!!!

Unidas contra o embarangamento precoce!

"Tem que correr, tem que suar, vamos lá...


Musculação, respiração, abre o pulmão, vamos lá! (...)

Verão chegandooo / Quem não se indireitar, não tem lugar ao sol (...)"


Eu sou caquética, tenho memória de elefante pras besteiras e essa música torturadora e brega nunca saiu da cabeça. O pior foi que internalizei a ponto de achar que deveria me esconder debaixo da canga, durante anos.

Toda essa neurose de estar com tudo em cima mais por estética do que por saúde acaba com a auto-estima de qualquer brasileira já que moramos no "país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza".

Não tem lugar pro feios, pobres, gordos e mal amados? Imagina quando a pessoa embaranga precocemente devido à ação do tempo e da gravidade unidos? Se a pessoa é vidrada em desenvolver sua "musculatura intelectual" e fica sedentária por longos períodos de tempo - é o meu caso, então, é fatal.

Como eu cansei de tudo isso e não pretendo mais me esconder nem ter desculpas para ir de bermuda para a praia, resolvi agir. Veja bem, não pretendo adolescer e andar de mini-saia, competindo com a minha sobrinha de 17 anos. Só quero olhar pro espelho e não me sentir cúmplice do embarangamento precoce que tem me atingido.

Sempre curti fazer químicas mirabolantes de hidratação em casa e das pinturas malucas que resultavam em pedir socorro pra Rô, minha santa cabeleireira, já abri mão. De vez em quando até consigo manter uma certa disciplina nos tratamentos que a dermato dá, mas acho um saco, eu confesso. - Quem não quer soluções prontas, sem demandar esforços?
Gostaria de ter muita grana disponível para investir em tratamentos estéticos que resultem em algo palpável, mas também estou fazendo Yoga e amanhã vou ver se o ortopedista me autoriza a fazer natação ou musculação, porque só alongar e meditar, filosofar não é suficiente pra gastar as calorias acumuladas e que agora, sem amamentar há quase 2 meses, não têm ajuda orgânica para saírem de mim correndo!

Semana passada fui surpreendida pelo convite para experimentar uma linha de hidratantes (êêê!!!) que será lançada em breve; me achei tri chique! E, para colaborar, ando fazendo limpezas de pele e umas drenagens linfáticas, coisa que morria de medo de fazer quando estava grávida e minha GO disse que tinha razão de ser. Que essas artistas malucas que comem só papinha de bebê, fazem drenagem linfática e endermoterapia na gestação são loucas e podem prejudicar seus filhotes à toa.

Não gosto de dietas radicais e procuro (também gosto de) ter uma alimentação saudável, me permitindo umas tranqueiras de vez em quando, porque não sou radical; mas como experimentei o que é uma TPM depois de tantos meses sem menstruar, vi que isso pode detonar com uma certa disciplina alimentar, não vou deixar barato: pra não precisar parar de experimentar coisas gostosas, vou começar no outono aquilo que meu marido dizia debochando: a "operação verão".

Vamos ver do que sou capaz. Eu doida pra fazer bonito na lingerie e adorando a idéia de ficar mais "gostosa" e a minha porção que luta contra a pressão da revista Boa Forma não me boicota, mas avisa que estou caindo numa armadilha... quem pode mais? Ambas unidas contra o embarangamento precoce!
[Fotos: Marcos Valle, compositor da música citada e Cláudia Raia e Jô Soares no quadro "Vamos Malhar", do extinto programa Viva o Gordo.]

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