Recordar é viver!

Vocês se lembram do sorteio que fiz aqui no Desconstruindo a Mãe de um kit "mara" do LISTERINE® Agente Cool Blue? A gurizada da Gisele, do Kidsindoors,  adorou!

Pois agora que a Larissa já teve sua experiência com o enxaguatório que deixa os dentes azuis, marcando bem onde devem ser melhor escovados, nós queremos compartilhar com vocês como ficou o video editado: 









Espero que tenham gostado tanto quanto nós (muitos dos momentos de bronca pra escovar os dentes antes de conhecer o LISTERINE® Agente Cool Blue foram filmados, mas acabaram ficando de fora) e que contem pra gente como se sentiram os seus filhotes ao experimentar! Nós viramos fãs!!!

Se vocês quiserem saber mais sobre as experiências de outras mamães blogueiras com seus filhotes, dicas sobre educação para a prevenção da placa bacteriana e das cáries e encontrar até games divertidíssimos, conheça em: http://www.listerine.com.br/agente-cool-blue !

Dia do Meio Ambiente: ambiente pela metade, quem quer?

Hoje é um dia mais que especial. Aniversário da Vovó Titita, minha mãe, já diz muito. Ela é especial em muitos sentidos e me ensina diariamente sobre muitas coisas que nenhuma faculdade seria capaz.
Su grata a ela pela paciência, pelo carinho, pela dedicação... Mas algo em especial foi ela que semeou em nós, seus filhos - tenho certeza de que posso falar pelo Max - a gostar e valorizar a natureza.

O gosto pelo contato com a terra, colocar os pés na grama, observar as formiguinhas (acho que é hereditário, pois o Caio adora!), contemplar agradecida o pôr-do-sol, são coisas que me fizeram sempre querer conhecer e entender melhor o ambiente em que vivo. Já meus filhos não têm o mesmo contato que eu tinha com animais e plantas, pois vivemos numa cidade que ficou maior, mas não conseguiu manter o mesmo padrão de arborização e, com boa parte da vegetação nativa tendo sido reduzida para dar lugar às construções, os animais nativos também estão procurando outros locais para viver, mas muitos deles morrem nessa procura dentro do ambiente urbano.

Num dia como o de hoje, me preocupo com o código florestal,  com a disputa pela posse da Amazônia que nós brasileiros parecemos não perceber e, portanto, não preocupamos com isso... Me ocorre que a velocidade do andamento dos projetos de tratamento de esgotos para tentaros despoluir grandes rios não seja suficiente para que nos sintamos mais leves e achemos que baste ensinar as crianças a não jogar lixo no chão para que fique tudo 100%.

Precisamos de educação de verdade para que nossos filhos possam conhecer para aproveitar sem detonar, entender e valorizar a natureza.

Ela tem pedido por isso silenciosamente...


Imagem: Traços do que vejo






"Se os rios e as florestas morrerem, os homens também perecerão de modo parcial. Todos nós somos Natureza, somos vida em abundância" (Hammed).

Há tempo pra tudo?

Faz um bom tempo que não posto. Inicialmente porque queria pensar sobre o tema e ver qual seria a repercussão do meu último texto... E foi excelente

Me colocar no lugar de outra pessoa foi um exercício interessante. Não apenas no sentido de levantar a bandeira dos portadores de necessidades especiais, tema com que convivo desde a infância, com meu irmão apresentando distrofia muscular. Mas porque a gente costuma viver tão cheio de certezas e no ritmo de vida que nos impomos ou pelo qual nos deixamos levar, que tendemos a ficar sempre a favor de nós mesmos e achando que "são só 5 minutinhos" quando temos pressa e estacionamos nos lugares proibidos ou preferenciais, quando achamos que nossa urgência é maior que a dos outros... enfim...

Passados alguns dias, aconteceu algo inesperado: no dia 13/5 um grande amigo foi assaltado e baleado. Esse amigo é realmente grande, em estatura e tamanho de coração, em generosidade, em capacidade de batalhar belo bem da família, sendo o mais velho de 3 irmãos.
Esse amigo eu não via fazia tanto tempo... acho que o vi e sentamos para conversar animadamente pela última vez há 12 anos, perto de casar no religioso. Nos encontramos no pátio da igreja onde costumávamos cantar ao som do violão, onde organizávamos gincanas e almoços, de onde partíamos para acampamentos, onde vivemos em grupo muitas coisas saudáveis e que se tornaram base para quem sou hoje.

Desde 2007 vivia me prometendo que iria rever esse amigo, assim como os demais, de quem sentia muita falta. Dei alguns telefonemas, sempre dizíamos "precisamos marcar", "vamos combinar", "pega aí meu telefone". E o tempo se passou sem que eu concretizasse aquelas palavras.

No final de 2009, como algumas de vocês sabem, perdi um dos amigos desse grupo, em um acidente de automóvel. Nos reunimos, sim, num sentimento de profunda tristeza, de pesar, com uma dor imensa e que nos fez prometer, mais uma vez, que faríamos diferente.

O tempo passou, já faz ano e meio. E agora nos deparamos com a violência nos fazendo reunir e repensar nossos passos.

O grupo trocou e-mails e telefonemas para se comunicar, para unir esforços, pensamentos positivos, torcer para que ele sobrevivesse a perfurações em dois pulmões. Justo com ele, com o amigão, o que é como um irmão mais velho e que consegue manter um pequeno grupo ainda unido... Muitas perguntas vieram à mente de todos.

Mas dessa vez, felizmente, estamos conseguindo ver que não podemos ficar calados e acovardados diante da injustiça, da violência. Unimos esforços para que o nosso amigo, que agora já saiu da UTI e tem até perspectiva de alta, tenha uma adaptação à nova realidade, pois sua medula também foi atingida e ele passará a usar cadeira de rodas. São mutirões, orações, conversas, organização de rifas e almoços para arrecadar fundos e nos fortalecermos na fé de que as dificuldades serão superadas. De que ele não está sozinho.

Nesse momento consigo pensar que, sim, nós conseguimos ter tempo para muitas coisas. Há tempo para plantar, colher, abraçar, amar, ligar para os amigos, mas a gente se acomoda. Ou coloca outras coisas como prioridade. Mas nós podemos mudar essa realidade, sem precisar que um ato extremo nos sacuda e atinja nossas consciências...

Nunca essa canção que gostava de ouvir desde criança se fez tão oportuna:





Gente invisível?

Gente, alguém aqui já se sentiu invisível?

Ontem experimentei de uma maneira bem diferente essa sensação.
 
Fui acompanhar o marido num passeio pelo shopping, coisa que raramente fazemos. Íamos ver artigos para o escritório e aproveitar pra espiar preços para os presentes de dia das mães e, por conta de um acidente doméstico em que lesionei o joelho e o tornozelo, precisei pedir emprestada uma cadeira de rodas.

Algumas pessoas passavam e o olhar era de espanto; pareciam pensar: "pra que lado vou?" ou "aff... vou ter de soltar a mão do namorado!" e coisas assim.

Entrei numa loja de brinquedos enquanto os meninos babavam pelos artigos da Apple e, para minha surpresa, um funcionário retirou do caminho um carro onde uma criança de até 4 anos caberia confortavelmente e depois saiu meio que correndo, virou de costas para nao me encarar. #sinistro

Segui olhando os brinquedinhos para ter um pequeno estoque para aqueles aniversários cujos convites aparecem em cima da hora e ninguém apapreceu. Isso é muito incomum em lojas infantis! Geralmente os vendedores se atiram sobre os clientes!!!

Quando me dirigi ao caixa, fiquei aguardando que me atendessem. Acho que se passaram 5 minutos até que um terceiro funcionário chamasse os dois que batiam papo animadamente, dizendo que precisavam cobrar os produtos que estavm sobre o balcão. Eles fizeram a leitura dos códigos de barra e voltaram a conversar. O outro rapaz encaminhou para empacotamento e foi preciso que ele voltasse ao caixa para pedir que cobrassem de mim, pois o balcão era alto e parecia que realmente eles não percebiam a existência de alguém no ambiente e os clientes atrás de mim estavam ficando nervosos e jogando seus produtos por cima de mim no balcão.

Antes de sair da loja, maridão e um amigo que nos acompanhava entraram na loja e os funcionários praticamente deram duplos-twist-carpados para atendê-los. Não vi, pois estava tentando passar por entre os corredores de brinquedos, bastante estreitos.

Em outra loja, o atendimento foi ótimo e é preciso reconhecer... Mas isso não seria necessário se todos os clientes fossem tratados sempre como clientes comuns: com cortesia, educação e atenção, olhando diretamente em seus olhos. Não perguntando aos acompanhantes, mas ao principal interessado o que ele/ela procura.

Mas o melhor ainda estava por vir... Houve novos momentos em que nos separamos e em um deles precisei usar o sanitário. Imediatamente me dirigi ao mais próximo. Infelizmente o banheiro feminino só tinha acesso por escadaria e não havia qualquer informação de localização de banheiro adaptado.

Fui, então, atrás de um segurança. O rapaz, gentilmente, chamou um colega para mostrar onde encontraria um local adequado. No banheiro família não era. Descobri, então, que ficava mais adiante, precisando praticamente atravessar o shopping para chegar até lá. O segurança se ofereceu para conduzir a cadeira, já que eu estava cansada.

Chegando ao lugar, tcharan... Como entrar no banheiro? Era preciso autorizar através de um interfone, depois apertar um botão e... abrir uma porta pesada que, confesso, fica bem complicado, tendo de manobrar uma cadeira de rodas.

E há detalhes importantes, como conseguir chegar perto da privada, manobrar a cadeira para conseguir voltar até a pia e sair do sanitário. Coisas nas quais poucas pessoas pensam quando conseguem se locomover com facilidade. Eu mesma vejo muitas coisas ao acompanhar a rotina do meu irmão e ainda assim nunca saberei bem como é estar no seu lugar! Erro muito, tentando ajudar!!!

Então, se por um lado existe a questão de tentar desviar o olhar de quem tem alguma diferença em relação ao padrão de normalidade, por outro quando se pensa nas pessoas com necessidades especiais, acho que pouco se consulta para que se saiba do que realmente precisam, que sugestões podem dar. E isso faria muita coisa melhorar!

Precisamos sensibilizar as pessoas para que a inclusão não seja apenas mais uma certificação para que locais ditos acessíveis lucrem em cima das pessoas com deficiência em campanhas publicitárias ou políticas.

Locais com rampas na entrada depois apresentam obstáculos físicos que não contemplam espaço para circulação de um cadeirante... Rampas nas calçadas que ficam ocupadas por pessoas que não apresentam limitações para se locomover enquanto quem precisa utilizar esses espaços tem que pedir que as pessoas percebam sua presença e respeitem seu direito de utilizá-los sem que fiquem restritos, afastados dos demais clientes ou escondidos.

São muitas as questões que a inclusão social levanta. Principalmente a de pararmos de olhar apenas para nós mesmos e conseguirmos viver a caridade. Independente de religião, a caridade é fruto de ter a sensibilidade para ver e agir em situações em que uma pessoa precisa de auxílio.

O que observei na curta experiência dessa tarde está martelando em minha cabeça, mas ainda mais inspirando meu coração. E é por isso que pedi ao Max que fale comigo, com a irmã dele, sobre como ele percebe as situações que enfrenta. Porque vivi isso por 2 horas. Meu irmão encara 24hs por dia há 17 anos. E ele topou, viva!!! Espero que isso renda mais um post e chegue a mais pessoas.

Minha proposta é de que, quem se sentir à vontade, conte situações que presenciou e/ou viveu ou, se desejar, se proponha a se colocar no lugar de quem tem deficiência. Para que a gente consiga dar mais voz a quem todos os dias tenta se fazer ouvir.



“Porque a força de dentro é maior. Maior que todos os ventos contrários" (Caio Fernando Abreu).

Dicas de blogs interessantes:
Assim Como Você - Jornalista da Folha de São Paulo que dá voz aos PPDs sendo ele cadeirante.

Infoativo.DefNet - Blog de um psiquiatra que milita pela causa dos portadores de deficiência, pai de meninas com paralisia cerebral.

Deputada Mara Gabrilli - Dicas de serviços voltados ao público PPD em todo o Brasil indicados por uma deputada que é psicóloga e cadeirante.

Arquitetura Acessível - Arquiteta que mostra possibilidades muito interessantes de acessibilidade.

Mão na Roda - Guia de sobrevivência do cadeirante cidadão.

Deficiente Ciente - Inclusão e cidadania.

Spinesocial - Incentivo ao esporte adaptado.

Blogueiras Causando!

Como vocês se sentem quando surge um convite para falar sobre seus blogs? 

Eu falo e penso sobre ele um bocado. Muito mais do que consigo escrever, afinal de contas, faço outras coisas também... Mas o Desconstruindo a Mãe é o meu 5º filho, já que Larissa, Caio, Patrick, Bob Esponja são meus pimpolhos. A cabeça está ligada aos textos que leio em jornais, revistas, blogs amigos que nem sempre consigo comentar... o corpo tem uma velocidade diferente da que o pensamento atinge.
Mas esse convite tem aparecido e vem de pessoas que não conheço pessoalmente, zero de in timidade, e num dado momento fiz um interrogatório para os jornalistas. Sabem o motivo? Fiquei muito ressabiada com aquela matéria infeliz que saiu detonando as mães blogueiras como se fossem malucas que desejam que suas crianças sejam misses ou participem de reality show.

Diante da promessa de que a entrevista significaria a oportunidade de dar voz às blogueiras sobre como se vêem e como a realidade virtual estava vinculada à vida real, topei. E não me arrependi.




Como vocês podem ver, as amigas Carol Passuelo, Camila Colla Duarte Garcia, Glauciana Nunes e eu que vos falo, estamos no encarte de 3 jornais de circulação na região metropolitana de Porto Alegre: NH, VS e Diário de Canoas.

Acho que como blogueiras nós podemos ter muitos embates, debates, dúvidas, polêmicas, mas acho que nenhuma das meninas que participou dessa reportagem se posicionou como formadora de opinião em seus posts diários. Somos, sim, pessoas abertas ao diálogo e que estamos atrás de informações, colaboração, compreensão e que compartilhamos nossas experiências com alegria e deixando inclusive que nosso jeito de lidar com as coisas seja criticado e até malhado... acontece. Mas vejo que temos demonstrado respeito a todas as opiniões que aparecem e que acabam contribuído para que nós façamos reflexão, também. 





De minha parte, digo que me sinto grata pela abordagem bacana que deram e pelo respeito ao depoimento que fiz, pois foi publicado tal como falei. Isso mostra que existem, sim, jornalistas sérios e que merecem ser prestigiados!

E, ainda essa semana estarei na Revista Vida e Saúde e no Correio Braziliense!!! Assim que sair, vou colocar aqui pra gente conferir juntas!

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