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Traduzindo

Num sábado atípico, Caio teve a feliz experiência de aprender tópicos de física moderna como flutuação dos corpos, volume, capacidade de recipientes, densidade de substâncias, além de prevenção de acidentes domésticos - pretendemos formar uma CIPA no prédio - enquanto sua irmã participava dum happy-hour, papai tirava um soninho de beleza e mamãe fazia sauna para se livrar de umas toxinas em Porto Alegre.

Agora leia a versão sem glamour, a realidade dos fatos: 

Sai da janela, anjinho!





Vamos aprender física moderna, sol da minha praia?

Num sábado estressante do caramba, para que o Caio voltasse a ficar com fraldas e parasse de jogar prendedores de roupa pela janela da área de serviço  para que não fizesse a mãe enlouquecer de vez, mamãe ressuscitou o Acqua brink empoeirado da maninha, que, como tinha melhorado consideravelmente da virose e amidalite, quis fugir pro apartamento da vizinha, e disse pro menino imitá-la lavando panelinhas, carrinhos etc. Papai, acabado de piriri, nem percebeu o que acontecia. O menino-prodígio adorou a lambança e descobriu que de tanto bombar a água vaza e alaga a cozinha, entrou no brinquedo e não entendeu o risco de levar choque molhando os fios do computador, dando ainda mais trabalho pra mamãe, que estava ralando pra deixar a casa limpa e menos mal cheirosa com a virose familiar. Ela, que tinha passado a semana sem faxineira porque a moça torceu o pé enquanto quebrava o banquinho em que trepou para pendurar roupas no varal - detalhe: a mamãe do Caio ainda teve de correr com documentos que a diarista não portava pra levá-la ao hospital e, de lá, pra casa com pé engessado - não tinha dormido quase nada cuidando a Larissa que tinha passado desde quinta-feira com quase 40°C de febre e ainda precisava ficar pronta a tempo de levar o marido pro aeroporto porque ele vai TRABALHAR em CURAÇAU. Papai achou que mamãe o estava atrasando para fazer o check in. Ou seja, mamãe ficou  com (mais) cara de maluca e suou a camiseta e o resto, porque mora em #FornoAlegre, quase 40 graus à sombra.

Abaixo, as imagens: 



Equipamento altamente científico
Se escapando pra casa da vizinha

"No começo tudo era lindo, era maravilhoso"...


Acabando com os carrinhos, digo, compreendendo a flutuação dos corpos

Não querendo entender que São Paulo não cabe em Porto Alegre

Querido, quem sabe vamos com o Papai ver os aviões?
 
Vamos, caramba!!!






Voltando do aeroporto, toda aquela recepção desesperada calorosa canina tradicional, Caio tira a fralda e faz cocô no chão da cozinha, que rapidamente é engolido pelo Bob Esponja, o cão devorador de cocô de criança. Crianças banhadas, passeio noturno com cães, crianças alimentadas e medicadas... acho que vou dormir, mas o quê...  Ter tomado café no fim da tarde, cansaço mental ou preocupação não permitem. Acaba que a noite passa voando, porque me divirto lendo blogs alheios até começar um filme francês muito bom, chamado Rindo à toa. Conhecem? 

Nem vem, que eu não curto cocô de criança!


Aqui o sacana que além de ganhar ração na boca, inventou dieta especial




http://www.adorocinema.com/filmes/rindo-a-toa/

Quando parecia que ia dormir sem terminar de assistir o filme às 6h30min... as crianças acordam e eu já estou me sentindo mais estranha. Insone, mas não maluca: tenho certeza de que não bebi diabo verde nem água de bateria; muito menos cicuta. O piriri da família que me pegou! - Pensei que fosse lenda que além da dieta e da TPM coletivas existisse o inferno astral coletivo das @s.



http://irmane-cpelapaz.blogspot.com/

Como agiria uma blogueira fina? Responda bebendo aquele seu cocktail de espumante com citrus! Tintim!


Vovô e vovó são tudo de bom!!!!






Fiquei ultrafeliz quando soube que na primeira série nossa filhota terá um projeto especialmente sobre a passagem do tempo e valorização dos avós!

Minhas avós e o avô paterno marcaram minha vida, cada qual a seu modo. Pela sabedoria, pelo carinho demonstrado com piadas, comidinhas especiais, mas principalmente porque seus olhares diziam muito mais do que os gestos (contidos) permitiam.
Nos víamos mais nas férias, em alguns finais de semana especiais como dia das mãe, já que não morávamos na mesma cidade. Era sempre sinônimo de coisa boa ir pra casa das vovó na infância! Ver primos, brincar debaixo da parreira, correr atrás das galinhas... Colher verduras na horta, brincar no meio das flores do jardim...

As crianças aqui em casa são privilegiadas por conhecerem bisavós e terem os 4 avós presentes e participantes bastante ativos nas suas vidas.

Elas contam com carinho incondicional, com proteção, mimos em excesso como a gente torce para que as vovós e os vovôs façam (e que em alguns momentos geram conflitos, mas o seu papel não é de educar, é nosso, dos pais...).

Lalá vive com saudades dos avós, isso que agora moram perto e se vêem seguido. É um sentimento sem fim, bonito de ver, que foi cultivado com carinho desde que morávamos em SP e ela os encontrava esporadicamente. Eram e-mails, cartas, fotos estratégias para que ela os conhecesse e desejasse estar com eles.
O pequeno furacão de fraldas já nasceu aqui no RS, convive bem mais que a Mana nessa fase... o Caio já demonstra que adora todos eles abrindo os bracinhos e às vezes gritando "bobóóóó"!

Engraçado que na literatura infantil encontro muito mais vezes as avós estereotipadas que fazem crochê e cozinham, ou sentam-se em cadeiras de balanço do que avós mais condizentes com as que minha mãe e sogra são... Avôs, então, menos ainda. - Será que procuro pouco?

Por isso, fico feliz quando encontro histórias que retratam os avôs e as avós dum jeito menos tradicional! Ou que mostram que avós não são seres estáticos...

Então aqui estão 2 que adoooro. O primeiro, do Sérgio Capparelli (ed. L&PM) é Vovô fugiu de casa - uma história muito interessante que envolve a amizade entre um menino e seu avô, italiano, que não deseja ser internado num asilo. Critica os preconceitos dos adultos em relação às crianças e aos idosos. E ainda dá umas "tintas" sobre colonização do Rio Grande do Sul.
Meu sobrinho e eu adoramos quando competimos para ver quem faria essa leitura nas férias primeiro!!!






Já o outro, que comprei hoje na feira de livros da escola chama-se "Vò é sempre vó"... uma graça! Fala sobre uma birra que um menino apronta para ir para a casa de uma das avós, a bronca que levou e os sentimentos que levaram a tudo isso. Também mostra avós com estilos diferentes, cada qual valorizada por seu jeito particular. A capacidade de compreensão das vovós e como o conflito se resolve. Faz a criança pensar e a gente também.

Acho que a loirinha vai curtir muito quando chegar em casa e encontrar uma mensagem da vovó Titita nesse livrinho novo!

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