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Sábado memorável!

Desconstruindo a Mãe não é só sorteio, sombra e água fresca, não! Aqui tem gente que faz gente e que rala, também! Que luta contra o embarangamento, que faz terapia pra bipolaridade não atrapalhar a vida, até que faz dieta coletiva.

Pois aqui em casa o pessoal anda querendo colaborar no último quesito e... Bem, eu achava que ia almoçar decentemente, já que tinha feito um atunzinho, arroz com leite de côco, saladinha... Crianças já alimentadas e a paz imperando no lar.
Resolvi colocar um DVD ABBA GOLD pra me sentir adulta de vez em quando, sabem como é? Tava rolando um "Knowing me, knowing you"...

Pra que... Dona Lalá vem da despensa comemorando ter encontrado uma bala que não tinha corante vermelho e tchum na boca do irmão dela. O guri feliz da vida, ela comemorando que nem deu tempo de eu cortar o barato e... tcharam!!! Engasgou com o tijolo verde (não era bala!!!) e veio abrindo o bocão; juro que nem tive tempo de tirar a bala da boca do Caio, porque veio o AHAAAAA do Abba acompanhado de todo o almoço que o pequeno tinha acabado de ingerir.

Meu traje de pintinho-amarelinho (um vestidinho que usava na gravidez com havaianas combinando) pra levantar o astral que andava meio murcho foi praticamente voando pra máquina de lavar, eu enrolada na toalha de banho já esfreguei o sofá, atendi o piá e tentava afastar os cães, porque vocês sabem que o Bob Esponja é terrível e o Patrick resolveu participar da lambança.

Não deu tempo de fotografar, felizmente... aí, pra continuar a saga, fui eu pra debaixo do chuveiro e só consegui almoçar eram 16hs, porque começa uma coisa, começa outra e a cena dantesca me tirou o apetite.
É só comigo que certas situações são deflagradas ou vocês também têm essa sensação de que justamente na hora da refeição da mãe é que as loucuras acontecem?

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Mas depois disso a Larissa, que continuou como estava enquanto eu tentava que a toalha não escorregasse e que os cães parassem de me lamber, dormiu. Pensei: é o meu momento, pois o Caio também estava com cara de quem capotaria de sono rapidinho. Quem dera!

Só sei que no fim das contas fomos sair de casa deviam ser 17h30min e o calor continuava insano. Como tinha doações pra entregar no estacionamento do Teatro São Pedro e também queria aproveitar pra tirar umas fotografias pra que o projeto de divulgar minha cidade saísse do papel, pegamos a Dinda Celi e fomos ao centro histórico da cidade.
www.google.com

Aqui estão algumas imagens, mas uma coisa garanto: o álbum no facebook tem outras imagens bem bacanas. Pretendo pesquisar melhor pra poder contar algumas histórias, porque os prédios dessa região são importantes pra cidade e têm um papel importante na minha vida também.

Descobrindo Porto Alegre
Imaginem, meu pai era funcionário do palácio do governo estadual, o Palácio Piratini. Pensem, eu ia trabalhar com o pai quando criança num PALÁCIO. Não é uma coisa meio mágica? Passava por prédios antigos que ficavam na mente como cenários de histórias antigas cheias de pessoas com roupas bufantes, como o museu Hipólito José da Costa (de Comunicação),a Biblioteca Pública, o Theatro São pedro, a Catedral Metropolitana, o Solar dos Câmara e o Palácio Farroupilha que é sede da Assembléia Legislativa (esse prédio bem mais recente) todos praticamente num mesmo quarteirão, em cujo centro tem uma praça linda.   

Folia no Palácio da Justiça
Estar dentro de um palácio pra uma menina que lia e ouvia tantas histórias com o tradicional "felizes para sempre" era puro encantamento. E essas histórias foram tomando conta de mim. Algumas delas consegui contar pra Larissa, que preferia pular corda na marquise do Palácio da Justiça enquanto Caio subia e descia escadas ou chutava a bola do Grêmio que ganhou da dinda Renata.


Na Praça da Matriz, que na verdade se chama Praça Marechal Deodoro, muito brinquei e ver que tinha uma porção de crianças por lá me fez pensar nos tempos em que a mãe nos levava pra esperar pela saída do trabalho pra voltarmos pra casa com meu pai. Me acostumei com as estátuas, as luminárias antigas, um clima gostoso que me fez gostar demais de museus. 

A tarde foi ótima. Brincadeiras, calor, uma entrada na Catedral pra fotografar (e levar um prestenção pra não fazer isso na hora da missa, ora bolas!), crianças achando que  pia de água benta era piscina - abafa - depois sorvetinho... Jurei que a turminha fosse dormir cedo, mas não.


Nessa pracinha mamãe muito brincou esperando o vovô sair do trabalho
Por isso somente após a luta ingrata das crianças com o sono estou aqui postando e torcendo pra que gostem e curtam um pouquinho da capital gaúcha. O projeto desencantou: estou começando a apresentar a vocês a minha cidade. No próximo post quero falar um pouco mais sobre o centro histórico. Gostam da idéia?    


                               Crianças na calçada ao lado da Assembléia Legislativa. Ao lado, o Palácio Piratini e, mais ao fundo, a Catedral Metropolitana




Que tal apresentar a cidade onde você mora pras amigas e divulgar os seus encantos?


Catedral: idealizada já no tempo em que POA era conhecida como Porto dos Casais

No começo ela era assim - fonte: http://www.catedralmetropolitana.org.br


Pra finalizar, uma imagem do teatro mais antigo e lindo de Porto Alegre:


Theatro São Pedro, incrível!

Campanha de volta às aulas: fotografias dos tempos de escola

Essa semana que passou um querido amigo teve a grande idéia de postar no Facebook fotos de nossa turma de amigos dos tempos de adolescência, com imagens de salas de aula, pátio, viagens... foi muito bacana rever aquelas imagens, algumas delas meio fora de foco, porque não tínhamos a expertise que os adolescentes de agora têm com as máquinas, que nem sonhavam na época em sem digitais.

Fiquei mais feliz ainda com os comentários que se seguiram. Lembranças que nos fizeram chorar de rir e desejar um reencontro. E creio que em março, quando todos já tivermos retornado das férias de verão - aqui as aulas recomeçam dia 22/02 - nós vamos fazer acontecer, porque muitas histórias bacanas e a saudade fizeram algo nos despertar.

Como moro bem perto da escola onde estudamos, a lembrança fica sempre presente. E também tenho a sorte de volta e meia encontrar meus mestres em locais rotineiros como supermercados, praças e conversamos a ponto de perceber que de algumas turmas é impossível esquecer... e tem até uma professora de física que hoje leciona na escola da Lalá e damos muitas risadas lembrando da folia que era ser aluno de uma recém formada.

O mais gostoso de tudo isso é que sempre tive muito presentes em mim lembranças e exemplos positivos de professores e colegas, até das irmãs/freiras com quem convivi e que me motivaram a escolher ser professora. Eu bem que tentei. Fugi de fazer magistério, mas na faculdade não teve jeito: não conclui o bacharelado porque tendo a licenciatura foi possível fazer o mestrado em educação.

Na seleção pro mestrado, isso não tenho como esquecer, era preciso escrever um memorial relatando como tinha ido parar lá. Dentro da minha inexperiência como professora, já que fiz a prova dias depois da colação de grau, a opção foi contar o papel fundamental que esses profissionais tiveram pra mim. Eles ensinaram química, geografia, inglês e literatura, sim; a professora de biologia tinha toda a paciência pra me ensinar a cuidar das lagartas e passarinhos feridos que eu levava pro laboratório fora do horário de aula; o professor de educação física sempre chamava pras escolinhas de esporte, mesmo que eu fosse uma baita descoordenada cheia de boas intenções dentro da quadra. 

E estamos nessa fase de ver materiais escolares, se está tudo Ok com uniformes que imaginávamos que não deixariam de servir na Larissa e agora esses pensamentos convergem... acho que o universo está conspirando. Não apenas pelo encontro do famoso 3ºX, mas para que eu volte a pensar com carinho em lecionar. Adoro um cheirinho de sala de aula e conviver com pessoas, aprender com elas, trocar idéias... quem sabe aí se configura um retorno ao mercado de trabalho?


Aí pensei no seguinte: que tal resgatarmos pelo menos uma fotografia dos tempos de escola e postarmos no blog ou no facebook? Assim, só pela curtição? Aos amigos que tiverem mais fotos daqueles tempos já peço que dividam comigo, porque não tem coisa melhor e eu adoraria imprimir pra mostrar pras crianças e fazer um mural!

Tenho poucas, mas essa aqui me emocionou bastante: a amiga Letícia, filha da minha professora do Jardim de Infância, enviou já faz algum tempo. E me fez ver que mantenho várias das amizades iniciadas quando éramos muito pequenos... não é uma delícia reviver esses momentos?!

Onde está Wally? Basta ver a carinha de Larissa pra responder!


Relatório Hite e muitas risadas


Ontem quando saí com os cães pra fazerem seu xixi da tarde, passei em frente à livraria que tem aqui pertinho de casa. Ela sempre faz promoção de livros usados e estava num cesto uma porção de exemplares, quando tive de voltar atrás e conferir se emus olhos não me enganavam... Era mesmo o Relatório Hite!

Imediatamente uma série de lembranças me vieram à mente de encontros com as amigas lá pelos 12 anos, com a desculpa de termos de fazer trabalhos de ciências pro colégio. Sim, o trabalho era sobre aparelho reprodutor e alguma das gurias pegou o livro da sua mãe... Virou uma série de tardes e noites dando risadas porque ninguém na época sabia o que era um clitóris... O resultado foi um trabalho que escandalizou a professora, hahahaha!

Nós líamos tudo aquilo com os olhos vidrados de curiosidade e tínhamos muita vontade de nos tornar sabedoras de tudo aquilo que dizia ali, nem que fosse só na teoria. Queríamos ser donas da verdade. E quem melhor que o Relatório Hite pra nos deixar com a teoria na ponta da língua?

Na época mal sabia que poderia me tornar professora de ciências também, como a pobre criatura que recebeu um trabalho cheio de detalhes picantes e ficou com os cabelos ainda mais brancos...

Entre paixão e amor, preferimos os dois!

Dia dos namorados chegou e (ahhhhh) já se foi, né... E deixou boas lembranças.
A mais importante delas foi a de que conseguimos, sim, sobreviver aos anos, à rotina e aos filhos, se nos empenharmos sempre para manter esse clima de romance que a véspera do dia do santo casamenteiro nos proporciona e o comércio impulsiona.

Por isso aceitei de pronto a proposta do marido, que talvez por ter assistido Alice no País das Maravilhas, se inspirou para termos o dia dos desnamorados ou o dia de desaniversário de namoro, como ele mesmo disse.

Será que mesmo agendado o namoro perde a espontaneidade? - Estou apostando que não, já que o dia 12 de junho no Brasil é marcado no calendário e sempre tem gente investindo nele.

"Se você quer ser minha namorada
Ai, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarzinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê

E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninhoNo silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois"

(Vinícius de Morais)

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