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BC Esmaltes + Fadas

Ultimamente ando muito serelepe! Há quem, olhando de fora, possa achar até que ando de nariz empinado ou metida, mas quando estou feliz, fico olhando pro céu... E quando estou meio pra baixo, também, rsrsrsrs! Talvez a conexão com o divino seja algo importante demais para ser negada.

Hoje nossa blogagem coletiva, instigada pela Fernanda Reali, tem um adicional: falar em fadas!

Nós crescemos ouvindo falar em fadas-madrinhas... A Fada Azul, do Pinóquio, que dá vida a um boneco de madeira, realizando o sonho de paternidade de um carpinteiro solitário; a Madrinha da Cinderela (quem não sabe cantarolar com ela? "Come on"! Salagabula...) ; Sininho, a fadinha ciumenta de Peter Pan e que agora virou Tinker Bell, com filme próprio e tudo; ultimamente tem até a fada bem louca, mãe do Encantado, de Tão, Tão Distante, nos filmes do Shrek. Não lembro muito de na infância ter me apegado muito à imagem de demais fadas, mas ter me tornado mãe fez com que eu lembrasse do fascínio que as bruxas exerciam, como a Malévola e a Madrasta da Branca de Neve...


No quarto da Larissa as fadas estão ao lado da cama, velando seus sonhos!








Só que, no fim das contas, a Fada Azul sempre esteve comigo, na minha imaginação, é a de minhas memórias mais distantes, desde bem pequena. E ela, como as demais fadas, é generosa, é meiga, maternal.








Agora, quando veio à mente a postagem que faria para a blogagem, não tive como pensar em outra história de fada, que não essa:







Essa é uma história divertida, que coloca um homem na posição de fada, o que é nadar contra a corrente - adoro! - e tem muito a ver com a fase que recentemente minha filha viveu, de perder os dentinhos. É um filme que recomendo agora para as férias de verão com a criançada depois de um banho de chuva, com muita pipoca e carinho!

No Brasil, importamos essa história de fada do dente, mas na Argentina, onde vive meu afilhado Gabriel, é o Ratón que vai buscar o dente que caiu e entregar um presentinho.








Mas tem uma blogueira que também está fazendo o seu papel de fada madrinha e distribuindo sensibilidade ao convidar quem quiser e puder, para  se transformar em fada neste natal:



Conheçam melhor a Clau Finotti e vejam como é fácil fazer diferença na vida de uma criança sem as mesmas condições de vida de nossos filhos, sobrinhos, afilhados...

Também falei sobre doar o que há de melhor em você nesse post aqui.

Minhas unhas de fada serelepe, com todo o apoio da minha manicure-diva Rebeca ficaram assim, com o Madonna, da Impala:




Inspirem-se no que as pessoas falam sobre o espírito natalino e vamos colocar em prática aquele desejo de ter um mundo melhor, começando com nossas mãos esmaltólatras levando carinho para alguém!

Beijo, bom fds!
  

Proposta: Confraria de Blogueiras Cinéfilas

Gente, já comentei por aqui que li o Clube do Filme e adorei, né?! Pois hoje eu estava pensando em fazer uma Confraria de Blogueiras Cinéfilas .

Funcionaria assim: a cada quinzena cada uma de nós poderia fazer uma Blogagem Coletiva falando sobre algum filme que curtiu ver em casa ou no cinema, pra recomendar às amigas pra que divulguemos as coisas boas e fujamos das porcarias que também existem por aí. Tipo mais um assunto pra tricotarmos!

Topam?




Então eu começo: adoro um filme que fala sobre relacionamento entre pais e filhos, que vi na época da faculdade. Se chama Minha Vida em Cor de Rosa e é a história de Ludovic, um menino visto como diferente pela comunidade, especialmente por sua família. Ele próprio acredita que nasceu no corpo errado e se veste como uma menina numa recepção que seus pais promovem para conhecer a nova vizinhança.

O mal-estar gerado por esse jeito diferente de ser do menino, que passa a ser visto como homossexual por todos faz com que aumente a pressão social sobre a criança, que se refugia nas brincadeiras com uma boneca chamada Pam, que me lembra a Barbie.

Mais que pensar sobre se "será que ele é", o filme propõe a flexibilização de nosso olhar rigoroso sobre meninos vestirem azul e brincarem com "coisas de meninos" e todos os estereótipos e cobranças que geramos sobre as crianças. O furor que o comportamento dum menino gera mostra o quanto não toleramos as diferenças e nos faz pensar sobre diversas situações em que precisamos nos posicionar, especialmente se envolvem nossas crianças.

O diretor Alain Berliner mostra Ludo como uma criança doce, não afirma veementemente que ele é gay; e a pergunta lançada na tela poderia nos levar à análise de como formamos meninos para serem lutadores, guerrreiros e viris, portanto talvez não devêssemos nem nos surpreender se eles passassem a agir de forma violenta, alimentados por desenhos animados, brinquedos que disparam mísseis, monstros que atacam e destroem cidades e pessoas e gibis de heróis que agem desse jeito macho-man.

Me pergunto, como professora e como mãe, se estamos realmente preparados para conviver e aceitar as diferenças e quando vamos conseguir superar os rótulos que criamos em sociedade, isolando ou negando alternativas àquilo que está engessado como certo.

Na família de Ludovic, apenas a avó parece ter o coração aberto para acolher o menino como ele é; conversas entre pais e filhos não existem a não ser dum jeito mais superficial e isso fica claro quando o menino, numa travessura com um amiguinho brinca de casamento. "Você é homem, jamais será uma menina!" é o máximo que se verbaliza.

Um filme sensível e por vezes muito engraçado, variando entre o drama e a comédia.

Informações importantes:


Direção: Alain Berliner

Roteiro: Chris Vander Stappen e Alain Berliner

Música: Dominque Dalcan

Gênero: Comédia/Drama

Origem: Bélgica/França/Reino Unido

Duração: 98 minutos - Tipo: Longa

Trailer: http://videodetective.com/home.asp?PublishedID=7368

Site: informações, clips, fotos http://www.sonypictures.com/classics/mavieenrose/

Atendendo a pedidos, aqui vai a sugestão: uma vez por mês por 3 meses, pode ser todo dia 06, data de hoje, todas nós damos 1 dica de filme, não precisa ser do circuito. Esse mesmo que dei a dica eu vi faz anos e só agora consegui encontrá-lo, mas fazendo download, porque em locadoras é meio raro. Nesse caso consegui informações bem completas pela internet, mas o negócio é estimularmos as mamães principalmente a assistirem algo além de DK, Cartoon, Nick Jr e cinema infantil, apenas. O interessante é que venha acompanhado de alguma dica do que chamou a atenção de quem já assistiu!

Está chegando o dia dos namorados e um cineminha de gente grande é ótima pedida, não é mesmo?! Mesmo em casa, com filme pirateado, pipoca e sofazão, dá margem pra muitas atividades posteriores, ownnn...!!!

Nostalgia, risco, educação: clube do filme

Não sei se teria a mesma coragem, de oferecer a um filho cujas notas considerasse medíocre, a oportunidade de sair fora da escola e ter como único compromisso na vida 3 sessões semanais de filmes escolhidos pelo pai ou por mim. Mesmo com toda a bagagem cultural de crítico de cinema, tem horas em que admirava, em outros momentos ficava tirando o David Gilmour, autor canadense, pra bunda mole.

Não tinha como concordar com um pai que fuma e bebe vinho com o filho de 15 anos; nem como pensar que deixaria um adolescente viver de crises com as namoradas, sono e apatia pela vida sem oferecer outras alternativas.

Por outro lado, como será que vou agir diante da adolescÊncia dos meus filhos?
Como resistir às reflexões por vezes superficiais, às vezes cheias de incertezas sobre suas escolhas?
O escritor está me deixando grudada ao livro. Não por ser premiado, claro que por ser bem escrito, mas principalmente por colocar a leitora aqui em contato com vários dos receios que tenho como mãe. Medo do envolvimento com drogas, de ver meus filhos sofrerem por amor nas mãos de pessoas de caráter duvidoso...

Nem o compromisso de escrever sobre o que assistiam eles tinham... Muitas vezes, suas conversas ficavam mais para consultório sentimental tentando amenizar dores de cotovelo que aulas sobre história e cinema.
Inegável que o relacionamento entre pai e filho se aprofunda, eles se apegam duma maneira incomum ao que percebemos entre as famílias atuais, pois tornam-se amigos e confidentes. Talvez, em alguns momentos, colegas.

Não quero ser coleguinha da minha filha... Quero que ela sinta confiança, tenha liberdade pra dizer o que pensa e faz, mas não que pense que vou apoiar tudo ou concordar sempre com ela. Faz parte desse relacionamento que a amizade seja diferente de amigos/camaradas escolhidos ao longo da existência!

Também acho que o escritor foi corajoso de dar a cara a tapa diante da exposição de sua intimidade, de suas escolhas como pai e é isso que aproveito tanto quanto as dicas de muitos filmes que não conhecia ou de detalhes dos que já tinha visto e não sei se tinha analisado da mesma maneira.

Por tudo isso, recomendo:


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