4hs da manhã e a festa do caderno



Quem mandou resolver ter um surto de criatividade às vésperas de expirar o prazo de entrega do caderno para a tal festa-surpresa???

Pois é, tive de resumir bastante minhas intenções porque fui me emocionando com a primeira avaliação escolar, as fotos, as lembranças... Agora são mais de 4hs e estou pregada, tentando dar um fim a tudo que inventei...


Mas quem não fica fascinada com colas com glitter, tesouras que picotam diferente, têmpera, todos aqueles negócinhos com E.V.A. e afins?

Eu passaria uma semana fuçando, se sobrasse tempo.

Amanhã/hoje vou pintar as patas dos cães pra deixá-las autografando o caderno e também o pé do Mano e uma mãozinha também...

Agora faltam alguns depoimentos que ainda não chegaram e... hummmm, prefiro pensar nisso depois de dormir um pouco e fazer aula de Yoga...

Uhuhuhuhu!!! Acabou a greve de dizer MAMÃE!!!


Que bobeira, parece coisa de desmiolada, mas fiquei tão feliz quando voltei a ouvir meu filhinho dizer MAMÃE!!!

Gente, para esse coração canceriano e apaixonado pelas suas crias, a greve que o Caio resolveu fazer porque precisei desmamá-lo estava uma tortura chinesa... Não o desmamei por vontade própria, dig-se, mas como precisei tomar uma medicação fortíssima que ele não poderia receber pelo aleitamento materno... Não teve jeito!

Como me disse uma amiga, eu que estava sendo desmamada, pois adorava, era sonho mesmo poder amamentar muuuuuito os meus filhos. Com a Larissa, só consegui que isso fosse até o sexto mês, mas com o Caio chegamos a quase 1 ano e 3 meses. - Tá de bom tamanho, né, mas eu sofri muito por ter de dizer que a partir de dado momento não teria mais "mamá".

Claro que também já ouvi que tinha de deixar o pequeno crescer, que esse momento seria importante para o desenvolvimento dele e mil outras teorias, mas quem explica o afeto? O sentimento de culpa?
Já estava exultante com as conquistas de comer sozinho e não aceitar ajuda, mas nada me deixaria tão contente como o fim dessa greve...

Bom, sobrevivemos todos e nesse final de semana algo de fala voltou a ser esçoçado, já que DEDEI, TETÊTEI, DÁ, E DADAI ( = PAPAI) foram as únicas coisas que permaneceram desde nossa "ruptura". Me senti de castigo até hoje de manhã... Afinal, eram mais ou menos umas 16 palavrinhas que ele parou de emitir. Especialmente as que relacionavam com as mulheres da família (Bobó era a minha sogra, Mana foi a primeira palavra que ele disse...), nada mais saía daquela boca!!!

Desde quinta-feira ele tinha enrolado a língua a ponto de sair algo como BLEROBLÉRO, o que já soava ESPETACULAR, mas nada como ser chamada de MÃE às vésperas do dia das mães! - Estou radiante, abobalhada, cheia de ar nos pulmões que até pareço uma pomba.

Meliante dando dicas de segurança (hehehe)!

Como havia dito, sábado fomos curtir o festival de balonismo em Torres, que, aliás, também já comentei que foi maravilhoso, né?!

Pois um detalhe que até então tinha omitido é que mal chegamos à cidade litorânea em questão, a Loira disse que queria fazer xixi urgentemente e avistei uma fila imensa perto dos sanitários químicos... Mesmo tendo ido ao banheiro antes de sair da casa da vovó, é claaaaro que a pequena teria de demarcar território quando chegasse!

Para nossa sorte, a filhota tinha por perto um posto da Brigada Militar (polícia no RS se chama assim) e fui eu lá, toda pimpona falar com o policial e solicitar um espaço no troninho alheio. O cara foi superbacana, avisando que o espaço feminino não era lá essas coisas, mas resolveria o problema certamente, devido à emergência da menina.

Enquanto a minha filha urinava e cantarolava, depois lia os recadinhos que alguém já tinha escrito pelas paredes, me deparei com uma sacolinha e resolvi espiar o que tinha dentro... uma tal de CARTILHA DO CIDADÃO. Bom, eu me acho uma cidadã e tal, resolvi bisbilhotar, porque nunca tinha visto uma e também tenho problemas com ficar esperando sem fazer nada.

E O NEGÓCIO VALE A PENA SER LIDO, CARAMBA!

Encontrei dicas de segurança, telefones úteis que nunca sabemos onde encontrar (ultimamente nos guias telefônicos o que menos tem é informação necessária) e já fiz relação com o dia em que meu sobrinho resolveu voltar sozinho da escola (agora que a cunhada é caloura da unvirsidade federal , ficou com o tempo ainda mais curto para buscar o trio calafrio) e foi assaltado perto do cemitério lá de Rio Grande.

Resolvi pegar pra mim um livrinho desses! Uma meliante dando dicas de segurança - nesse caso tem perdão?

Olha só as dicas:

"Para quem está nas escolas:

Alunos:

  1. Vá e volte da escola sempre acompanhado (a) de colegas ou alguém da família;
  2. Se não tiver quem o acompanhe, evite ruas desertas ou escuras;
  3. Procure ficar dentro da escola durante o recreio e antes do início das aulas;
  4. Evite usar jóias e objetos de valor ou vestir boné, jaquetas e tênis novos, pois chamam a atenção de ladrões. Prefira os com maior tempo de uso;
  5. Não aceite carona de estranhos, mesmo que digam estar a mando de um familiar;
  6. Depois da aula vádireto para casa, não fique na frente ou próximo da escola, mesmo que em grupos. Esta atitude permite que o ladrão estude o caminho que irá tomar para casa;
  7. Evitando ou não o assalto, comunique aos seus pais e à escola para que sejam tomadas providências junto às autoridades.

Para os pais: a sua presençaé fundamental

  1. Sempre que possível acompanhe seus filhos à escola ou peça a alguém da sua confiança para fazê-lo;
  2. Procure participar de reuniões da comunidade escolar, principalmente quando tratarem da questão de segurança;
  3. No ambiente escolar sua participação é fundamental, pois reforça a segurança de seus filhos e demais alunos, evitando que pessoas ofereçam algum tipo de droga ou cometam atos de violência;
  4. Apóie a escola e a polícia com informações que melhorem a segurança de todos;
  5. Informe seus filhos sobre os males que as drogas causam, salientando os fatores de ordem biológicas, psicológicas e sociais;
  6. Fale com a direção ou professores, informe-se sobre as novidades, colocando-se à disposição na solução de problemas existentes;
  7. Procure informar-se junto a escola sobre as atividades extra curriculares nas áreas de lazer, cultura, cursos, teatros, dentro da medida do possível colocando-se como voluntário;
  8. Busque informações de como ajudar crianças e adolescentes, da sua comundiade esclar, vítimas de algum tipo de violência;
  9. Denuncie atos de vandalismo feitos contra a escola de sua comunidade".

Ou seja: ninguém substitui a participação de pais interessados...

Pelo tempo que demoramos, o papai e o mano da Larissa ficaram tirando fotos dos balões e nós lá, alheias. Mas deu tempo de participarmos do festival, bem informadas sobre segurança...

Festa do Caderno

Gente, a professora da Lalá inventou uma moda que está sendo a maior curtição pra nossa família: uma celebração dos progressos cognitivos, de escrita, de leitura enfim, da vida de uma aluna de primeira série do ensino fundamental.


Temos de fazer uma surpresa para ela, com mensagens dos avós, tios, padrinhos, primos, pais, MANO, é claro, amiguinhos, que serão entregues numa festa que ela nem cogita, nem os coleguinhas poderão adivinhar, porque a graça toda está mesmo em que ela receba seu caderno pautado sem perspectiva maior do que a de páginas em branco e se emocione muito com tudo o que encontrar lá dentro.







Nesse mesmo período, coincidência ou não, depois do incêndio que aconteceu lá no prédio da vovó Titita, minha mãe, rolou uma superfaxina em que acabei recebendo desde materiais dos tempos de faculdade até livros de recordação, questionários (lembram disso????), diários, agendas... Muitas recordações ótimas dos tempos de criança e adolescente que viraram uma curtição em casa, ainda mais que algumas dessas amigas que deixaram suas mensagens nos nossos tempos de piás são do convívio da Lalá.



Nisso, muitas coisas têm acontecido que mexem com nossas emoções, como reencontros com amigos e companheiros de jornada, dando uma sensação ótima de que essa vida é para cultivarmos experiências que no futuro serão ótimas de relembrar.


Ontem, no festival de balonismo, por acaso encontramos o ALCIDÃO, o funcionário do Instituto de Biociências dos nossos tempos de futuros biólogos formados pela UFRGS... Vi meu marido emocionado, olhos cheios de lágrimas ao perguntar: - Aquele ali é o... o... Alcides, que dirigia o microônibus da faculdade nas saídas de campo?


Tchuuuuum! Imediatamente novas histórias povoaram nossas mentes e fomos lá nos apresentar pro cara; UAU, ele lembrava vagamente de nós, recordamos algumas histórias e saímos um pouco mais leves por ver que, como diria Cazuza, "o tempo não pára", mas que deixamos pegadas pelos caminhos trilhados.


O Caio ainda é pequeno para entender, do alto de seu 1 ano e quase 4 meses, mas a loirinha perguntou e nós fizemos questão de partilhar experiências de nossos tempos de alunos.


Ela parece estar se envolvendo nesse clima todo sem perceber que culminará na FESTA DO CADERNO, ora vendo como era a letrinha do Dindo Max na terceira série, que coisas se passavam naquela época, o que estudávamos... As respostas espontâneas e até absurdas que dávamos às questões formais sobre seres vivos ("Existem os terrestres, aquáticos e humanos"!), quem eram nossos colegas, como era a moda, com que brinquedos costumávamos brincar, as cantigas que acompanhavam nossas peraltices e que continuam fazendo a alegria da meninada...


Bom, fico viajando na maionese porque essa vida de participar da vida dos filhos nos permite recordar, reviver e não precisar deixar de ser um pouco criança com total entrega!

"... emoções há muitas na vida, e de todos os tipos, mas raras se comparam em intensidade àquelas que a gente tem quando se compra o primeiro caderno escolar. De cinqüenta folhas ou cem, pautado ou sem pauta, humilde u sofisticado, não importa: o primeiro caderno é o símbolo de uma nova etapa. De uma nova vida. Pois as páginas em branco, modestas e radiantes em sua pureza, são exatamente isto: uma prova de renovação, de início de vida. Mesmo quando a sua vida ainda está no início." (Moacyr Scliar)

Pensando no presente de dia das mães

Como no fds que vem será o dia das mães, nesse fomos para a praia, onde moram meus sogros. Além de todo aquele carinho de avó e avô que é "louco de especial", tinha balonismo em Torres (isso mereceria um tópico exclusivo), que estava muito bacana, dias de sol e céu sem nuvens, ar puro e um mar que não perde para SC exceto pela temperatura, que, aliás, nem estava tão fria.

Viemos para curtir e fizemos com calma, aproveitando todo os instantes, rindo e conversando como há muito não acontecia... Mas sabe o que não saía da minha cabeça? - Queria MUITO me inspirar para a escolha do presente da minha mãe, porque a Dona Ciça merece algo muito especial!


No ano passado, eu e o Mano demos um "spa-day" superbacana, com direito a massagem e até ofurô. Como ela adora coisas diferentes, isso depois foi complementado pelo jantar-surpresa de aniversário num restaurante mexicano - ao qual ela chegou vendada.

Sapatos, acessórios, roupas, bolsas, tudo isso já foi bola da vez em algum momento, mas... mesmo com todo o visual e o oxigenação cerebral, não sei ainda o que fazer.

Sei que toda aquela conversa comercial acaba nos pegando porque somos mulheres e adoramos presentinhos, surpresas...

Já pedi meu presente, coisa que raramente faço: um dia sem filas em restaurantes (nem quando morava em SP e a concorrência era maior do que em qualquer outro lugar eu engolia isso!), num lugar com muito verde e passeio de bicicleta, ou piquenique, enfim um dia sem pressa. - De repente role até uma visita ao templo budista de Três Coroas, com almoço no Toppo Giggio, que fica na estrada entre Taquara e São Chico. Vamos ver! Ando numa fase em que qualquer proposta me diverte!

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